A delegação catarinense já chega a 74 medalhas na 13ª edição das Paralimpíadas Escolares, realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista, nesta quinta-feira (22). A expectativa de técnicos e dirigentes é que Santa Catarina possa repetir o feito dos últimos anos, brigando pelo vice-campeonato, já que São Paulo está a um passo do oitavo título.
Apesar de os boletins diários não divulgarem a pontuação geral, a fim de que se mantenha o clima de surpresa para a cerimônia de encerramento, a delegação catarinense vai fazendo as contas, à medida que as disputas acontecem e medalhas e pontos são conquistados.
Neste penúltimo dia, os barrigas-verde conquistaram 38 medalhas: 20 de ouro, 11 de prata e sete de bronze. Agora são totalizadas 74 medalhas para Santa Catarina: 48 de ouro, 25 de prata e 12 de bronze.
No atletismo, foram mais nove medalhas de ouro, seis de prata e duas de bronze. Na modalidade, agora são 39 medalhas: 21 de ouro, 13 de prata e cinco de bronze, totalizando 566 pontos, que mantém os catarinenses na segunda posição. Mais oito recordes foram quebrados por atletas catarinenses, que somam 13 novas marcas na competição.
A natação deu mais oito de ouro, quatro de prata e quatro de bronze. Os catarinenses agora totalizam 34 medalhas: 22 de ouro, 11 de prata e cinco de bronze. Além disso, estabeleceram três novas marcas, chegando a oito recordes estabelecidos por Santa Catarina nesta edição.
O tênis de mesa catarinense obteve três de ouro e uma de prata. A avaliação dos técnicos da modalidade é que Santa Catarina fique com o título de campeão da modalidade, já que vem liderando a competição.
O judô, que tinha dado quatro medalhas ao estado, fez mais um bronze no absoluto, com Josué Miranda, que havia sido ouro na categoria leve na última quarta. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) já abriu a participação dos campeões para treinamento com a seleção brasileira de judô.
No vôlei sentado, em que Santa Catarina ganhou apenas uma das cinco partidas, ainda há chances de conquista de bronze. Para isso, terá de vencer duas das três partidas que serão disputadas neste último dia de competição.
No golbol, não há chances para os rapazes, mas as meninas fazem a final contra o time de São Paulo, às 14h40min. Apesar de terem sido derrotadas pelas paulistas na primeira fase, os técnicos acreditam na superação da equipe, já que vem evoluindo a cada jogo.
Na bocha paralímpica, apenas dois atletas seguem na briga por título: Emanuel Santos, da classe BC1 A, e Daniele Zinck, da BC1 B. E no futebol de 7, Santa Catarina disputará com o bronze contra a equipe do Pará, às 8h30min. E no tênis em cadeira de rodas, os catarinenses César Silva e Paulo Henrique tentarão trazer o título para o estado.
No parabadminton, Leonardo França e Gustavo Castanha vão se dando bem. Passaram pelos adversários e devem trazer medalhas para Santa Catarina. Já no basquete em cadeira de rodas, os catarinenses não almejam mais nada na competição, mas, segundo a técnica Ana Teixeira, a equipe evoluiu em relação ao ano passado.
O encerramento das Paralimpíadas Escolares 2019 acontecerá no Parque de Exposições Ainhembi, na noite de sexta-feira (22). Segundo o chefe da delegação, Luiz Fernando Bezerra, a expectativa é estar no pódio, ocupando, possivelmente a posição de vice-campeão.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
Santa Catarina fechou o primeiro dia de competições nas Paralimpíadas Escolares, no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, nesta quarta (20). Foram 56 medalhas no total até o momento: 28 de ouro, 14 de prata e cinco de bronze.
No atletismo foram 22 medalhas: 12 de ouro, sete de prata e três de bronze. Na classificação geral da modalidade, os catarinenses estão na segunda colocação, com 297 pontos, atrás dos donos da casa, com 336, e à frente dos sul-mato-grossenses, com 279. Foram cinco recordes da competição estabelecidos na modalidade pelos catarinenses.
Confira os recordistas do atletismo de Santa Catarina
Caroline Castro Gomes, nos 75m, feminino, classe T37, sub16: 12s20.
Gabriel Henrique Herbtz, nos 75m, masculino, classe T13, sub16: 10s00.
Gustavo Calheiro, no lançamento da pelota, masculino, classe F12, sub14: 21,09m
José Alexandre da Costa, 75m, masculino, classe T47, sub16: 8s76
Mychael Teixeira Silva, 100m, masculino, classe T37, sub18: 12s89
Outras 22 medalhas foram conquistadas na natação: 14 medalhas de ouro, sete de prata e uma de bronze. Na classificação geral da modalidade, Santa Catarina está na segunda posição, com 296 pontos, atrás de São Paulo, com 606, e à frente do rio de Janeiro, com 260.
Os barrigas-verde garantiram também quatro medalhas no judô. Três de ouro: como Isael Guedes da Silva, na categoria meio-pesado; Charissa Caleandra, na leve; e Josué Miranda, na leve. Marcos Vinícius foi bronze no meio-pesado.
As competições seguem até sexta (22), com expectativa de mais medalhas no atletismo, natação, bocha paralímpica, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e parabadminton. “No momento, é muito difícil superar São Paulo na classificação, mas temos batalhado ano após ano pelo desenvolvimento do nosso paradesporto. E as chances de nos mantermos entre os três primeiros são bastante reais. Há ainda uma possibilidade de levarmos o evento para Santa Catarina no próximo ano. Atuando em casa, temos mais esperança em conquistar nosso terceiro título”, analisou o chefe da delegação de Santa Catarina, Luiz Fernando Bezerra.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
A 13ª edição das Paralimpíadas Escolares teve a cerimônia oficial de abertura realizada na noite desta terça-feira (19), no pavilhão Oeste do Parque de Exposições Anhenbi. Cerca de 2 mil pessoas estiveram presentes, além de autoridades federais, do Estado de São Paulo e da capital, co-promotores do evento, dos estados participantes e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Aproximadamente 1.200 atletas participam desta edição do maior evento do mundo para crianças com deficiência, na faixa de 12 a 17 anos. O evento, que acontece desde 2006, já revelou importantes atletas paradesportivos para o Brasil. O vice-presidente do CPB lembra alguns nomes como o da paulista Verônica Hipólito, campeã mundial e medalhista no Rio 2016 na classe T38 nas provas de velocidade do atletismo, e o do paraibano Petrúcio Ferreira campeão paralímpico na prova de atletismo dos 100m rasos, na classe T47, no mês de novembro, em Dubai.
Outro nome que surgiu na abertura foi o de Fabrício Júnior Ferreira. Ele é natural de Mato Grosso do Sul, mas se mudou para Santa Catarina aos 10 anos. Residindo em Itajaí, começou a praticar as provas de velocidade do atletismo (100m, 200m e 400m), e também passou pelas Paralimpíadas Escolares, conquistando ouro em 2014 e 2015. Recentemente também conquistou ouro na prova de 100m da classe T12, no mundial em Dubai. “Hoje o esporte paradesportivo tem ganhado mais ênfase. Em especial, as Paralimpíadas Escolares mostram a importância do esporte escolar na formação de uma carreira futura”, ressaltou o atleta.

Atletas catarinenses são motivados pela visita do campeão Fabrício Júnior Foto: Heron Queiroz
O vice-presidente do CPB, Ivanildo Brandão, destacou que, considerando as seletivas nos 26 estados e no Distrito Federal, cerca de 15 mil pessoas são envolvidas. “Parte do sucesso Brasileiro nos eventos paradesportivos tem o DNA das Paralimpíadas Escolares. Se o Brasil quiser se manter entre as 10 principais potencias mundiais, tem de fomentar as práticas esportivas na escola. É na escola que começa o processo de transformação do país”, completou Brandão.
A cerimônia trouxe também a premiação do Concurso Cultural das Paralimpíadas Escolares, que teve como tema “ídolo paralímpico” expresso em desenho ou redação, em cada uma das regiões brasileira. Da região Sul, a vencedora foi a catarinense Isabelle Garcia Velasquez, atleta de natação, de Blumenau. Ela também foi a responsável por conduzir a bandeira do Estado representando a delegação catarinense no desfile de abertura.
Os atletas, que já estão na capital paulista desde segunda (18), começam na quarta (20) a disputa por medalhas. As competições acontecem até sábado (23) nas modalidades de atletismo, badminton paradesportivo, basquete em cadeira de rodas, bocha paralímpica, futebol de sete, golbol, judô, natação, tênis em cadeira de rodas, tênis de mesa, vôlei sentado, handebol em cadeira de rodas e futebol de cinco. Essas duas últimas não têm participação dos catarinenses.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
O paradesportista de Chapecó, Leo Bernardi, faleceu na manhã desta terça-feira (19) em sua cidade natal. Hospitalizado por complicações hemorrágicas em decorrência de uma fratura na perna, Leo sofreu um infarto às 5h20 desta terça-feira. Bernardi era deficiente visual, tinha extensa lista de serviços prestados à comunidade. Também desempenhou atividade ligada ao Poder Legislativo do Estado de Santa Catarina.
Um batalhador pelo paradesporto chapecoense e catarinense, Bernardi foi o principal nome de Chapecó, na ocasião em que a Fesporte levou a primeira edição dos Parajasc para a cidade. Além disso, levou o município à conquista de diversos títulos seguidos nos Parajasc.
Leo Bernardi era também músico e tinha 50 anos, atualmente coordenava do Paradesporto da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer.
A Fesporte manifesta condolências pelo falecimento de Leo Bernardi, fato que deixa o paradesporto catarinense entristecido.
O presidente da Fesporte, Rui Godinho, chegou a São Paulo, na manhã desta terça-feira (19). Na agenda, muito mais que o acompanhamento da cerimônia de abertura das Paralimpíadas Escolares 2019, que acontece, logo mais, a partir das 19h30min, no Parque Anhembi. Mal chegou, Godinho dirigiu-se ao gabinete do vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Ivanildo Brandão, com quem teve uma audiência, para tratar da sede do evento para 2020 e da implantação do Centro de Referência em Santa Catarina.
Um dos assuntos tratados foi a sede da próxima edição das Paralimpíadas Escolares. É que o modelo de sede fixa em São Paulo, que passou a acontecer desde 2016, com a inauguração do Centro de Treinamento Paralímpico, na capital paulista, voltará a ter sedes itinerantes. Com isso, Santa Catarina manifestou interesse em ser a próxima sede do maior evento mundial para crianças com deficiência.
“Santa Catarina tem condições de sediar o evento e deixar as competições bastante centralizado, juntamente aos locais de hospedagem e alimentação, favorecendo a logística que deve envolver mais de 2 mil pessoas. Podemos perceber a bela estrutura que São Paulo possui, mas temos plenas condições de manter essa qualidade e cumprir com todos os itens de que a sede se encarrega, especialmente quanto à acessibilidade”, observou o presidente da Fesporte.
Desde 2006, quando foi criado o evento, ainda com o nome Paralímpicos do Futuro, até 2015, o evento passou por diversas sedes. Em 2020, segundo Brandão, São Paulo deve deixar de ser sede permanente. Assim que se confirmarem a cidade e os locais que devem envolver a estrutura para o evento, a Fesporte formalizará a candidatura para que sejam feitas as vistorias. Embora não se possa ainda dizer quem mais concorre como sede, Brandão aponta para escolhas bastante difíceis.
Apesar disso, Godinho mostra-se bastante esperançoso. “Conseguimos, neste ano, trazer os Jogos Escolares da Juventude pela primeira vez para Santa Catarina, como etapa nacional, que é um evento bastante grande, mas já estamos acostumados a isso. Agora esperamos trazer, também pela primeira vez, as Paralimpíadas Escolares. Nossa ideia é fazer Santa Catarina um estado de excelência em gestão de grandes eventos esportivos”, concluiu ele.
O outro assunto foi implantação do centro de referência em Santa Catarina. O projeto visa a oferecer cursos de capacitação na área do paradesporto, especialmente para as classificações funcionais, que deverão atender ao padrão estabelecido pelo CPB. “Precisamos que nossos eventos paradesportivos tenham uma classificação menos aberta e mais justa para os competidores, e o CPB dará uma excelente contribuição para esse avanço nas nossas competições”, disse Godinho.
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte
A delegação catarinense de paradesporto se reuniu na noite desta segunda-feira (18), no saguão do Novotel, onde está hospedada, em São Paulo, para receber o uniforme da temporada 2019 dos eventos escolares. Destaque para o verde-limão, no mesmo tom do losango da bandeira catarinense. Aliás, a figura geométrica também está reproduzida no uniforme, na parte superior e na inferior, em tons gradientes entre preto, verde e branco.
A novidade no conjunto é que, além da jaqueta, camiseta, calção ou short e da mochila-saco, todos com o mesmo predomínio de estampa, pelo menos os atletas da natação contaram com um item a mais: uma touca de nadador no mesmo tom do uniforme e com a marca Fesporte. “É um item bastante simples, mas que denota um espírito de organização. Obviamente que o investimento no esporte não se resume a isso, mas reflete uma preocupação e um cuidado com nossos atletas, além de mostrar a presença do Estado nas ações esportivas”, comentou o chefe da delegação e gerente de participação da Fesporte, Luiz Fernando Bezerra.

Itens do uniformes são entregues, incluindo touca de natação, a novidade deste ano Foto: Heron Queiroz
Mas a reunião não serviu apenas para a entrega dos uniformes. O momento trouxe também, por praxe, o alinhamento de informações para que tudo saia dentro do esperado, considerando todos os elementos de logística, treinos e competições. Os coordenadores da delegação ressaltaram o empenho dos atletas que se dedicaram e se esforçaram para chegar ao evento de nível nacional, bem como a organização, por parte do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), de um evento paradesportivo que envolve mais de 1.200 atletas com deficiência física, intelectual ou auditiva, na faixa de 12 a 27 anos de idade. “Estou participando pela primeira vez da Paralimpíadas Escolares, com a segunda maior delegação do evento, que reflete o importante trabalho realizado em nosso estado. Mas não podemos deixar de parabenizar o CPB pela organização e receptividade. Esperamos poder lutar pelo título, mas já nos sentimos bastante vitoriosos por estarmos aqui”, disse o diretor de esporte da Fesporte, Valdeci da Silva.
A cerimônia de abertura acontecerá no dia 19, às 19h30min, no Pavilhão Oeste de Exposições do Anhembi. As competições terão início a partir da manhã de quarta-feira (20), no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.
Confira a programação

Fonte: Boletim nº 1 das Paralimpíadas Escolares 2019
Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte