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O presidente da Fesporte, Rui Godinho da Mota, anunciou, na última quinta-feira (16), a projeção de realizar cinco dos grandes eventos promovidos pela instituição. Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), Joguinhos Abertos, Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc), Moleque Bom de Bola e Noite de Gala do Festival Escolar Dança Catarina são os eventos previstos no calendário alternativo para 2020, diante da crise sanitária gerada pela pandemia de covid-19.

“Grande parte das disputas são escolares, por isso, elas também são prejudicadas pelo não retorno das aulas em Santa Catarina. E como já passamos da metade do ano, não teríamos mais condições de fazer todas as suas etapas. Então, encaminhamos ao Conselho Estadual de Esporte a possibilidade de disputa de cinco dos grandes eventos. Possivelmente, vamos abrir as inscrições a partir do mês de agosto, para a realização das fases microrregionais e regionais em setembro e, a partir de outubro, as etapas estaduais”, explicou o gestor. Em relação aos Jasc, Joguinhos e Olesc, por serem poliesportivos, a ideia é realizá-los por modalidade, estendendo-se de outubro a dezembro. 

O presidente observa que levará algum tempo ainda até o enfraquecimento da pandemia, por isso não seria prudente fazer as competições estaduais antes de outubro. “Temos que ser cuidadosos, para que não sejamos displicentes com as pessoas que não tiveram os devidos cuidados. Queremos, sim, que o esporte catarinense continue, queremos manter todos em atividade e vamos lutar para fazer esses eventos, nem que tenhamos que comprar testes para os atletas. A ideia é realizá-los em locais que consigamos controlar a questão do alojamento, alimentação e deslocamento, para que não tenha dispersão de pessoas, e que as competições durem o menor tempo possível”, disse Godinho, destacando que tudo depende ainda do Governo.

Rui lembra ainda que em decorrência da pandemia, não estão sendo feitos e repasses, o que implica em mudança de formato da Fesporte neste ano. Além disso, já existem solicitações para que cidades possam voltar a ser sede em 2021, considerando a ausência de público nas competições. “Por conta desse cenário, também iremos viabilizar as transmissões ao vivo para o público e tentar ajustar o horário dos jogos a períodos em que todos possam acompanhar esses eventos. Nosso objetivo é trazer as pessoas para mais perto do esporte e manter essa chama acesa”, completou.

O presidente salienta que, desde o primeiro decreto, no dia 18 de março, a Fesporte vem estudando calendário e mudanças na formatação de competições e na estrutura de eventos para tentar realizar o que for possível neste ano, diminuindo ao máximo o prejuízo para o esporte catarinense. Em maio, foi então apresentado ao governador Carlos Moisés três propostas de calendário, considerando possibilidade de retorno em julho, outro em agosto, e o terceiro em setembro. 

A Fesporte contou com a colaboração de federações e outras instituições esportivas para a elaboração dos calendários. O prazo ainda está dentro das previsões da Fesporte, e Rui Godinho vê com bastante otimismo a volta dos eventos da Fesporte.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

A Federação Catarinense de Jiu-Jitsu (FCJJ) está organizando a seletiva da modalidade para os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Apesar da pandemia da covid-19, os organizadores contam com a possibilidade de realização da seletiva nos dias 26 e 27 de setembro, no Centro Multiuso de São José.

A modalidade, que cumpre seu último ano em caráter provisório nos Jasc, teve, assim como outras modalidades, adaptações nas regras de classificação para o evento, uma vez que o número de competidores, por categoria, foi reduzido para 16, conforme determinação da Fesporte, em decorrência do novo coronavírus. As disputas envolverão atletas das faixas azul à preta.

Segundo o presidente da FCJJ, Paulo Henrique Duarte, todas as medidas de prevenção da doença e de segurança dos atletas, técnicos, árbitros e demais envolvidos serão tomadas. Para cadastrarem-se na competição, os municípios deverão realizar testes rápidos, que deverão se repetir na semana do evento. Para Duarte, o Centro Multiuso é um dos mais adequados para a competição, por se arejado e bastante amplo, o que permitirá manter o afastamento recomendado.

O espaço será restrito aos credenciados, e não haverá presença de público no local. Os confrontos serão transmitidos ao vivo via internet.

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CBP) realizará curso de natação paradesportiva on-line para as regiões Sul e Sudeste. Com limite total de 100 vagas para os sete estados de ambas as regiões, o curso acontece em três sábados do mês de agosto (dias 8, 15 e 22). O formulário de inscrição (acesse aqui) já está disponível na Internet, com o prazo até o dia 5 de agosto.

Para participar do curso, há duas exigências feitas pela CPB. A primeira é já possuir curso de árbitro de natação. A outra é ter concluído curso Movimento Paralímpico: Fundamentos Básicos do Esporte, que está disponível na internet (clique aqui para acessar). O curso funciona em formato educação a distância (EaD) e é totalmente gratuito.

Além das aulas, que acontecem aos sábados, das 9h às 13h, estão previstas mais quatro horas de aula presencial, que servirá de tira-dúvidas, e aula prática. Esta etapa, porém, ainda não tem data definida, uma vez que ela acontece nos eventos paradesportivos estaduais, conforme o calendário de cada estado. Em Santa Catarina, por exemplo, deverá acontecer na próxima edição dos Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina (Parajesc) ou dos Jogos Abertos Paradesportivos (Parajasc), de acordo com o calendário da Fesporte.

A presidente da Associação de Árbitros de Natação de Santa Catarina, Maria Cristina Ferreira Santos, explica que são pré-requisitos para fazer a inscrição ter o curso de arbitragem da natação convencional e fazer o curso EAD, disponível no site do CPB, Movimento Paralímpico, fundamentos básicos do esporte. “As regras da  natação convencional aplicam-se a todos os competidores de uma determinada competição igualmente, já no paradesporto, as regras variam conforme deficiência e classificação de cada nadador. É bem mais complexo”, disse ela.

O curso, promovido pelo CPB, tem parceria das federações e órgão de gestão esportiva de cada estado do Sul e Sudeste (ES, MG, PR, RJ, RS, SC e SP). Em Santa Catarina, o curso conta com a parceria da Fesporte, da Federação Aquática de Santa Catarina (Fasc) e da Associação de Árbitros de Natação de Santa Catarina (AANSC). 

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

Decreto 719, assinado pelo governador nesta segunda (13), suspende por duas semanas eventos da Fesporte e de iniciativa privada. 

O Governador do Estado, Carlos Moisés, publicou, na última segunda-feira (13), o Decreto nº 719, alterando os artigos 8º e 11 do Decreto nº 562, de 17 de abril, que declara estado de calamidade pública em todo o território catarinense, em decorrência do avanço pandêmico da Covid-19.

O artigo 8º, em seu inciso III, no Decreto 562, mantinha suspensos, até o dia 5 de julho, os eventos do calendário da Fesporte bem como o acesso público a eventos da iniciativa privada, passa a proibir pelos próximos 14 dias, a contar da data de publicação, a realização de eventos e competições esportivas organizados pela Fesporte, bem como os da iniciativa privada.

Pelo mesmo prazo, no inciso IV, ficam também suspensas atividades em cinemas, teatros, casas noturnas, museus, entre outros.

Confira a publicação no Diário Oficial do Estado

Segundo o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, quatorze dias é o tempo de maturação dessas medidas. "A cada dia avaliaremos o impacto disso. Este decreto também faz parte deste compartilhamento de decisões com os prefeitos. Algumas regiões estão mais impactadas do que outras, mas, de uma forma geral, o Estado precisou fazer essa intervenção para trazer um regramento, mas mantemos o contato diário com os municípios para ver o que cada região pode fazer ainda mais”, destacou. 

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

FESPORTE 27 ANOS - PARTE 5

A abrangência dos programas esportivos promovidos pelo Estado, os resultados obtidos por atletas e equipes do esporte amador catarinense em competições nacionais e internacionais, sobretudo nas áreas de rendimento, escolar e paradesporto, são reflexos que se fortaleceram a partir da criação da Fesporte e da estruturação do Sistema Desportivo Catarinense. Neste último capítulo da história da Fesporte, os eventos, o novo logo, alteração no nome e o compromisso esportivo mais abrangente. 

A Fesporte nasceu vinculada à Secretaria de Educação. Em 2004, passou a vincular-se à Secretaria de Organização do Lazer, chamada posteriormente de Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte. Atualmente seu vínculo está diretamente ao Gabinete do Governador do Estado.

Os programas e eventos

Quando a gestão esportiva de Santa Catarina estava se fazia pela Coordenadoria de Desportos (COD), da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, e posteriormente pela Diretoria de Desportos (Dide), da Secretaria de Educação, o Estado já contava com importantes programas esportivos, como os Jogos Abertos de Santa Catarina (o primeiro e maior programa poliesportivo do estado), Jogos Escolares de Santa Catarina, Joguinhos Abertos de Santa Catarina, Campeonato Catarinense Escolar de Futebol (Moleque Bom de Bola), Prêmio Recriar de Criatividade no Lazer e Travessia da Lagoa da Conceição.

Mas foi a partir do surgimento da Fesporte que o esporte catarinense ganhou impulso e os programas atingiram maior abrangência de atendimento. Foram criados eventos como o Festival de Dança Mário de Andrade, hoje denominado Festival Escolar Dança Catarina, criado em 1999; a Olimpíada Estudantil Catarinense, criada em 2001; Jogos Abertos Paradesportivos de SC (Parajasc), primeiro evento poliesportivo para deficientes no país, criado em 2005; os Jogos Abertos da Terceira Idade (Jasti), em 2007; os Jogos Escolares Paradesportivos de SC (Parajesc), em 2010; e os mais recentes, Jogos de Integração dos Servidores Estaduais de SC (Jisc), em 2019; Corrida da Ponte (2020) e Jogos de Verão (2020).

Criados em 2005, Parajasc refletem o pioneirismo catarinense no paradesporto                                              Foto: Heron Queiroz

Além desses, outros importantes eventos fizeram parte do calendário da Fesporte, como o Fórum Internacional de Esporte, Maratona Internacional de Santa Catarina, Jogos da Juventude Indígena e Amigos na Bola e na Escola. Também desenvolveu programas em parceria com o Ministério dos Esportes, como o Pintando a Liberdade, realizado em presídios do Estado, com a produção de materiais esportivos pelos detentos; o Projeto Navegar, com aulas de remo, canoagem e vela para alunos de escolas públicas; e o Projeto Segundo Tempo, que promovia a prática de esportes no contraturno escolar.

Cada três dias trabalhados por detentos na produção de materiais diminuía um na pena Foto Felipe Carneiro 

Além de seus eventos próprios, a Fesporte também estabelece parceria com eventos organizados por outras instituições, como a Olimpíada das Apaes, juntamente à Federação das Apaes de SC; o Circuito de Maratonas Aquáticas, à Federação Aquática de Santa Catarina (FASC); e os Jogos Universitários Catarinenses (JUCs), em parceria com a Federação Catarinense de Desporto Universitário FCDU).

Há ainda os eventos poliesportivos nacionais, para cujas participações a delegação catarinense tem a total promoção da Fesporte, como os Jogos Escolares da Juventude, nas faixas etárias de 12 a 14 e de 15 a 17 anos, e as Paralimpíadas Escolares, voltado a deficientes físicos, intelectuais e visuais. Em todos os representantes catarinenses estão entre os principais do país.

As mudanças no nome e no logotipo

Bandeira da Fesporte estampando a primeira marca (1993 a 2011), com o nome original, que sofreu alteração de desportos para esporte em 2008    Fofo: Divulgação

Algumas mudanças também aconteceram na Fesporte. Com a reforma administrativa de 2007, ocorre a alteração do nome da instituição, especificamente da palavra “desportos” para “esporte”: passando a Fundação Catarinense de Esporte, porém mantendo a mesma sigla (Fesporte). Em 2010, em comemoração aos 18 anos da Fesporte, Adalir Pecos Borsatti promove um novo logotipo da instituição.

As honrarias

Honrarias também são anualmente entregues pela Fesporte. O Troféu Gustavo Kuerten de Excelência no Esporte, que passou a ser promovido pela Fesporte, quando pela Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte foi extinta, no início de 2019; e o Medalha Radialista Rodolfo Sestrem, prêmio dado ao melhor atleta e ao destaque de cada dos Jasc. Ambos os atos agruparam-se num único evento, organizado pela Fesporte, chamado Excelência Esportiva SC, em que se agregam também a Comenda do Mérito Esportivo, entregue pelo Conselho Estadual de Esporte, e a Medalha Marcílio César Remos Krieger, pelo Tribunal de Justiça Desportiva de SC.

Rui Godinho, atual presidente da Fesporte, na abertura da 1ª edição do Excelência Esportiva 2019, que congrega honrarias do Sistema Esportivo Foto: Heron Queiroz 

Os números atuais

Atualmente calcula-se que a Fesporte mobilize perto de 300 mil atletas. No mínimo, 272 municípios catarinenses estão envolvidos em pelo menos um dos eventos anuais promovidos pela instituição, os quais somam hoje 265. Estima-se que, desde 1993, tenham passado pelos mais de 10 milhões de atletas. Dentre eles, nomes que se destacaram ou se destacam no cenário brasileiro e no mundial, como Fernando Scherer, Gustavo Kuerten, Rosamaria, Marquinhos Santos, André Santos, Felipe Luís, Eduardo Costa, Carlos Shwanke, Natália Zílio, Marcia Narlok, Sérgio Galdino, Darlan Romani, entre tantos outros.

Em seus primeiros anos, a Fesporte já aparecia como um dos principais órgãos do Estado em mídia espontânea. Com os recursos da modernidade, como site e redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e YouTube) contabilizam-se cerca de 30 milhões de acessos, sendo só no site oficial cerca de 900 mil anuais. A mídia espontânea dá um retorno ao Estado mensurado em R$ 70 milhões. Para os municípios que sediam os eventos estaduais, ocorre um incremento de arrecadação que varia de R$ 5 milhões a R$ 15 milhões, o que pode totalizar quase R$ 100 milhões ao ano.

Confira a entrevista com Adalir Pecos Borsatti, criador da esporte

                               Parte 1

                         

                             Parte 2

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

FESPORTE 27 ANOS – PARTE 4

Enfim, em 6 de julho de 1993, pela Lei 9.131, é criada a Fundação Catarinense de Desportos, com a sigla Fesporte, e mais tarde denominada Fundação Catarinense de Esporte. Era o segundo órgão do tríplice poder do esporte catarinense, já que o Conselho Estadual de Esporte (CED) havia sido criado um ano anos.

Veja um pouco mais dessa história no relato de Adalir Pecos Borsatti, o nome por trás da criação da Fesporte e do Sistema Esportivo Catarinense:

“A grande sacada. Quando apresentei a minuta da criação do CED para o Secretário da Educação, ele leu e disse: ‘Vamos incluir mais um artigo: no prazo de 60 dias após aprovação deste projeto, será apresentado novo projeto para criação de um órgão executivo para gerenciar o esporte catarinense’. O projeto de criação do CED (sem encargos) foi rapidamente aprovado na Alesc [Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina] e assinado pelo Governador.

“O novo projeto, ou seja, a criação da Fesporte não aconteceu tão rapidamente, pois foi um ano depois, em 1993. Essa criação previa custos, porém utilizamos o artigo aprovado na criação do CED no ano anterior, e daí fizemos um trabalho político forte na Alesc. Embora o Governo tivesse maioria na Assembléia, fomos auxiliados a reunir individualmente todas as bancadas dos partidos da época, para expor o projeto e sua importância. Resultado: conseguimos 37 votos dos 40. 

“Enfim, a Fesporte foi instalada em julho de 1993, da qual tive o privilégio de ser seu primeiro presidente. Curiosidade: no projeto da Fesporte estava previsto a criação da assessoria de marketing, a qual não foi aprovada, já que esta palavra ‘marketing’ não constava do vocabulário governamental. Daí o cargo foi substituído por assessoria técnica.

“O nome-sigla Fesporte fui eu que escolhi; porém eu tinha uma dúvida: ‘será que não seria interpretada como festa?’ Daí pensei: ‘vamos lançar, se surgir problema, vamos mudar’. No entanto, até hoje, não ouvi nenhuma crítica nesse sentido do nome. Virou uma marca de grande valor e de fácil pronúncia e de gravação na mente das pessoas.”

No ano seguinte, com a criação do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), consolidou-se o Sistema Desportivo Estadual, por intermédio da Lei 9.808, de 26 de dezembro de 1994. 

Texto: Heron Queiroz/Ascom/Fesporte

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