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Quarta, 24 Setembro 2014 13:38

Dupla de gêmeas se destaca na arbitragem do handebol Destaque

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Bruna (E) e Renata Garcia, 25 anos, são consideradas as grandes revelações da arbitragem do handebol catarinense e já fazem parte do quadro da Confederação Brasileira da modalidade Bruna (E) e Renata Garcia, 25 anos, são consideradas as grandes revelações da arbitragem do handebol catarinense e já fazem parte do quadro da Confederação Brasileira da modalidade Antônio Prado

Criciúma - Bruna e Renata Garcia, 25 anos, árbitras de handebol pertencentes ao quadro nacional da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), estão apitando partidas nos Jogos da Juventude Catarinense, a Olesc, em Criciúma. E, como acontece sempre onde estão, as irmãs gêmeas chamam a atenção. E olha que a dupla bem poderia ser um trio de árbitras, pois na verdade elas são trigêmeas. Como isso não é possível porque no handebol dois árbitros apitam uma partida, a outra irmã, Gabriela, não está em Criciúma por ainda não ter uma dupla formada.

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Bruna e Renata já estão há mais tempo apitando juntas e, hoje, são consideradas as grandes revelações da arbitragem catarinense. Seguras, sérias e disciplinadoras em quadra, começaram no handebol aos 12 anos de idade, em Balneário Camboriú, terra natal e onde moram até hoje, depois de uma passagem rápida pelo tênis de mesa. “Começamos nos Jogos Escolares de Balneário Camboriú a praticar o handebol como atletas depois de descobrir que a modalidade era muito mais emocionante, de muito mais contato físico, que o tênis de mesa”, revelou Bruna.

Como atletas, um bronze nos Jasc

Como atletas, começaram em uma etapa regional dos Jogos Escolares de Santa Catarina aos 13 anos, carreira que perdurou até 2013, ano em que já conciliavam o dia a dia nas quadras com a arbitragem. No período, chegaram até a disputar uma liga nacional, em 2010 e 2011, pelo time de Itapema. No âmbito estadual o voo mais alto foi um terceiro lugar nos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) de 2011, em Criciúma, novamente atuando por Itapema: Bruna como ponta direita e Renata como pivô.

As trigêmeas Renata, Gabriela (que ainda busca uma parceira para apitar) e Bruna juntas em um evento (acima) e as irmãs em uma arbitragem da 14ª Olesc, em Criciúma (abaixo)

Mas se elas mesmo admitem que, como atleta, o destino não foi tão generoso, o mesmo não se pode dizer da carreira na arbitragem. Os ventos começaram a soprar a favor em 2013, quando tiveram que escolher entre as duas funções. “Já não conseguíamos conciliar as duas coisas e tivemos que optar”, admitiu Renata.

Em 2012, decidiram fazer um curso de arbitragem pela Federação Catarinense de Handebol(FCHb) e passaram com louvor. A partir daí, Bruna, Renata e Gabriela arbitraram jogos no âmbito estadual, sempre chamando a atenção tanto pela disciplina, quanto pelo fato de serem trigêmeas.

Há dois meses, o ápice da carreira

Há cerca de dois meses, viveram o ápice da carreira, quando foram indicadas pela FCHb para fazer um curso de arbitragem pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) em São Sebastião do Paraíso, em Minas Gerais. Após realizarem as provas teóricas, Bruna e Renata foram para as provas práticas: apitar jogos do Campeonato Brasileiro Cadete Feminino, que estavam sendo realizados na cidade. Apitaram quatro partidas e atuaram tão bem que foram escaladas pela comissão de arbitragem da CBHb para comandar a final.

“Nossa, foi surpresa total, um prêmio por tudo que já batalhamos no handebol”, admitiu Renata. “Nesse momento, vimos que fizemos a escolha certa, de deixar a carreira de atleta pela arbitragem”, completou Bruna. As duas revelam que o maior sonho é entrar para o quadro da Federação Internacional de Handebol, a IHF (sigla em inglês), e um dia apitar um Mundial ou as Olimpíadas.

Renata pune um atleta com cartão amarelo em partida da 14ª Olesc, em Criciúma. As gêmeas têm fama de duronas e são elogiadas por errar pouco

Enquanto o sonho não vem, elas miram algo bem mais próximo: apitar a fase estadual dos Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC) em novembro, na vizinha de casa Itajaí, já que até o momento atuam apenas nas fases regionais da principal competição do Estado.

“Se as coisas caminharem como estão se desenhando, essas meninas logo entrarão para o quadro da Federação Internacional de Handebol”, elogiou Eder Martins, presidente da Federação Catarinense de Handebol. “Elas são as maiores revelações dos últimos anos do handebol catarinense e acredito que no futuro darão muitas alegrias para a arbitragem brasileira”, finalizou o dirigente.   

Opinião que é partilhada pelos atletas que costumam ter partidas apitadas pelas gêmeas: “Elas são boas árbitras, conseguem impor respeito e erram pouco. E isso é muito bom para um jogo de handebol", disse Eduardo Grassi, armador esquerdo da equipe de Urussanga que disputa a Olesc.

Mais Informações:

Antonio Prado

(48) 9696-3045

Lido 3563 vezes Última modificação em Quarta, 24 Setembro 2014 19:01