Heron Queiroz

Em menos de uma semana depois de as portas da Fesporte se reabrirem para o trabalho presencial, diretoria e gerências promovem videoconferências com dirigentes municipais e comunidade esportiva para explicar propostas de calendário e formatação de disputas.

A quarta-feira (13) marcou o retorno dos servidores da Fesporte ao trabalho presencial na sede da instituição, exceto aqueles considerados de grupo de risco. Foram quase dois meses em sistema de teletrabalho (home office), que manteve toda a equipe da Fesporte atuante, buscando opções e discutindo propostas para que 2020 não seja um ano perdido para o esporte e não traga tantos prejuízos à comunidade esportiva.

“Mesmo cumprindo as determinações de distanciamento social, conseguimos uma unidade de trabalho. A equipe Fesporte esteve comprometida em estudar formatos para a conclusão de nosso calendário. É um momento difícil, mas que tem nos trazido bastante fortalecimento e resiliência”, destacou o presidente Rui Godinho.

O próprio Godinho e gerentes dos setores técnicos (rendimento, escolar e de participação) têm realizado uma série de vídeoconferências envolvendo dirigentes municipais de esporte e coordenadores esportivos para explicar as propostas da Fesporte quanto ao calendário e as definições de formatação das competições adaptada à atual realidade. 

As transmissões estão sendo feitas desde a última terça-feira (12) pela plataforma Zoom. Já foram realizadas oito conferências das dez programadas, para atingir as quatro regiões de gestão esportiva do estado: Sul, Leste-Norte, Centro-Oeste e Oeste. Na terça-feira (19), acontecem as duas últimas: uma, às 14 horas envolvendo os municípios de Ibirama, Rio do Sul, Taió e Ituporanga, e outra, às 16 horas, com os municípios de São Joaquim, Araranguá, Florianópolis e Campos novos.

Segundo o gerente de Esporte de Rendimento, Luciano Heck, as videoconferências têm tido bastante aceitação e um bom índice de participação, chegando a quase uma centena de participantes em cada transmissão. “Essa ferramenta tem sido fundamental para que, mesmo em tempo de distanciamento social, pudéssemos criar uma aproximação maior com os municípios e a comunidade esportiva, podendo ouvir a todos e tirando quaisquer dúvidas”, explicou Heck.

“Nós da Fesporte muitas vezes abdicamos da convivência com a nossa família para promover o esporte nos quatro cantos de Santa Catarina”, disse Godinho num vídeo institucional que retrata o trabalho da Fesporte no período de distanciamento social.

Assista ao vídeo 

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

A Assessoria de Comunicação e os três setores esportivos (rendimento, escolar e de participação) da Fesporte reuniram-se para publicar o conjunto de ações da instituição, a fim de esclarecer à comunidade esportiva catarinense, veículos de comunicação e público em geral acerca do planejamento e propostas apresentadas para um possível retorno às competições esportivas.

O material traz estatísticas quanto a orçamento, impacto financeiro, participações e acesso de público baseado nos eventos realizados em 2019, além das propostas de calendário para o ano de 2020 e a explicação detalhada da formatação dos eventos em decorrência da crise gerada pela pandemia da Covid-19.

Confira o vídeo

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Desde o ano de 2019, a Fesporte e a Federação Catarinense de Desporto Universitário (FCDU) têm estreitado relações que levaram à parceria para a realização dos Jogos Universitários de Santa Catarina (Jucs), bem como na participação da delegação do estado nos Jogos Universitários Brasileiros (Jubs).

O presidente da FCDU, Manoel Rebelo, buscou a Fesporte para tratar da manutenção dos eventos no calendário da instituição, em conformidade com as linhas de ações que forem definidas em decorrência da crise gerada pela pandemia da Covid-19. Para 2020, os Jucs estão previstos para a cidade de Lages, e os Jubs, para Brasília.

                                         Manoel Rebelo (E) Rui Godinho (D) firmaram parceria entre FCDU e Fesporte                                 Foto: divulgação

Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho da Mota, os eventos continuam mantidos no calendário. “Trata-se de um evento cuja execução cabe à FCDU, tendo a Fesporte como parceira. Em decorrência disso, o evento não consta nas formatações de calendário apresentadas. Nosso compromisso, todavia, fica mantido, com a dependência de ajustes de data definidos pelas duas entidades, assim que possível”, explicou Godinho.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

A diretoria da Fesporte definiu propostas de formatação de competições e datas para encaminhar ao governador do Estado e ao Conselho Estadual de Esporte para uma análise conjunta para o calendário esportivo 2020.

O mundo inteiro tem passado por uma crise sanitária e econômica como jamais vista, em decorrência da doença do novo coronavírus (Covid-19). As expectativas e as incertezas coabitam com a maior parte pessoas presas em seus lares em grande parte dos países. Esse cenário não é diferente em Santa Catarina e, em especial, para a comunidade esportiva catarinense.

A Fesporte, como órgão gestor do esporte amador de Santa Catarina, tendo o compromisso de fazer cumprir as políticas públicas esportivas do Estado, tem buscado soluções para minimizar ao máximo os impactos permeados pelas questões sanitárias e econômicas nas atividades esportivas, sobretudo em relação ao calendário da instituição para este ano de 2020.

Desde janeiro os setores técnicos (rendimento, escolar e de participação) juntamente com o administrativo, têm se reunido para a definição do calendário 2020, sobretudo a partir do regime de quarentena. Mesmo em sistema de trabalho remoto, a equipe Fesporte tem trabalhado ao máximo para manter o calendário e contemplar ao máximo a comunidade esportiva.

Confira o que disse o presidente Rui Godinho

Diante do atual quadro de crise, a Fesporte considerou três possibilidades para retorno com base nas quais definiu três respectivas formatações. A primeira prevê início das competições entre os dias 1º de julho e 5 de dezembro, concretizando as competições de dez programas esportivos (Jesc 12-14, Jesc 15-17, Olesc, Joguinhos Abertos, Jasc, Festival Dança Catarina, Moleque Bom de Bola, Parajasc, Parajesc e Jasti). A segunda considera a realização de sete programas (Jesc 12-14, Olesc, Joguinhos, Moleque Bom de Bola Parajasc e Festival Dança Catarina) no período a contar de 2 de agosto a 15 de dezembro. Já a terceira dispõe a realização de quatro programas (Olesc, Joguinhos Abertos, Moleque Bom de Bola e Jasc), de 1º de setembro a 18 de dezembro.

A previsão é que um total aproximado a 3 mil atletas participem da etapa estadual dos jogos, previstos para uma sede única, ainda a se definir. Há três locais, ainda não divulgados, sendo analisados. A proposta com os três formatos será encaminhada ao Conselho Estadual de Esporte e ao Governador do Estado para análise e os encaminhamentos necessários.

Segundo o presidente Rui Godinho, o orçamento estaria abaixo de 50% da previsão e não seriam usados recursos orçamentários do Estado, mas da fonte 229, da Caixa Econômica Federal. “O esporte catarinense perde muito com a pandemia. Sabemos das limitações, mas temos buscado da melhor forma impactar o mínimo possível para atletas, técnicos e projetos esportivos municipais”, destacou Godinho.

O presidente da Fesporte ainda apresentou alguns números estatísticos do esporte catarinense. “São atendidos 295 municípios catarinenses com nossas competições, em 12 programas esportivos, os quais geram 265 eventos e totalizam cerca de 300 mil atletas anualmente. O Estado investe cerca de R$ 27 milhões e obtém mídia espontânea equivalente a cerca de R$ 70 milhões e um impacto de 30 milhões nas redes sociais. Os eventos geram para as sedes uma arrecadação de R$ 84 milhões”, detalhou.

Godinho ainda relata que além manter alguma arrecadação e ativar o mercado, especialmente o esportivo, outros benefícios serão mantidos com a realização dos eventos, como a continuidade dos programas de bolsa-atleta, dos incentivos municipais e dos convênios com clubes e associações.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

 

Mãe atleta: a história de quatro mulheres que conciliam a vida esportiva com a maternidade

Por Kamila Melo

O esporte carrega histórias de superação, de paixão e de conquista. Ao longo da carreira esportiva, o atleta precisa encarar diversos desafios – que podem ou não ser previstos. Diante do inesperado, existe foco, treinamento e, sobretudo, amor pela modalidade. Mas, há uma experiência que só as atletas mulheres passam: a maternidade. Para quem faz parte do alto rendimento, buscar o limite físico é o foco diário e, com um bebê no ventre, as metas mudam. É hora de desacelerar. Como mãe de primeira viagem, a carateca Márcia Marcos aprendeu essa lição logo nas primeiras semanas da gestação. “Fui jogar taco na praia e senti muita dor. Fui para o hospital e foi quase um aborto”, relembra.

Depois do episódio, a atleta pouco se jogou para outras aventuras, no entanto, não deixou o exercício físico de lado e continuou nos tatames. “Fazia golpes sem ficar pulando, aquele saltitar necessário no kumite”, descreve. Até que chegou o momento de Nícolas de Souza dar o primeiro suspiro. Como o parto foi normal, aos quatro meses de vida, o pequeno já assistia na torcida a mãe com o quimono branco competindo os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). E que alegria ver que o filho herdou da família o talento para o esporte. Seguindo os “golpes” dos pais, hoje, pai, mãe e filho representam Tubarão em diversas competições nacionais e internacionais.

E não é preciso ir muito longe da Cidade Azul para encontrar outras “super” mamães. Na Arena Multiuso, fim de 2019, quando o futsal feminino tubaronense conquistou o campeonato da Associação Desportiva do Sul de Santa Catarina (Adesc), a jogadora Juliane Vieira se destacou. Não só pelas habilidades. Na hora de receber a premiação, enquanto a taça estava na mão direita, no colo da esquerda, havia outro prêmio daquele ano: o filho Vinícius Wernke. Com um sorriso no rosto, a atleta tem orgulho pela trajetória que traça dia após dia. “Ser mãe atleta é ter a sensação de superação sempre. Não é fácil ser atleta mulher e ainda mãe. Mas, quando a gente ama o esporte nós damos um jeito”, ensina.

Ju já era atleta antes de dar à luz o pequeno, que hoje tem 1 aninho. Mesmo com o apoio da família para cuidar do bebê, ela revela o preconceito mascarado que ainda permeia na sociedade. “Além de ser boa mãe, tem que ser boa profissional, esposa. Mesmo dando conta de tudo, as pessoas falam: ‘você não faz mais do que sua obrigação’”, relata. Segundo o estudo gringo “Beyond 30 per cent: Workplace Culture in Sport”, da tradução "Além dos 30%: A cultura do local de trabalho no esporte", em torno de 40% das mulheres na indústria do esporte já sofreram algum tipo de discriminação de gênero. Por isso, a jogadora deixa um lembrete para as atletas que sentem medo em ser mãe: “sigam seus sonhos de serem mamães, o amor por um filho é algo inexplicável e com força de vontade, você volta ao ritmo da prática de atividade física e concilia com uma das maiores dádivas da vida: ser mãe”.

Jogadora Juliane Vieira e seu filho Vinícius Wernke                                                                                              Foto: Kamila Melo/Decom

De campeã dos 100 metros rasos para outra vitória: ser mãe

Quando reportamos o medo de ficar grávida durante a carreira esportiva, há outro questionamento: existe idade para ser mãe? É uma pergunta que envolve questões culturais e não cabe a ninguém julgar qual o momento certo de gerar uma vida. É o que diz Tayra de Lima, velocista do atletismo tubaronense que teve seu primeiro filho aos 20 anos de idade. Se em 2018 o sorriso era de ser campeã dos 100 e 200 metros dos Joguinhos Abertos, em 2019 poderia comemorar com alegria a vinda de Otto Junior. “Foi uma felicidade total. Antes de ser atleta meu sonho era ser mãe. Foi o que eu escolhi pra mim. Saberia que seria forte o suficiente para conciliar a maternidade com o esporte naquele momento, por que eu estava pronta pra viver isso”, completa.

Hoje, Otto tem 7 meses de vida e Tayra já conseguiu voltar aos treinos normalmente. “Por enquanto está sendo tranquilo, pois no período que treino ele fica com o pai. Assim consigo treinar tranquila. Com certeza é bem cansativo, mas tá sendo incrível viver essa nova fase”, afirma a atleta. Ela não pretende trabalhar no momento, quer se dedicar somente ao pequeno e ao atletismo, pois consegue se manter em boas condições com o apoio da Prefeitura de Tubarão, por meio da Fundação Municipal de Esporte, com o Bolsa-Atleta.

Ser mãe paratleta

O paradesporto também ganha vez no Dia das Mães. Diferente das demais, Rosane Floriano começou no esporte de alto rendimento mais tarde, com 40 anos de idade, e foi um salto para sua vida. Dos 100 metros aos 21 quilômetros, ela não pensa em largar as corridas tão cedo, mas demorou para encará-las. É aí que o filho Raul Floriano ganha destaque, atleta de natação em Tubarão. Quando a mãe o levava todos os dias para treinar no Clube 29, costumava relatar diversas vezes sobre a vontade em começar a correr. Foi assim durante um ano. Até o dia que o filho resolveu motivá-la. “Nunca esqueço. Ele fez várias perguntas, um verdadeiro “chacoalhão”. Então eu resolvi agir”, conta a paratleta, que tem um braço amputado desde criança, após o bercinho ter pegado fogo.

Agora, graças ao filho, ela é exemplo de superação para muitos. Só em 2019, foi campeã dos 100, 200 e 400 metros no atletismo dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc). Além de Raul, que tem 17 anos, ela também é mãe do Arthur, de 22 anos. “Talvez eu não tenha procurado um esporte mais cedo, por ter que cuidar deles”, declara. Quando perguntada sobre como é ser mãe paratleta, ela não hesita em falar. “Eu tenho minha deficiência, mas sempre consegui me virar sozinha. Hoje sendo mãe e paratleta, sinto que eles têm orgulho de mim”, finaliza.

A Fesporte e toda a comunidade esportiva catarinense lamentam o falecimento do técnico e atleta de bolão 23 de Chapecó Celso de Sá, nesta sexta-feira (1º). Vitimado de câncer, aos 57 anos de idade, deixa esposa e três filhos. 

Celso era apaixonado por esporte, em especial pelo bolão 23, modalidade que começou a praticar em 1993, em Xanxerê, sua cidade natal. Em 2003, mudou-se para Chapecó, município que defendeu nos Jogos Abertos ajudando a conquistar seis títulos na modalidade, dentre os quais o de 2016, primeiro ano atuando também como técnico. Além dos títulos nos Jasc, Celso somava ainda cinco títulos pelo Brasileiro de Clubes e sete estaduais.

Aposentado da Celesc e proprietário da Iron Academia, Sá foi um importante nome na história do esporte de Chapecó e do estado de Santa Catarina.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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