Terça, 27 Maio 2014 12:32

Esportistas participam de curso de arbitragem de bocha paralímpica Destaque

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Curso terá também parte prática durante as partidas dos Parajasc Curso terá também parte prática durante as partidas dos Parajasc Foto: Antonio Prado

Chapecó - Na manhã desta terça-feira (27), professores de educação física e dirigentes esportivos participaram de um curso de arbitragem de bocha paralímpica. O curso faz parte da programação da 10ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), que estão ocorrendo em Chapecó. O estudo, realizado no auditório do Centro de Eventos Arlindo de Nes, foi ministrado por Elizabeth Albano, árbitra do Comitê Paralímpico Brasileiro e coordenadora da modalidade nos Parajasc. 

A bocha paralímpica começa nesta quarta-feira e os participantes do curso realizarão a parte teórica do estudo arbitrando partidas dentro do torneio. No conteúdo programático do curso, regras do jogo e diversas simulações de partidas e formas de atuação do árbitro dentro da competição. 

Competem na bocha paralímpica paralisados cerebrais severos que utilizam cadeira de rodas. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de jack (conhecida no Brasil como bolim). É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. 

Entenda a bocha paralimpica

Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes.

Antes de começar a partida, o árbitro tira na moeda (cara ou coroa) o direito de escolher se quer competir com as bolas de couro vermelhas ou azuis. O lado que escolhe as vermelhas inicia a disputa, jogando primeiro o jack e uma bola vermelha. Depois, é a vez da bola azul entrar em ação. A partir de então, os adversários se revezam a cada lance para ver quem consegue posicionar as bolas o mais perto possível do jack. As partidas ocorrem em quadras cobertas, planas e com demarcações no piso. A área do jogo mede 6m de largura por 12,5m de comprimento.

Para ganhar um ponto, o atleta precisa jogar a bola o mais próximo do jack. Caso este mesmo jogador tenha colocado outras esferas mais próximas do alvo, cada uma delas também vale um ponto. Se duas bolas de cores diferentes ficam à mesma distância da esfera branca, os dois lados recebem um ponto. Vence quem acumula a maior pontuação.

As partidas são divididas em ends, que só terminam após todas as bolas serem lançadas. Um limite de tempo é estabelecido por end, de acordo com o tipo de disputa. A contagem começa quando o árbitro indica quem fará o lance até quando a bola para. Nas competições individuais, são quatro ends e os atletas jogam seis esferas em cada um deles. Nas duplas, os confrontos têm quatro partes e cada atleta tem direito a três bolas por período. Quando a disputa é por trios, seis ends compõem as partidas. Neste caso, todos os jogadores têm direito a duas esferas por parte do jogo.

A bocha paralimpica dispõe de algumas especificidades:

BC1: atletas com paralisia cerebral que conseguem arremessar a bola. Podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola.

BC2: atletas com paralisia cerebral com mais facilidade para arremessar a bola do que os da classe BC1. Não há assistência.

BC3: atletas com paralisia cerebral que não conseguem arremessar sozinhos e utilizam uma rampa (CALHA)  para isso.

BC4: atletas com outras deficiências severas com dificuldade para arremessar.

Quanto menor o número, maior a limitação do competidor.

Mais informações:

Antonio Prado

(48) 9696-3045

Lido 3608 vezes Última modificação em Terça, 27 Maio 2014 17:51