Mãe e filho trabalham juntos na ginástica dos Jogos Abertos
Os Jogos Abertos de Santa Catarina reúnem muitas famílias para assistir às competições. Mas estar em família não se limita somente ao lado de fora das quadras. Dentro delas têm mãe e filho trabalhando juntos. Ou melhor, dentro dos tablados e elementos da ginástica. Este é caso da Jocélia e do Frederico Gonçalves, ela dirigente e ele árbitro da ginástica artística, que iniciou as competições na manhã desta segunda-feira, 6, em Lages.
Se uma mãe já costuma ser babona, imagina a de um árbitro internacional. Mas para Jocélia, a necessidade dos dois separarem as coisas é fundamental. “Eu tenho orgulho de trabalhar com ele. E sei que meu filho - assim como todos os árbitros - é capaz de exercer sua função”, destacou a dirigente.
Uma das experiências dos dois juntos aconteceu nas Olímpiadas do Rio. Jocélia ficou morando na cidade sede por quatro meses e era uma das responsáveis por organizar toda as competições da modalidade na disputa internacional. “Com certeza foi a melhor experiência da minha vida. Posso até estar novamente trabalhando em uma Olímpiada, mas não será como foi a em meu país”, lembrou.
Frederico foi um dos selecionados pela Federação Internacional de Ginástica para compor a equipe de árbitros da Rio 2016. Ele, que faz parte de categoria 2, numa escala de 1 a 4, na qual 4 são árbitros iniciantes e 1 os mais experientes, avaliou as provas de salto. “Nós, árbitros, estamos aptos para avaliar qualquer prova, mas na Olímpiada fiquei em uma específica”, contou Gonçalves.
O árbitro vivenciou um dos casos mais comentados nos Jogos do Rio, a fratura exposta sofrida pelo ginasta francês Samir Ait Said, um dos destaques da equipe. “Nos Jogos Olímpicos vivi algo completamente diferente do que estou acostumado aqui. Com certeza foi algo que me fez crescer muito profissionalmente”, avaliou.
Jasc: competição de alto nível
Além de Jocélia e Frederico, as competições da Ginástica Artística contam com outro nome olímpico. Valério Sato, que em Lages coordena a equipe dos árbitros, também esteve nas Olímpiadas do Rio.
Segundo Valéria, a oportunidade dos Jasc de ter nomes que puderem vivenciar a Olímpiada garante ainda mais o nível da competição. “Com o conhecimento obtido lá, conseguimos repassar informações para técnicos e treinadores aqui, afinal, a ginástica é um esporte muito subjetivo e que necessita desta troca”, enfatizou.
A coordenadora carrega consigo tabelas de elementos, que utiliza para avaliar as provas. “Esta tabela faz com que a gente veja de forma mais sábia e neutra, para que ninguém se sinta prejudicado”, explicou.
As provas de ginástica artística se estendem até terça-feira, 7. Ainda nesta segunda serão conhecidos os campeões por equipe e geral no feminino e nesta terça os vencedores por aparelho. A somatória das apresentações definirão o campeão geral da modalidade.
Os Jasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Lages.
Texto: Matheus Reis
(48) 99817.2130
Quinze minutos de pausa na cobertura para alongar
Por 15 minutos, nada de escrever, fotografar, filmar ou postar no site ou redes sociais. Quem não estava em transmissão ao vivo deu uma pausa na cobertura dos 57º Jogos Abertos de Santa Catarina para a ginástica laboral. Nada de saltos a distância, velocidade ou arremesso. A equipe de imprensa alongou, agachou, respirou.
A ginástica laboral ocorre duas vezes por dia e, na manhã desta segunda-feira, 6, ao lado do Centro de Artes e Esportes Unificados, educadores físicos da Secretaria Municipal de Saúde de Lages promoveram atividades de ginástica para os colaboradores envolvidos nos Jasc.
Participaram das atividades os integrantes da Comissão Central Organizadora (CCO), servidores da Fundação Municipal de Esportes e a equipe técnica da Fundação Catarinense de Esportes (Fesporte).
Segundo as duas profissionais que realizaram a aula inaugural, Conceição Werner e Larissa Arruda, o principal objetivo é a promoção e prevenção da saúde. Esta prática proporciona inúmeros benefícios, como interação, orientação adequada sobre alongamento, aquecimento e postura, além da melhoria da circulação do sangue e diminuição do estresse, destacam.
Texto: Daniel Costa
(49) 9 91144374
Habilidade na bocha corre no sangue da família Schulz
Concentração, silêncio, pontaria, olhar certeiro e respiração cadenciada. A mistura inerente à bocha dos 57º Jogos Abertos de Santa Catarina pôde ser acompanhada desde a manhã desta segunda-feira, 6, no Parque de Exposições Conta Dinheiro.
A campeã Pan-Americana e Sul-Americana na modalidade, Ingrid Schulz, é de São Ludgero, mas defende a equipe de Itajaí, formada, ainda, pelas jogadoras Tita, Soninha e Diva. O time busca o tricampeonato consecutivo em Jasc.
Ingrid, de 42 anos, jogou por Chapecó durante dez anos, está há dois por Itajaí, e é grande a sede por troféu ou medalha. Profissionalmente, a atleta atua desde os 17 anos. “Tenho várias histórias de bocha e a gente pretende, com esforço e dedicação, conquistar esta vitória aqui em Lages.”
Veterana em Jasc, iniciou há 21 anos em Tubarão. “Em 1996 conseguimos o título por Florianópolis, na modalidade de trios. Hoje são três modalidades: trio, individual e dupla.”
Ingrid defendeu a Seleção Brasileira por diversas vezes. “Sou vice-campeã mundial, com à atleta Noeli, que joga em Chapecó. Tenho vários títulos Sul e Pan-Americanos, 11 brasileiros, e 10 títulos de Jogos Abertos. Em 2002, em Lages, fui campeã por Xanxerê. O maior título, até então, foi o vice-campeonato na China, em Taiwan, em 2012, e no Chile, em 2015, pela Seleção Brasileira.”
A atleta esteve em Zerbin, no Marrocos, em 2016. A equipe de Itajaí disputou a modalidade da bola de aço, não disputada no Brasil, e ficou em 8º lugar. Estavam representados 20 países. “Foi uma grande experiência”, resume.
A mãe de Ingrid, Célia Füchter Schulz, também está competindo em Lages e joga por São Ludgero. Seu irmão, Ilson Schulz, disputou, no final de semana, mas voltou para casa depois da derrota. “Eu ‘brinco’ com bocha há mais de 20 anos. Estou na terceira idade e já conquistamos 1º e 2º lugares, é sempre assim. Já ganhei uns seis Estaduais, e até Brasileiros”, lembra Célia, de 77 anos, ao lembrar que foi campeã brasileira junto à filha no Paraná.
Competição
São 13 municípios competindo. Classificam-se dois de cada chave. A fase classificatória acontece nesta segunda, com 25 jogos, e terça-feira (7), com 22 jogos. Os resultados parciais desta segunda irão sair por volta das 19h. Na quarta (8) serão realizadas a eliminatórias e finais.
O coordenador da competição, da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), e vice-presidente da Federação Catarinense de Bocha e Bolão, Osni Licínio Machado, de Blumenau, está comemorando 22 anos de Jogos Abertos. “Esta competição de bocha segue regras unificadas mundiais, se joga em 160 países, como Itália e França. O Brasil está bem adiantado nesta modalidade. É preciso treinar muito.”
Texto: Daniele Mendes de Melo
9 9911-2653
AO VIVO - Transmissões 06/11/2017
Nesta segunda-feira, 6, as transmissões foram dedicadas às modalidades de futsal e handebol. O público lotou o Ginásio Jones Minosso para o jogo de futsal de Lages e Tubarão. O dia também contou com transmissão especial da homenagem à imprensa que foi representada por Antônio Carlos Mafalda, um dos maiores repórteres fotográficos do país e mais um a trazer toda a sua experiência à esta cobertura dos Jogos Abertos de Santa Catarina.
Confira nos vídeos!
Futsal feminino - Lages x Tubarão
Handebol feminino - Blumenau x Seara
Futsal masculino - Blumenau x Curitibanos
Handebol Feminino - Chapecóx Balneário Camboriú
Futsal masculino - Concórdia x Chapecó - Segunda parte
Futsal masculino - Concórdia x Chapecó - primeira parte
Seis modalidades abrem os Jasc nesta segunda-feira
A 57ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) chega ao seu quarto dia de competições com o início de diversas modalidades, como a Ginástica Artística, o Karatê, Tênis de Mesa, Basquete masculino, Bocha feminino e o Bolão 23 feminino. Destaque ainda para a estreia da equipe de Lages no futsal feminino, que conta com a melhor jogadora de futsal do mundo, Amandinha, a partir das 21h, no Estádio Jones Minosso.
O dia começa com a abertura da bocha feminino na cancha do Sindicato Rural, no Parque de Exposições Conta Dinheiro, a partir das 8h. Na sequência, a partir das 8h30min, se iniciam os confrontos do bolão 23 feminino, na pista do Clube de Caça e Tiro 1º de Julho. Ainda pela manhã, mais uma prova de ciclismo, o Downhill, a partir das 9h, no Adventure Park (Fazenda Pedras Brancas, km 2). Já no ginásio Clube de Caça e Tiro 1º Julho, nove equipes disputam a prova de Carabina Apoiada.
A Ginástica Artística tem início a partir das 9h30min, com provas de solo, cavalo com alças e argolas no masculino, seguida das provas de salto, paralelas, trave e solo do feminino, a partir das 14h30min, ambos no auditório do SESI, no bairro Gethal.
As disputas do Karatê serão realizadas no auditório do SESC, no bairro Universitário, com a participação de 17 equipes no masculino e 14 no feminino. Nas modalidades coletivas, o basquete feminino prossegue com mais uma rodada, enquanto as equipes do masculino fazem sua estreia com cinco jogos no ginásio Ivo Silveira com a primeira rodada no 57º Jogos Abertos de Santa Catarina. Já o Handebol feminino vai definir as quatro equipes semifinalistas no Centro Serra, assim como no Voleibol masculino, disputado na quadra da AABB. O Xadrez tem a terceira de sete rodadas no Serrano Tênis Clube.
Os Jasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Lages.
Itajaí lidera os Jogos Abertos com 51 pontos
Itajaí lidera a classificação geral que vai definir o campeão da 57ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina, que entra nesta segunda-feira, 5, no seu quarto dia de disputa em Lages. Os itajaienses conquistaram no domingo os troféus de bolão 23 (masculino); judô (masculino); e tênis nos dois naipes, e ainda quinto no atletismo (feminino) totalizando 51 pontos.
Na segunda colocação aparece São José, que foi campeão do atletismo (masculino e feminino); judô (feminino), e vice do judô masculino) com 47. Depois aparece Blumenau com 24, mas ainda não ganhou troféus, o mesmo ocorrendo com Lages, que está com 19. Chapecó aparece com 18, tendo sido campeão do tiro armas curtas. Caçador com o título da bocha (masculina) está em sexto lugar com 14 pontos.
No quadro de medalhas São José aparece em primeiro com 20 de ouro; 12 de prata e 13 de bronze. Na segunda colocação vem Itajaí que levou 15 de ouro; nove de prata; e sete de bronze.
Depois está Joinville, em terceiro, com 10 de ouro; oito de prata e 11 de bronze. Blumenau aparece em quarto lugar com sete de ouro; 10 de prata; e 14 bronze. Depois vem Chapecó. Ganhou sete de ouro; quatro medalhas de prata e nove de bronze. A cidade-sede dos Jasc vem em seguida com cinco de ouro; nove de prata; e três de bronze.
Os Jasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional de Lages.
Orlando Pereira
(47) 99945-6578
Caçador é penta campeão consecutivo na bocha
O município de Caçador sagrou-se penta campeão consecutivo da bocha masculino e ficou com o troféu da modalidade. As disputas encerraram na noite deste domingo, 5, no Parque de Exposições de Lages, nos 57º Jogos Abertos de Santa Catarina. A equipe de Xaxim ficou em 2º lugar e Blumenau em 3º.
Nas canchas de Lages, 16 equipes disputaram a modalidade. A grande final foi emocionante entre Caçador e Xaxim. A equipe do Meio-Oeste começou vencendo no trio por 15 a 10.
Na segunda partida Xaxim empatou vencendo no individual por 15 a 11, com grande atuação do jovem João Caneppele, de apenas 20 anos e jogador da Seleção Brasileira de Bocha.
O tira teima ficou para o jogo de duplas. E Caçador também conta com um jogador de seleção, Ildemar. O atleta, que muitos apontam como o melhor bochófilo do Brasil, chamou a responsabilidade e foi decisivo para a conquista do penta.
“Estávamos confiantes na vitória. A nossa dupla não perde uma partida há quatro anos”, disse Ildemar, que joga com Luisão. “Agora vamos tentar o hexa em casa nos Jasc do ano que vem”, acrescentou.
Nos últimos anos, Caçador conquistou cinco vezes os Jogos Abertos, cinco vezes a Taça Ouro e duas vezes o Brasileiro de Bocha.
Equipe campeã: Ildemar, Tiago, Luisão, Gerson e Alisson. Técnico Clademir.
Texto: Murilo Roso - (49) 9 88140731
Caçador é penta campeão consecutivo na bocha
O município de Caçador sagrou-se penta campeão consecutivo da bocha masculino e ficou com o troféu da modalidade. As disputas encerraram na noite deste domingo, 5, no Parque de Exposições de Lages, nos 57º Jogos Abertos de Santa Catarina. A equipe de Xaxim ficou em 2º lugar e Blumenau em 3º.
Nas canchas de Lages, 16 equipes disputaram a modalidade. A grande final foi emocionante entre Caçador e Xaxim. A equipe do Meio-Oeste começou vencendo no trio por 15 a 10.
Na segunda partida Xaxim empatou vencendo no individual por 15 a 11, com grande atuação do jovem João Caneppele, de apenas 20 anos e jogador da Seleção Brasileira de Bocha.
O tira teima ficou para o jogo de duplas. E Caçador também conta com um jogador de seleção, Ildemar. O atleta, que muitos apontam como o melhor bochófilo do Brasil, chamou a responsabilidade e foi decisivo para a conquista do penta.
“Estávamos confiantes na vitória. A nossa dupla não perde uma partida há quatro anos”, disse Ildemar, que joga com Luisão. “Agora vamos tentar o hexa em casa nos Jasc do ano que vem”, acrescentou.
Nos últimos anos, Caçador conquistou cinco vezes os Jogos Abertos, cinco vezes a Taça Ouro e duas vezes o Brasileiro de Bocha.
Equipe campeã: Ildemar, Tiago, Luisão, Gerson e Alisson. Técnico Clademir.
Texto: Murilo Roso - (49) 9 88140731
Atletismo encerra com quatro recordes em Lages
Após três dias de competição, o atletismo da 57ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina encerrou as competições neste domingo com mais dois recordes, além dos tradicionais prêmios especiais concedidos aos melhores atletas dos naipes masculino e feminino.
Depois de Amanda Scherer, de Blumenau, no arremesso de peso, e Simone Pontes Ferraz, de Joinville, nos 3 mil metros com obstáculos, foi a vez de mais dois atletas entrarem para a lista de recordistas dos Jogos Abertos.
Pela manhã, Almir Cunha dos Santos, de Blumenau, saltou 15m75 e bateu o recorde da prova de salto triplo que pertencia a Ricardo Torres, 15m55, obtido em 2014. À tarde, Marcos Paulo Balbinot, de Chapecó, arremessou o martelo a 61m83 de distância, superando a marca de 60m79, que já durava 11 anos. "Não esperava bater esse recorde, pois não estamos no período de base de treino, visando ao Troféu Brasil em 2018", contou Balbinot.
No final da tarde, os técnicos das equipes estiveram reunidos para eleição dos melhores atletas dos Jasc. Almir Cunha dos Santos foi escolhido no masculino, e Simone Pontes Ferraz, no feminino. "É muito emocionante. Sou uma atleta mediana que conseguiu se tornar uma grande atleta. É um momento histórico, pois me tornei uma atleta de elite e hoje sou a principal maratonista do Brasil. Espero defender o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio em 2020", declarou Simone que agora é pentacampeã dos Jasc nas provas de 3 mil metros e 1500 metros com obstáculos e ainda levou o bronze no revezamento 4x400 metros, vencido por São José.
Os Jasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Lages.
Texto: Cristiano Rigo Dalcin
(48) 99984-3619
São José conquista hegemonia no atletismo após sete anos
São José conquistou a hegemonia do atletismo catarinense ao vencer as disputas no masculino e feminino da 57ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) neste domingo, 5, no Estádio Vidal Ramos Júnior, em Lages. Desde 2010, a mesma cidade não vencia os dois naipes na mesma edição.
A vitória de São José começou a ser construída desde o primeiro dia, e, ao término da quinta das seis etapas, a equipe da Grande Florianópolis já podia comemorar o título de campeão geral da modalidade. "É um feito fabuloso, e inédito para a cidade. Fazem sete anos que desenvolvemos o projeto em São José, com 99% de investimento do município, por meio da Fundação Municipal de Esportes, e um planejamento a longo prazo que começou a se concretizar em Joaçaba (2015), quando vencemos no masculino", relatou o técnico Anderson Sebastião Chaves.
Um dos principais destaques da equipe josefense foi o velocista Jonathan Rodrigues, 22 anos, que deixa Lages com quatro medalhas na bagagem, sendo três de ouro e uma de prata. Campeão da prova mais rápida do atletismo, Jonathan conquistou o terceiro ouro neste domingo no revezamento 4x400 metros rasos, que encerrou as disputas no masculino.
Antes já havia integrado a equipe vencedora do revezamento 4x100 metros e segundo colocado nos 200 metros rasos. "Agora vou buscar o sonho olímpico", avisou o atleta. Blumenau, do velocista William Deschamps, ficou em segundo lugar, seguido de Itajaí.
Município colhe frutos do investimento
No feminino, Débora dos Santos e Micaela do Melo fizeram a dobradinha para São José nos 400 metros com barreira e atestaram o investimento feito pelo município da Grande Florianópolis. "São José investe forte no esporte e é o que faz a diferença para a gente", disse Debóra, ao lado de Micaela, segunda colocada na prova e ouro nos 100 metros com barreiras.
Lages, a cidade sede, também fez bonito com a segunda colocação na classificação geral do naipe feminino, a frente da tradicional equipe de Joinville. A dobradinha do salto em altura com Monique Warmeling (ouro) e Mônica Araújo de Freitas (prata), e a vitória de Eliane Martins no salto em distância, foram fundamentais para o vice-campeonato. "Missão cumprida", disse Eliane, que treina em São Paulo, e foi uma das meninas convocadas pelo professor João Nunes para reforçar a equipe anfitriã dos 57º Jogos Abertos.
Medalha de prata no salto em distância e ouro no salto no triplo, a joinvilense Letícia Oro Melo, 20 anos, ficou frustrada com a segunda colocação na prova de sua especialidade e o terceiro lugar da equipe na classificação geral. Ao mesmo tempo, revelou estar animada com o futuro. "Comecei a treinar para o salto triplo faz um mês e ganhei o ouro", declarou a saltadora, que destacou o fato de Joinville disputar a modalidade apenas com atletas da casa.
Os Jasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, em parceria com a prefeitura e Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Lages.
Texto: Cristiano Rigo Dalcin
(48) 99984-3619
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Tiro ao pombo e paletó no xadrez: curiosidades dos Jasc
No atual formato, os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) contempla 27 modalidades. Mas nos primeiros anos da competição surgiram algumas que hoje estão fora do programa. Uma delas é o tiro ao pombo.
A modalidade foi introduzida em 1971, na 12ª edição dos Jasc, em Rio do Sul, e depois esteve também nos Jasc de Chapecó, em 1975, e Tubarão, 1976. Logo depois foi extinta após protestos de várias pessoas e imprensa. Pelo regulamento, cada atleta recebia cinco pombos. Para continuar na competição, o atirador tinha que obter 100% de aproveitamento. Para valerem os pontos, depois de alvejada, a ave ainda tinha de cair dentro de uma área demarcada.
Cerca de 100 pombos eram disponibilizados na competição. Uma média de 20 deles conseguia fugir da mira dos atiradores. As aves mortas eram doadas para instituições de caridade.
Além do tiro ao pombo, outra modalidade era peculiar não por ação polêmica, mas pela elegância. Estamos falando do xadrez. Entre as mais de 60 imagens da primeira edição dos Jasc, em 1960, na cidade de Brusque, é histórica a foto do fundador dos Jasc, Arthur Schlösser, com os atletas e dirigentes da modalidade impecáveis de paletó de linho. Na época a indumentária era “lei”.
Texto: Antonio Prado
(48) 99696- 3045
Tecnologia moderna chegando ao ciclismo
Medidores de potência de pedaladas e frequência cardíaca são hoje instrumentos comuns nos kits utilizados pelos ciclistas em competições e treinamentos. Parte desta tecnologia é semelhante à que se vê hoje nos jogadores de futebol, naquele aparelho colocado em uma espécie de corpete e que forma um pequeno cocuruto sob a camisa, perfeitamente visível nas transmissões de tevê.
Os atletas do ciclismo utilizam uma cinta na altura do peito, com um pequeno aparelho que transfere dados a um microcomputador fixado no guidom. André Ghor, representando Brusque e sétimo colocado na prova de estrada dos Jogos Abertos, teve seus dados disponíveis para controle durante os 140 quilômetros do percurso, misto de terreno plano com trechos de serra. O segundo colocado, Gabriel Machado, de Chapecó, também fez uso desta tecnologia, assim como a maioria dos participantes desta prova.
Milton Della Giustina, ciclista das antigas e atualmente dedicado ao comércio de equipamentos da sua modalidade, lembra que o medidor de frequência cardíaca existe desde a década de 90. “Este medidor não é mais novidade, mas temos muita coisa moderna entre os itens utilizados hoje pelo ciclista.”
E uma delas, que vem sendo incrementada aos poucos no ciclismo de todo o Brasil, é mesmo o medidor de potência das pedaladas, em combinação com o da frequência cardíaca. “Os dois juntos servem para nos orientar nos treinamentos e para o equilíbrio de rendimento durante uma prova”, explicaram Ghor e Gabriel.
Esta tecnologia, recém-implantada por aqui, está ajudando bastante os ciclistas da nova geração, como André e Gabriel Machado. Ambos competem, também, por São José dos Campos, pela equipe Funvic, e estão adquirindo experiência e conhecimento em competições internacionais graças ao acesso às tecnologias criadas mais recentemente para o ciclismo. O primeiro contato prático com a modernidade aconteceu no tour da China, disputado mês passado pelos dois, resultando num sétimo e em um nono lugar da equipe paulista.
Texto: Mário Madaglia