Quarta, 30 Outubro 2013 18:30

Sua excelência, o integrador esportivo

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Sabe aquele elemento essencial para que tudo funcione bem em determinada função? Quando falamos da estrutura que envolve todo o esporte amador de Santa Catarina, essa peça que não pode faltar é o integrador esportivo.

São eles que organizam as competições na base, ou seja, nas cidades. E não é apenas uma cidade, são várias. Os integradores se espalham pelo Estado usando como base as Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDR). São 36, cada um deles responsável por, em média, 10 municípios e todas as competições que elas estão envolvidas.

Gladimir Dutra da Cunha é um dos 36 integradores em ação pelo Estado. Responsável pela região da SDR de Concórdia, cuida no dia a dia de cerca de 2 mil jovens atletas de 7 municípios. Há 10 anos na função, ele destaca o retorno da população para o trabalho que é feito. “Temos uma responsabilidade de orientar, passar informações, auxiliar no que for preciso os pequenos municípios, principalmente. E eles devolvem todo esse esforço com muita gratidão, é muito legal”, conta Gladimir.

Ivete Tirelli é integradora na área da SDR de Palmitos, que engloba oito municípios. Ela lembra que, para equipes de cidades pequenas, chegar à fase regional de uma competição, como a que está ocorrendo em Chapecó, já é motivo para muita alegria. “As pequenas cidades valorizam demais esses eventos, são as Olimpíadas deles. Por isso, não podemos permitir que esse envolvimento acabe jamais”, reforça.

A correria para fazer tudo funcionar perfeitamente também é a rotina diária de Lenuir Oliveira, integrador da região de Xanxerê. São 14 municípios com eventos programados praticamente durante o ano todo. Mas é nessa época que o trabalho, que já é corrido, vira uma verdadeira maratona. “Hoje estou aqui cuidando apenas do pessoal do vôlei, em etapas regionais como essa em Chapecó o trabalho fica bem mais tranquilo, tem mais gente para dar suporte. Mas também estou com a cabeça nos Jesc, no Moleque (Bom de Bola), nas microrregionais dos Jasc. Preciso controlar tudo, não dá para esquecer nenhum detalhe”, explica.

Apesar da correria e das dificuldades do dia a dia, Lenuir, Gladimir e todos os demais integradores são enfáticos ao definir o que move essa função, tão determinante para o esporte catarinense: a satisfação de ver uma equipe se desenvolvendo, os jovens se tornando atletas, tirando lições para toda a vida. “Uma vitória deles nas quadras, nas pistas, nas piscinas, também é uma vitória nossa. Nos sentimos um pouco pai e mãe de cada um deles”, diz Lenuir Oliveira.

Engrenagem fundamental

Para o diretor de Esporte da Fesporte, Marcelo Kowalski, o sucesso e o nível de participação nos eventos catarinenses não seria possível sem a figura do integrador na base. “Tenho eles como a ponta da lança da Fesporte, aqueles que nos representam em cada cantinho e fazem a engrenagem toda girar. A Fesporte só consegue chegar a tantos municípios graças aos integradores”, destaca.

Osvaldo Junklaus é um dos responsáveis pela organização dos eventos de alto rendimento da Fesporte, e começou a trabalhar na entidade em 1991, justamente como integrador. Mais uma razão para ele destacar a importância da função como essencial para o sucesso do esporte amador catarinense, um modelo que outros estados tentam copiar. “Sem eles, os integradores, com certeza não chegaríamos às fases principais dos eventos com tanta participação. São eles os fomentadores na base, aqueles que aproximam a estrutura da Fesporte de cada um dos pequenos municípios catarinenses”, reitera Junklaus, que acrescenta: “O modelo de sucesso que temos hoje em Santa Catarina é mérito deles, que batem de porta em porta arrebanhando atletas e incentivando a prática esportiva. Sem eles, não seria possível termos as fases microrregionais dos torneios, o que mudaria drasticamente o cenário que temos hoje”.

Informações adicionais:

Rodrigo Braga

(48) 8802-7742

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