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Terça, 23 Setembro 2014 19:28

Mais rápida da 14ª Olesc, Anny foi salva pelo atletismo Destaque

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Anny mostra com orgulho a primeira medalha de ouro na Olesc. Ela começou no atletismo há menos de dois anos Anny mostra com orgulho a primeira medalha de ouro na Olesc. Ela começou no atletismo há menos de dois anos Antônio Prado

Criciúma - A medalha de ouro de Anny Caroline de Bassi na prova dos 100 metros rasos, conquistada na tarde desta terça-feira (23), em Criciúma, na 14ª Olesc, começou, na verdade, em 2012, em Balneário Camboriú, terra natal da atleta de 16 anos. Foi naquele ano que ela resolveu praticar o atletismo por incentivo da professora de educação física. Dois anos depois, lá estava Anny correndo na pista da Unesc, em uma terça-feira ensolarada para ser a atleta mais rápida da competição ao cravar 12s57, deixando para trás Letícia Oro Melo, de Joinville, que a venceu na mesma prova na Olesc de 2013, em Caçador.

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Mas, para exibir a medalha de ouro com orgulho no pódio, a primeira da carreira na Olesc, Anny teve que passar por muitos obstáculos. Nascida com uma deficiência chamada Síndrome de Poland, que lhe atrofiou o músculo peitoral e do braço direito (este mais curto e mais fino) fazendo com que tenha apenas um dedo na mão direita, Anny diz que o atletismo salvou sua vida.

“Antes de conhecer o esporte me sentia inferior. Ficava incomodada de ver as pessoas me olhando, vendo minha deficiência. Chegava em casa e só chorava, não gostava muito de falar com as pessoas. Depois de 2012, quando entrei para o atletismo, comecei a ganhar as provas dos Jogos Escolares de Balneário Camboriú e vi que podia ser uma pessoa vencedora. E venci. Hoje sou uma outra pessoa, uma campeã”, dizia, com um incontrolável sorriso no rosto enquanto recebia os parabéns das demais atletas da prova.

Peso de porta como apoio

Outro fato peculiar na vida de Anny é a forma que encontrou para competir em igualdade de condições. Antes, por ter um braço mais curto, tinha dificuldade na largada. “Saía desequilibrada do bloco, levava desvantagem e nunca atingia a casa dos 12 segundos. Foi quando tive uma ideia: trouxe para as provas um pequeno bloco de aço que uso como peso de porta do meu quarto. Na hora da largada, ao invés de me apoiar na pista, apoio-me no bloco e largo em condições de igualdade com as outras atletas”, explicou.

Atleta de Balneário Camboriú venceu os 100 metros rasos com o tempo de 12s34 na pista da Unesc, em Criciúma. Foto: Antônio Prado

A partir da ideia, segundo Anny, ela começou a baixar o tempo, tendo como maior marca 12s34, nada mal para quem começou há menos de dois anos marcando 15s51. Por fim a alegria e o orgulho de Anny ao exibir a medalha de ouro no pódio da 14ª edição da Olesc, em Cricíuma, foi a concretização de um sonho. O sonho de que nem uma deficiência física foi capaz de lhe impedir de ser, como sempre quis, a atleta mais rápida da competição.

Agora, com a conquista, ela diz que está com uma confiança renovada: a de vencer a prova dos 200 metros, cuja final ocorre por volta das 15 horas desta quarta-feira (24), na pista da Unesc. A semifinal será por volta das 10h30.

Ainda no primeiro dia do atletismo da Olesc, nesta terça-feira, o vencedor dos 100 metros masculino foi Willian Schramm Deschamps, de Blumenau, com o tempo de 11s34, seguido de César Vitor Camargo, de Chapecó, em segundo lugar com 11s39. 

Fábio de Oliveira, de São José, foi o primeiro recordista do dia ao vencer os 400 metros com o tempo 50s35, seguido de Vinícius da Silva, de Rio do Sul, em segundo, com 52s83. O atletismo da Olesc prossegue nesta quarta e termina na quinta-feira.

A 14ª edição da Olesc começou no sábado, dia 20, e prossegue até dia 27 em Criciúma, reunindo 3,7 mil atletas de 13 a 16 anos que representam 94 municípios catarinenses. A realização é da Fesporte, com apoio da prefeitura de Criciúma.

Mais Informações:

Antonio Prado

(48) 9696-3045

Lido 3159 vezes Última modificação em Terça, 23 Setembro 2014 23:00