Chapecó - A academia Aquatic Center foi o palco da natação dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc) nesta quinta-feira (29) em Chapecó. Na piscina 73 nadadores com objetivos distintos. Alguns  com o propósito de ganhar a medalha de ouro, outros apenas com a disposição e alegria de participar. Os Parajasc começaram na segunda-feira (26) e terminam neste sábado, dia 31. O evento é uma promoção do Governo de Santa Catarina por meio da Fesporte em parceria com a prefeitura de Chapecó.

No seleto grupo de atletas de pontas estiveram em ação na natação estão Júlia de Almeida Weiss, de São José, 26 anos, e Jonathan Eduardo de Farias, de Joinville, 20. Júlia foi ouro nos 100 metros e Jonathan estava confiante em no ouro em sua prova, os 100 metros peitos. Ambos são segundo lugar no ranking nacional em suas classes, a S9 (atletas com deficiência física) e têm no currículo inúmeras medalhas de ouro na história dos Parajasc. Júlia, 10, e Jonathan, 12.

 A história de Júlia na natação começou em 2008 após um acidente de carro na Avenida Beiramar Norte, em Florianópolis, em que teve amputada parte da perna esquerda, logo abaixo do joelho. A partir daquele dia tomou gosto pela modalidade nas aulas de natação do curso de educação física da Udesc, da qual era acadêmica.

Ela começou a se destacar nas competições internas da faculdade e quando de seu conta já estava participando de competições nacionais. “Hoje tenho 110 medalhas”, diz, enfatizando que a mais importante foi a medalha de ouro nos 50 metros livres conquistada na etapa nacional Circuito Caixa em 2011, em São Paulo. 

Júlia participa dos Parajasc defendendo as cores da Associação das Pessoas Com Deficiência de Santa Catarina (Apedesc), de São José, e nas etapas nacionais a cidade de Limeira, SP, com a Associação Paralímpica de Indaiatuba (Apin), entidade que também está presente em Limeira.

Jonathan, campeão pan-americano

O joinvilense Jonathan Eduardo de Farias já participou de cinco Parajasc vencendo todas as provas que disputou nos 100 metros peito, borboleta e nos 50 metros livres. Tem má formação congênita no braço direito, o que não impediu de ser campeão pan-americano em Bogotá, em 2009, nos 100 metros peito.

Outro que é exemplo de dedicação  ao esporte e que participa da natação dos Parajasc é Marcos Aurélio Gonçalves, de 64 anos, classe S8,  um ex-bombeiro de Lages. O atleta sofreu um acidente de moto em 2007 em sua cidade. “Como consequência perdi os movimentos do braço direito devido ao arrancamento de nervos”, diz.

Em Chapecó Marco Aurélio foi mal em sua prova, os 100 metros, estilo crawl e se justifica. “Sou atleta de maratonas aquáticas, que são realizadas em mar aberto com extensão de 1.500 a três mil metros. Já participei de 70 maratonas ao longo de minha carreira e já venci 30, então nos Parajasc venho aqui só participar, pois provas de piscina não são minha especialidade”. 

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Chapecó - A catarinense Elizabeth Albano, árbitra de bocha paralímpica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o carioca Alex Alonso, coordenador de arbitragem da Associação Nacional de Desporto Para Deficientes (Ande), entidade parceira do CPB nos grandes eventos esportivos nacionais, têm um pensamento em comum: o nível técnico dos Parajasc, que estão sendo realizados em Chapecó, é muito bom. Os dois estão trabalhando no torneio da bocha paralímpica dos Parajasc.

Elizabeth destaca que nos Parajasc estão atletas que participaram do Parajuvenil, no ano passado, na Argentina. “Cada evento que acontece percebemos que o nível técnico da competição tem se elevado. Isso é fruto de muito trabalho, dedicação e comprometimento”, avalia.

Para Alex Alonso o desporto catarinense vem crescendo de forma significativa nos últimos anos e isso pode ser creditado aos Parajasc. “É um evento excepcional. Qual o Estado brasileiro que tem uma competição com 2.500 atletas como os Parajasc?”, pergunta-se, para em seguida elogiar: “É um evento super organizado. Espetacular”.

Os Parajasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por meio da Fesporte em parceria com a prefeitura de Chapecó.

Confira abaixo o vídeo com entrevistas dos integrantes do CPB

 

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Chapecó - Torcida compenetrada, técnicos e atletas ansiosos. Foi com esta atmosfera que iniciou nesta quarta-feira (28) a bocha paralímpica dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), em Chapecó. A modalidade é destinada aos atletas com paralisia cerebral severa, e que utilizem cadeira de rodas, calhas e bolas específicas para a disputa da competição. O ginásio do Sesc praticamente tomado de gente era uma prova que a modalidade foi caindo no gosto popular de torcedores e esportistas.

“Antes eram apenas três atletas no início da modalidade nos Parajasc, em 2007, de Jaraguá do Sul”, disse Aline Barros, coordenadora do Programa Paradesportivo da Fundação Municipal de Esporte e Lazer de Itajaí, “Agora são 52”, completou. Durante todo o dia, o que se viu no ginásio do Sesc foram partidas com com muita estratégia e jogadas de efeito. A competição prossegue até sábado, dia 31, sempre no ginásio do Sesc.

Como a bocha convencional, a bocha paralímpica é um jogo de planejamento e estratégia. É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. A habilidade e a inteligência tornam-se fundamentais no desenvolvimento das jogadas, com aplicação de técnicas e táticas adequadas a cada superação das deficiências.

Fernando, de Itajaí, o maior destaque

A bocha paralímpica é divida em algumas classes. A BC1, destinada a atletas com paralisia cerebral que conseguem arremessar a bola. Podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola. Tem ainda a classe BC2, para jogadores com paralisia cerebral com mais facilidade para arremessar a bola do que os da classe BC1; e também BC3, para os participantes com paralisia cerebral que não conseguem arremessar sozinhos e utilizam uma rampa ou calha, com auxilio de um calheiro. Há ainda a classe BC4, composta por atletas com outras deficiências severas com dificuldade para arremessar. Quanto menor o número da classe, maior a limitação do competidor.

Entre os 52 atletas da bocha paralímpica que estão em Chapecó, o maior destaque é Fernando Wolfran, 33 anos, de Itajaí, que participou de todos os torneios da modalidade desde 2007. Tem no currículo quatro medalhas de ouro e três de prata na classe BC3. “Ele evoluiu muito em seu jogo”, atesta a mãe de Fernando, dona Marlete Wolfran, “tanto que conseguiu ser vice-campeão brasileiro em 2009”, complementou, a mãe toda orgulhosa.

“Este torneio aqui em Chapecó tem um nível técnico muito bom”, ressaltou Elizabeth Albano, árbitra de bocha paralímpica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que está na organização da arbitragem dos Parajasc. “Santa Catarina está de parabéns por esse evento e é exemplo para o Brasil”, completou Alex Alonso, que veio do Rio Janeiro para trabalhar nos Parajasc, e é coordenador de arbitragem da Associação Nacional de Desporto Para Deficientes (Ande), parceira da CPB em competições nacionais.

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Chapecó - Atendendo à imprensa na manhã desta quarta-feira na Comissão Central Organizadora (CCO) dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc) no  Centro de Eventos Plínio Arlindo de Ness, em Chapecó, o diretor de esporte da Fesporte e coordenador geral  dos Parajasc Marcelo Kowalski fez uma avaliação do primeiro dia de competição. Confira o áudio da entrevista.

Ouça aqui a entrevista

 

Chapecó - A terça-feira (27) foi marcada pelo primeiro dia de competição do atletismo dos Jogos Abertos Paradesportivo de Santa Catarina (Parajasc) em Chapecó. Com a pista do Complexo Esportivo Verdão tendo um bom público a modalidade distribuiu na primeira etapa nove medalhas de ouro para atletas com deficiência auditiva (DA) e intelectual (DI), que inclui participantes de síndrome Down. Nesta quarta-feira (28) o atletismo prossegue com as disputas ainda no DA e DI e se encerra na quinta-feira (29) com  a participação dos atletas com deficiência física (DF) e visual (DV).

Veja um vídeo com alguns dos melhores momentos do primeiro dia do atletismo

Faça aqui o download dos boletins atualizados dos Parajasc

Entre os cerca dos 900 atletas que estavam na pista do Complexo Esportivo Verdão, nesta terça-feira, uma das mais animadas era Dinane Priscila Correa, 15 anos, de Rio Sul, que disputou a prova dos 100 metros para atletas com síndrome de Down. “Vou ganhar, vou ganhar”, dizia antes da largada de sua bateria com oito participantes – a prova era final por tempo dividida em três baterias. O árbitro deu o tiro de partida e Dinane disparou, mas chegou em quinto lugar em sua bateria e no final de todas as baterias terminou na 13ª posição na competição.

“Guanhei, guanhei!”

Apesar de distante do pódio dizia para si mesma: “eu ganhei, eu ganhei, não disse que eu ia ganhar”. O retrato era de felicidade. Antes da disputa Dinane era uma das mais animadas em sua bateria. Ria, brincava com as companheiras de prova e dizia: “eu vou ganhar, vou ganhar”. Vaidosa ao extremo era a única com batom nos lábios. Após o fim da prova foi abraçar sua técnica e professora da Apae de Rio do Sul Isabel Cristina. “Isabel, eu ganhei, ganhei”, contou com alegria. “Para ela, ela sempre ganha”, disse Isabel, que confessou conviver com uma Dinane vaidosa e alegre na Apae. “Lá ela gosta de dançar e desfilar, é uma figura”, atesta Isabel.

Além de Dinane, o primeiro dia do atletismo dos Parajasc revelou alguns destaques por conta da conquista da medalha de ouro em suas provas. Foi o caso de  Vaneza Wons, de Quilombo, no salto em distância DA e ainda os atletas de Palmitos Alexandre Staudt, no salto em altura DI, Simone Inês Ludke, no arremesso de peso DA, e Pauline Riese, no lançamento de disco DI.

Os Parajasc são uma promoção da Fesporte em parceria com  a prefeitura de Chapecó.

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Chapecó - Na manhã desta terça-feira (27), professores de educação física e dirigentes esportivos participaram de um curso de arbitragem de bocha paralímpica. O curso faz parte da programação da 10ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), que estão ocorrendo em Chapecó. O estudo, realizado no auditório do Centro de Eventos Arlindo de Nes, foi ministrado por Elizabeth Albano, árbitra do Comitê Paralímpico Brasileiro e coordenadora da modalidade nos Parajasc. 

A bocha paralímpica começa nesta quarta-feira e os participantes do curso realizarão a parte teórica do estudo arbitrando partidas dentro do torneio. No conteúdo programático do curso, regras do jogo e diversas simulações de partidas e formas de atuação do árbitro dentro da competição. 

Competem na bocha paralímpica paralisados cerebrais severos que utilizam cadeira de rodas. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de jack (conhecida no Brasil como bolim). É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. 

Entenda a bocha paralimpica

Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes.

Antes de começar a partida, o árbitro tira na moeda (cara ou coroa) o direito de escolher se quer competir com as bolas de couro vermelhas ou azuis. O lado que escolhe as vermelhas inicia a disputa, jogando primeiro o jack e uma bola vermelha. Depois, é a vez da bola azul entrar em ação. A partir de então, os adversários se revezam a cada lance para ver quem consegue posicionar as bolas o mais perto possível do jack. As partidas ocorrem em quadras cobertas, planas e com demarcações no piso. A área do jogo mede 6m de largura por 12,5m de comprimento.

Para ganhar um ponto, o atleta precisa jogar a bola o mais próximo do jack. Caso este mesmo jogador tenha colocado outras esferas mais próximas do alvo, cada uma delas também vale um ponto. Se duas bolas de cores diferentes ficam à mesma distância da esfera branca, os dois lados recebem um ponto. Vence quem acumula a maior pontuação.

As partidas são divididas em ends, que só terminam após todas as bolas serem lançadas. Um limite de tempo é estabelecido por end, de acordo com o tipo de disputa. A contagem começa quando o árbitro indica quem fará o lance até quando a bola para. Nas competições individuais, são quatro ends e os atletas jogam seis esferas em cada um deles. Nas duplas, os confrontos têm quatro partes e cada atleta tem direito a três bolas por período. Quando a disputa é por trios, seis ends compõem as partidas. Neste caso, todos os jogadores têm direito a duas esferas por parte do jogo.

A bocha paralimpica dispõe de algumas especificidades:

BC1: atletas com paralisia cerebral que conseguem arremessar a bola. Podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola.

BC2: atletas com paralisia cerebral com mais facilidade para arremessar a bola do que os da classe BC1. Não há assistência.

BC3: atletas com paralisia cerebral que não conseguem arremessar sozinhos e utilizam uma rampa (CALHA)  para isso.

BC4: atletas com outras deficiências severas com dificuldade para arremessar.

Quanto menor o número, maior a limitação do competidor.

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