Foi realizado nesta segunda-feira, 28, o ato da assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação e entrega da ordem de serviço para a criação do projeto da reforma e da ampliação do Ginásio Ivan Rodrigues, em Joinville. 

O Ginásio já foi palco para o Festival de Dança, grandes jogos de futsal e basquete de ligas nacionais, bem como os jogos abertos e diversas competições estaduais e nacionais. 

Por intermédio do deputado estadual Fernando Krelling, foi encaminhado ao Governo do Estado o pedido de recursos que chegam aos R$ 15 milhões, por meio de emenda ao orçamento. 

Para o presidente da Fesporte, Kelvin Soares, esse é um momento bastante importante não somente para o município de Joinville, mas para todo o Estado de Santa Catarina. Soares enfatizou o Programa SC Mais Esportes, criado para o desenvolvimento das estruturas esportivas do estado. 

“Essa reforma e ampliação do Ginásio Ivan Rodrigues é uma obra extremamente marcante para a comunidade joinvilense. Estar nesse momento, assinando esse contrato, mostra nossa responsabilidade e compromisso com o esporte catarinense”, destacou. 

Já o deputado estadual, Fernando Krelling, autor do pedido de recursos para tal reforma, enfatiza que o Ginásio Ivan Rodrigues é um espaço histórico, tanto em questões esportivas, quanto culturais em Santa Catarina. 

“O ato da assinatura para a criação do projeto é um avanço muito significativo. “O primeiro passo foi dado. São 15 milhões de reais nesse primeiro momento e posteriormente a execução da obra e devolver esse espaço para Joinville e para o Estado de Santa Catarina”, reforçou Krelling.  

A partir de junho deste ano, a administração do Ginásio Ivan Rodrigues para a Fesporte, dentre as novas atribuições que a Fundação vem recebendo do Governo do Estado de Santa Catarina.

A expectativa de Fesporte é que nesse espaço, sejam realizados projetos sociais e comunitário, com o intuito de promover atividades de lazer e a iniciação esportiva.

 

A delegação de Santa Catarina se sagrou vice-campeã das Paralimpíadas Escolares 2022 realizada em São Paulo. O anúncio foi feito pelo presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, na cerimônia de encerramento do maior evento esportivo do mundo para jovens com idade escolar, na noite desta sexta-feira, 25, no Centro de Treinamento Paralímpico, na capital paulista. 

São Paulo foi o grande campeão com 594 pontos, seguido por Santa Catarina com 308 e Pará com 304. A delegação de Santa Catarina, com mais de 150 integrantes, incluindo atletas, treinadores, guias, staffs, tapers, fisoterapeuta e assessoria de imprensa é a maior da história. Ao longo da competição conquistou 154 medalhas, sendo 83 de ouro, 33 de prata e 38 de bronze.

 Willian Scheffer, chefe da delegação de Santa Catarina recebe o troféu de vice-campeão                   Foto: Divulgação OCPB

Tivemos vários atletas que se destacaram nessa edição da competição. Entre eles, Nicolas Coelho Fonseca que conquistou 5 medalhas de ouro na natação e Gabriely Hostin, também da natação, que conquistou 4 medalhas de ouro. 

Para o treinador de atletismo de Santa Catarina, Elizandro Braz, “essa conquista é fruto do trabalho do dia a dia de muitos técnicos/professores que reflete o compromisso e dedicação. O resultado de hoje nos mostra que estamos no caminho certo e a cada competição o paradesporto catarinense cresce mais”.

A classificação geral das Paralimpíadas Escolares 2022, de acordo com o regulamento oficial, foi definida pela soma das colocações dos estados obtidas em cada uma das modalidades, que obedece a uma pontuação pré-estabelecida para cada posição na tabela.

Além das premiações para os três primeiros colocados, outros dois troféus foram entregues na cerimônia. O secretário estadual de Esportes da Paraíba, Zezinho Botafogo, foi homenageado como o "Amigo do Esporte Paralímpico" e o estado do Ceará recebeu o prêmio "Confraternização". 

Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, se mostrou bastante safisfeito com essa edição do evento. “É motivo de muita alegria ver crianças e jovens de todo o país competindo, com qualidade e em um nível técnico altíssimo. Tivemos um número recorde de participantes e de modalidades, além de três fases regionais [Brasília, Natal e São Paulo], o que qualificou ainda mais a disputa nacional", destacou. 

A edição deste ano foi a maior da história, com cerca de 1300 atletas oriundos de 25 estados e do Distrito Federal - a exceção é o Piauí, e contou com 14 modalidades: atletismo, badminton, basquete em cadeira de rodas (formato 3x3), bocha, futebol de cegos, futebol PC, goalball, halterofilismo, judô, natação, taekwondo, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado. 

Os halterofilistas estrearam no evento e 63 atletas com Síndrome de Down estiveram presentes em disputas de atletismo, natação e badminton. 

Santa Catarina teve participantes em 10 modalidades, com exceção do parataekwondo, halterofilismo e basquete em cadeira de rodas e futebol de 5. 

 

Mimadinha em casa, durona no Judô. Esse foi o combinado entre a pequena Amelí e seu pai Carlos Eduardo Teixeira, o grande incentivador para que ela treinasse Judô. Em sua primeira competução, Amelí Teixeira conquista a medalha de ouro nas Paralimpíadas Escolares 2022 no Judô. 

A menina, Amelí Teixeira, 12 anos, natural de Lontras, nasceu prematuramente com 6 meses e por conta do excesso de oxigênio desenvolveu a doença denominada retinopatia da prematuridade que levou Amelí a ter deficiência visual. 

Amelí iniciou no judô em 2021 com o professor Alexandre Duarte, após o pai incentivá-la a praticar tal modalidade. Para ele, um ex judoca, era a possibilidade de Amelí superar alguns desafios do cotidiano. 

É a primeira competição nacional de Amelí e para a mãe, Priscila Aparecida Theis, tudo isso tem ajudado a filha a ter mais autonomia e ser mais forte na vida. “O esporte é muito importante para ela saber lidar com os obstáculos da vida. O judô é um estímulo para o físico e para a mente”, afirma Theis. 

E em seguida afirmou que, “toda essa logística está sendo uma experiência incrível para Amelí. Conhecer as pessoas que ela conheceu aqui e ter a mesma experiência de vida parecida com a dela, é muito além do esporte. Eles se sentem valorizados como indivíduos e como cidadãos”, finalizou. 

Equipe de Judô de Santa Catarina - Amelí, o treinador Alexandre Duarte e Heloisa.        Foto: Delamare de Oliveira Filho (Ascom/Fesporte)

 

Já o treinador, o professor Alexandre Duarte, destaca a oportunidade que as crianças com deficiência visual têm ao praticar esporte. Essa inclusão faz com que tenhamos adultos diferenciados e independentes.

“Elas se sentem úteis e importantes. Observem Amelí. Para ela foi uma quebra de paradigma. A menina delicadinha, praticando judô, um esporte de contato. Ela achou o espaço dela e vem conquistando os seus resultados. É muito  gratificante oportunizar esses momentos para Ameli e para outras crianças”.

Um dos momentos mais emocionantes foi no momento da entrega da medalha de ouro. Ao receber a medalha, Amelí notou que havia algo escrito em Braille. 

Ao se deparar com tal surpresa, ela tocou o objeto conquistado, fez a leitura em Braille, suspirou forte e exclamou com entusiasmo, “ouro 2022. Que legal eu ganhei ouro”. 

Amelí com sua medalha de ouro nas Paralimpíadas Escolares         Foto: Delamare de Oliveira Filho (Ascom/Fesporte) 

 

Com a linguagem do Braille, Amelí pôde ter a sensação de ser a medalha de ouro no judô, categoria até 41kg nas Paralimpíadas Escolares 2022. Como sua mãe, Priscila, explanou dias antes ao conversarmos com ela e a filha sobre a competição, “o deficiente visual só enxerga aquilo que as mãos tocam”.

 

Na noite dessa terça, 22, aconteceu no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, a cerimônia de abertura oficial da etapa nacional das Paralimpíadas Escolares 2022, maior evento do mundo para jovens com deficiência.

A delegação de Santa Catarina, uma das maiores, é composta por mais de 150 integrantes, incluindo paratletas, treinadores, staffs, guias, tapers, fisioterapeuta e assessoria de imprensa.  

Após uma breve fala de dirigentes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB),houve o desfile das unidades federativas representadas na atual edição das Paralimpíadas, com suas respectivas bandeiras. A atleta Aline Jordânia, de Tocantins, acendeu simbolicamente, a pira, para iniciar oficialmente o evento.  

Para o Gerente de Esportes de Participação da Fesporte e Chefe da Delegação de Santa Catarina, Willian Scheffer Santos, as paralimpíadas escolares têm um papel muito importante no fomento da prática esportiva. “Esse evento, impacta diretamente na vida dessas crianças e jovens, pois essa competição traz mais autonomia, melhora a autoestima e o desenvolvimento desses atletas, além de influenciar todo o núcleo familiar dos envolvidos”.

A atleta Luana Mendes, 17 anos, que conduziu a bandeira do estado de Santa Catarina na cerimônia de abertura, destacou sua alegria por participar desse momento e afirmou que foi um momento bastante gratificante por representar o para desporto catarinense numa solenidade tão importante. “Espero que muitas outras garotas que apresentam alguma deficiência, um dia possam ter experiências parecidas com a que tive. As pessoas precisam ir atrás de seus objetivos e sonhos, independentemente se envolvidas no esporte ou não”, concluiu Mendes.

       Entrada da Bandeira de Santa Catarina, conduzida pela atleta Luana Mendes                          Foto: Divulgação CPB.

 

As competições nessa edição desse evento serão realizadas nas seguintes modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5, futebol de PC, goalball, halterofilismo, judô, natação, parabadminton, parataekwondo, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa e volei sentado.  

Santa Catarina terá atletas em 10 modalidades, com exceção do parataekwondo, halterofilismo e basquete em cadeira de rodas e futebol de 5. 

A etapa nacional das Paralimpíadas Escolares que iniciam hoje acontece após a realização das etapas regionais, ocorridas em Brasília, Natal e São Paulo. Essa edição conta com cerca de 1300 atletas de 25 estados e o Distrito Federal, com exceção do Piauí.  

As Paralimpíadas Escolares tiveram a sua primeira edição em 2009. Desde 2016, as competições acontecem nas dependências do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

Uma das novidades das Paralimpíadas Escolares 2022 será a transmissão, de maneira inédita, das provas de basquete em cadeira de rodas (formato 3x3), goalball e vôlei sentado por meio do Tik Tok do CPB.

Pela rede social, será possível acompanhar as disputas de goalball nesta quarta-feira, 23, das 15h às 16h; as de basquete em CR (3 x 3) na quinta-feira, 24, das 10h às 11h; e as de vôlei sentado na sexta-feira, 25, também das 10h às 11h.

Os resultados de todas as modalidades poderão ser conferidos nos boletins diários (www.cpb.org.br) ou pelo app CPB Resultados. 

Na manhã dessa sexta, 18, a equipe de Caçador confirmou o favoritismo, venceu Criciúma na final por 2 a 0 e conquistou a medalha de ouro e o troféu de campeã do futebol feminino da 61ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina. 

Após uma partida muito equilibrada, marcada pelo forte calor, Samhia e Raquel fizeram os gols que deram o título à equipe de Caçador. Com a equipe que disputa o campeonato estadual e brasileiro da modalidade, Caçador veio para os Jasc como favorita ao título. 

Ao longo da competição, a equipe fez uma campanha bastante consistente, terminando a fase de grupos em primeiro lugar do grupo com duas vitórias (Caçador 8 x 0 Florianópolis;  Caçador 4 x 0 Criciúma). Na semifinal, a equipe de Caçador venceu Chapecó por 2 a 0, garantindo vaga na grande final. 

Nessa edição dos Jasc, Caçador marcou 16 gols e não sofreu nenhum, terminando o torneio com o melhor ataque e a melhor defesa. 

        Treinadora Carine Bosetti comemora com a equipe                    Créditos: Delamare de Oliveira Filho (Ascom/Fesporte)

 

A treinadora Carine Bosetti, valorizou muito a dedicação e o empenho das meninas. “Estou muito feliz pela atuação da equipe durante a competição. Uma ótima conquista para Caçador e para o Avai que é o grande gestor desse projeto”. 

Destacou ainda a união e o foco da equipe, pontos fortes do grupo. “Acredito que a equipe entrou bem focada com bastante intensidade em todos os jogos, conseguindo manter uma regularidade”, finalizou Bosetti. 

Samhia Simão, mineira, autora de um dos gols na final,  estreando nos Jasc e ganhadora do primeiro título com a equipe de Caçador, agradeceu suas companheiras, a treinadora e ressaltou a importância de um trabalho conjunto que vem sendo desenvolvido ao longo de todo o ano. 

“Aproveito para agradecer a Deus, a minha família, minhas companheiras e a treinadora que desde o início do ano está conosco para que possamos desempenhar o melhor dentro de campo”, ressaltou Samhia. 

 

 

 

A equipe de Jaraguá do Sul vence Blumenau por 3 a 0 e conquista a medalha de ouro e o troféu de campeão do futsal masculino na 61ª  edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina. 

Chapecó ficou com a medalha de bronze ao vencer Saudades na disputa de pênaltis por 5 a 4, após empatarem em 2 a 2 no tempo regulamentar. 

Antes do jogo, a expectativa era fazer um grande jogo, vencer a partida e conquistar o ouro. Depois da partida a alegria e a sensação da vitória. Mais do que isso, a sensação de ser tricampeão no mesmo lugar, no mesmo Ginásio do Sesi. 

Isso mesmo! Guilherme Orofino, atleta de Jaraguá do Sul, se tornou tricampeão no mesmo ginásio. Momentos que só o esporte proporciona. 

         Guilherme Orofino e suas conquistas                            Delamare de Oliveira Filho (/Ascom/Fesporte)

 

Em 2017, Guilherme foi campeão da Olesc por São José; em 2019, campeão dos Joguinhos Abertos por Jaraguá e agora campeão dos Jasc também por Jaraguá. Todas os feitos no mesmo Ginásio do Sesi, palco da final de ontem do futsal masculino da 61º Jasc, em Rio do Sul. 

Ao ser questionado se em algum momento pensou sobre essa possibilidade, Guilherme respondeu com entusiasmo: “é uma sensação incrível. Nem nos meus melhores sonhos eu imaginava passar por isso. É a melhor sensação do mundo, agora é comemorar”.

Airton Luiz Schiochet, o Ito, supervisor de esportes de Jaraguá do Sul, esteve presente nesses três momentos. No primeiro observou Guilherme comemorar o título da Olesc com a equipe de São José. Na segunda conquista, Guilherme estava ao seu lado em Jaraguá do Sul, conquistando os Joguinhos Abertos. 

Após a partida de ontem e o ouro dos Jasc, Ito enalteceu o talento do garoto e expressou a vontade para que o atleta continue em Jaraguá. “Guilherme é um garoto muito dedicado. Eu espero que ele continue em Jaraguá e continue ganhando títulos. Esse ginásio traz boas lembranças para Jaraguá”. Ito também agradeceu a organização e o empenho de toda a equipe que faz os Jasc acontecer. 

Airton Schiochet (Ito) e o atleta Guilherme comemoram a façanha      Delamare de Oliveira Filho (/Ascom/Fesporte)

 

É importante ressaltar também a presença de dois craques da seleção brasileira de futsal no grupo de Jaraguá do Sul. O goleiro Tiago e o capitão da equipe Leco. 

Leco valorizou muito essa conquista e ressaltou a importância do planejamento para a disputa dos Jasc. “O Jaraguá Futsal e a Prefeitura valorizam muito essa competição. Conseguimos um título importantíssimo para nosso projeto. Represento com muita gratidão Jaraguá do Sul”. 

Em seguida, Leco destacou a força e a competitividade do futsal catarinense: “Essa competição é muito importante, pois reúne as cinco principais equipes do futsal catarinense que jogam a liga nacional, Joinville, Blumenau, Tubarão, Joaçaba e Jaraguá. Vencer a forte equipe de Blumenau, treinada pelo Paulinho, representa muito para nós ”. 

Com essa medalha, Jaraguá se torna octacampeã do futsal dos Jogos Abertos de Santa Catarina. O município conquistou o título nos anos de 1999, 2001, 2002, 2003, 2007, 2010, 2011 e 2022.

 

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