Nossa História

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FESPORTE  | Fundação Catarinense de Esporte

FUNDAÇÃO | 1993

LEGISLAÇÃO | Lei 9.131, de 6 de julho de 1993

PROPÓSITO DE CRIAÇÃO | Organizar e desenvolver o esporte amador de Santa Catarina

GESTOR ATUAL | Kelvin Nunes Soares

ESTRUTURA PÚBLICA | Fundação, vinculada ao Gabinete do Governador

ESTRUTURA DE GESTÃO | Esporte de Rendimento, Esporte Educacional , Esporte de Participação, Esporte de Base e Inclusão

COMPONENTES DO SISTEMA | Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) e Conselho Estadual de Esportes (CED)

 
MISSÃO
Executar e facilitar a execução da política pública do esporte catarinense, através da realização de programas e projetos esportivos com gestão estratégica focada na inovação, pesquisa e tecnologia para o esporte, em busca da excelência esportiva e do bem-estar da população de Santa Catarina

 
VISÃO
O esporte, associado à saúde, ao turismo e a cultura, e juntamente com a educação, deverá impulsionar o desenvolvimento do Estado, através do compromisso assumido com a melhoria da infraestrutura esportiva dos municípios catarinenses, assim como da qualidade de vida de toda sua população, tornando a Fesporte uma referência na gestão do esporte no Brasil.


VALORES
Incentivar, promover e zelar pelas atividades esportivas, de forma democrática e profissional, contribuindo para o desenvolvimento sociesportivo, bem-estar e qualidade de vida dos catarinenses.


ATIVIDADES FUNCIONAIS
- Organização e realização dos eventos esportivos oficiais do Estado (calendário anual com 10 grandes eventos – 396 no total, entre microrregionais, regionais e estaduais)
- Desenvolvimento de programas/ projetos esportivos (estudantes, terceira idade, deficientes, comunidade, etc)
- Organização e acompanhamento das delegações catarinenses em eventos oficiais (nacionais e internacionais).
 

ATIVIDADES ESTRATÉGICAS
Ações e eventos:
- Que compõem e sustentam o conceito da plataforma de uma Política Pública
- Estaduais com “espelhamento” nacional e internacional
- De escala qualitativa e quantitativa.
- Amplos, de profundidade e densidade organizacional elevados. São consistentes e inovadoras quando bem gerenciadas(os), para a cadeia social. 

ESTRUTURA FÍSICA
- A Fesporte está localizada em uma área de 5 mil metros quadrados no Bairro Capoeiras, na área continental de Florianópolis, onde se situa a Casa do Esporte, complexo formado pela sede da entidade, além de federações desportivas, Conselho Estadual de Esporte (CED) e Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).
 

CALENDÁRIO
- O calendário anual da Fesporte é composto por cerca de 396 eventos de níveis microrregional, seletivo, estadual, nacional e internacional. Os eventos, que envolvem cerca de 252 mil atletas com idades a partir de 10 anos, são realizados em parceria com as prefeituras, federações esportivas e entidades de classe.
 

EQUIPE
- Para atender a demanda esportiva catarinense, a Fesporte conta, além da equipe administrativa e Assessoria de Comunicação, com uma equipe técnica ligada à Diretoria de Esporte, dividindo-se em três áreas gerenciais: esporte de rendimento, esporte de participação e esporte educacional. 

 

COMPETÊNCIA DO ÓRGÃO

A Fundação Catarinense de Esporte (FESPORTE) tem por objetivo:

I - executar os programas, projetos e ações da política estadual de esporte, de forma articulada com as Secretarias de Estado de Desenvolvimento Regional;

II - incentivar o desenvolvimento de práticas esportivas por pessoas portadoras de deficiências; e

III - exercer outras atividades relacionadas com o desporto e a educação física, compatíveis com suas finalidades. 

 

HISTÓRIA DA FESPORTE

 

A fachada da sede da Fesporte, em Florianópolis, em 2021 (Foto: Antonio Prado)

Contando atualmente com 12 programas esportivos, que totalizam mais de 300 eventos anuais, a Fesporte envolve cerca de 250 mil atletas, nas áreas de alto rendimento, escolar e participação, em que se incluem deficientes, idosos e a sociedade em geral. A instituição cumpre um importante papel nas políticas públicas voltadas ao desporto catarinense.

Confira a primeira parte do relato do idealizador da Fesporte e primeiro presidente, Adalir Pecos Borsatti. Aqui ele fala das primeiras movimentações que definiram a necessidade de criação de um órgão importante para o nosso esporte, iniciando pela criação da Diretoria de Esportes (Dide) na Secretaria de Educação.

“Em 1990, houve eleições para o Governo do Estado, sendo eleito para Governador, o Sr. Wilson Kleinubing. O governo anterior possuía 23 secretarias entre elas, a de Cultura e Esporte. O novo governador prometeu um enxugamento da estrutura governamental, diminuindo para somente 13 secretarias e com isso extinguiu a secretaria onde estava vinculada a área esportiva.

“Nós, incluindo um grupo de cerca de 20 pessoas, composto de lideranças políticas (deputados estaduais) e dirigentes esportivos (Conselho de Representantes e dirigentes municipais), marcamos uma audiência com o governador eleito (novembro/90), solicitando a não extinção da Secretaria de Cultura e Esporte.

“Nesse encontro, o governador eleito solicitou ao grupo, um voto de confiança da área esportiva a sua desafiadora administração para a reforma proposta e se comprometendo que futuramente (com saneamento do estado) nova estrutura poderia ser criada. Com isso, o esporte passou a ser somente uma Diretoria de Esporte (Dide), dentro da Secretaria de Estado da Educação. A Fundação Catarinense de Cultura também foi vinculada SED criada desde 1979.”

 

Fundador, Adelir Pecos, fala o que impulsionou a criação da Fesporte 

 

 

 O fundador da Fesporte, Adalir Pecos Borsatti, presidiu a instituição em 1993 e de 2011 a 2013 (Foto: Heron Queiror)

“Fato curioso: nesse encontro, perante o grupo, o governador surpreendeu (pois ninguém imaginava) me convidando (Adalir Pecos Borsatti) para dirigir o esporte de seu governo. Salientou que muitas pessoas da política e do esporte só falavam em meu nome para o esporte. Confesso que fiquei lisonjeado e surpreso, porém respondi que eu tinha compromissos, já com muitos anos de trabalho, com a empresa Sadia e Prefeitura Municipal de Concórdia. Ele respondeu: Isso a gente resolve... E o assunto ficou por isso. 

“Quando voltei para minha cidade no dia seguinte, já circulava a notícia do convite. Na sequência, fui chamado pela direção da Sadia e pelo Prefeito de Concórdia, dizendo que tinha havido contato do governador e que eu deveria assumir o cargo e me colocariam à disposição. Vim para a capital e assumi o cargo de Diretor de Desportos da SED em 15 de março de 1991.

 “Nesse processo, sem autonomia própria, nós dependíamos das decisões, burocracia e grandiosidade da SED. Tudo era muito demorado, complicado para liberações, etc., e nós já tínhamos um extenso calendário de eventos. O que nos favoreceu em parte foi a dinâmica do Secretario da Educação, a quem credito muitos feitos.”

 

Montagem de estrutura esportiva autônoma em 1992

 

No primeiro ano do governo Vilson Kleinübing (1991), a necessidade de que fosse montada uma estrutura esportiva autônoma e baseada nos três conceitos de poder que pudessem regulamentar, executar e fiscalizar. Criava-se a ideia do sistema esportivo de Santa Catarina, que foi se concretizando ao longo dos três últimos anos daquele mandato governamental. Esse processo começa, portanto, em 1992, com a criação do Conselho Estadual de Desportos (CED), que mais tarde trocaria apalavra ‘desportos’ por ‘esporte’, todavia mantendo a sigla original.

Assim, acompanhamos, nas palavras de Adalir Pecos Borsatti, na época, diretor da Diretoria de Esportes, mais um trecho dessa história:

“Eu tirava meus finais de semana, descobria onde estava o secretário da Educação, nos almoços, por exemplo, para explicar-lhe o quão complexo era o dia a dia do esporte, tratando de questões como datas, regras, regulamentos, imprensa, equipe de trabalho (na sede e eventos), finanças, conselhos, tribunais, investimentos municípios etc.

“E que nós precisaríamos um órgão com autonomia, para agilizar todo o processo do esporte SC (que era destaque em nível nacional). Que não poderíamos depender da SED para resolver questões urgentes (desde finanças até a área jurídica, entre outros).

“Nessas conversas, eu insisti e falamos em criar um Sistema Esportivo Catarinense. Executivo, Legislativo e Judiciário. Daí vinha a questão político-financeira do governo.  Analisamos em desenvolver em etapas.

“1ª etapa – em 1992, criação do CED – Conselho Estadual de Esporte. Até então tínhamos o Conselho de Representantes que basicamente só cuidava de assuntos relativos aos JASC – Jogos Abertos SC. Uma das justificativas que argumentei foi o amparo legal para pagar as despesas desses conselheiros para reuniões, encontros, eventos, etc.”

Mesmo com as amarrações burocráticas, a proposta de criação de uma fundação para a gestão esportiva catarinense ficava para o ano seguinte. O Estado precisava conter despesas, e não era possível a criação de três órgãos ao mesmo tempo. Pelas necessidades funcionais a prioridade naquele ano foi para o CED.

 

Em 1993 é criada a Fesporte

 

Enfim, em 6 de julho de 1993, pela Lei 9.131, é criada a Fundação Catarinense de Desportos, com a sigla Fesporte, e mais tarde denominada Fundação Catarinense de Esporte. Era o segundo órgão do tríplice poder do esporte catarinense, já que o Conselho Estadual de Esporte (CED) havia sido criado um ano anos.

Veja um pouco mais dessa história no relato de Adalir Pecos Borsatti, o nome por trás da criação da Fesporte e do Sistema Esportivo Catarinense:

“A grande sacada. Quando apresentei a minuta da criação do CED para o Secretário da Educação, ele leu e disse: ‘Vamos incluir mais um artigo: no prazo de 60 dias após aprovação deste projeto, será apresentado novo projeto para criação de um órgão executivo para gerenciar o esporte catarinense’. O projeto de criação do CED (sem encargos) foi rapidamente aprovado na Alesc [Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina] e assinado pelo Governador.

 Bandeira da Fesporte estampando a primeira marca (1993 a 2011), com o nome original, que sofreu alteração de desportos para esporte em 2008    Fofo: Divulgação

“O novo projeto, ou seja, a criação da Fesporte não aconteceu tão rapidamente, pois foi um ano depois, em 1993. Essa criação previa custos, porém utilizamos o artigo aprovado na criação do CED no ano anterior, e daí fizemos um trabalho político forte na Alesc. Embora o Governo tivesse maioria na Assembléia, fomos auxiliados a reunir individualmente todas as bancadas dos partidos da época, para expor o projeto e sua importância. Resultado: conseguimos 37 votos dos 40. 

“Enfim, a Fesporte foi instalada em julho de 1993, da qual tive o privilégio de ser seu primeiro presidente. Curiosidade: no projeto da Fesporte estava previsto a criação da assessoria de marketing, a qual não foi aprovada, já que esta palavra ‘marketing’ não constava do vocabulário governamental. Daí o cargo foi substituído por assessoria técnica.

“O nome-sigla Fesporte fui eu que escolhi; porém eu tinha uma dúvida: ‘será que não seria interpretada como festa?’ Daí pensei: ‘vamos lançar, se surgir problema, vamos mudar’. No entanto, até hoje, não ouvi nenhuma crítica nesse sentido do nome. Virou uma marca de grande valor e de fácil pronúncia e de gravação na mente das pessoas.”

No ano seguinte, com a criação do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), consolidou-se o Sistema Desportivo Estadual, por intermédio da Lei 9.808, de 26 de dezembro de 1994. 

 

A consolidação da marca Fesporte

 

A abrangência dos programas esportivos promovidos pelo Estado, os resultados obtidos por atletas e equipes do esporte amador catarinense em competições nacionais e internacionais, sobretudo nas áreas de rendimento, escolar e paradesporto, são reflexos que se fortaleceram a partir da criação da Fesporte e da estruturação do Sistema Desportivo Catarinense. Neste último capítulo da história da Fesporte, os eventos, o novo logo, alteração no nome e o compromisso esportivo mais abrangente. 

A Fesporte nasceu vinculada à Secretaria de Educação. Em 2004, passou a vincular-se à Secretaria de Organização do Lazer, chamada posteriormente de Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte. Atualmente seu vínculo está diretamente ao Gabinete do Governador do Estado.

Os programas e eventos

Quando a gestão esportiva de Santa Catarina estava se fazia pela Coordenadoria de Desportos (COD), da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, e posteriormente pela Diretoria de Desportos (Dide), da Secretaria de Educação, o Estado já contava com importantes programas esportivos, como os Jogos Abertos de Santa Catarina (o primeiro e maior programa poliesportivo do estado), Jogos Escolares de Santa Catarina, Joguinhos Abertos de Santa Catarina, Campeonato Catarinense Escolar de Futebol (Moleque Bom de Bola), Prêmio Recriar de Criatividade no Lazer e Travessia da Lagoa da Conceição.

Mas foi a partir do surgimento da Fesporte que o esporte catarinense ganhou impulso e os programas atingiram maior abrangência de atendimento. Foram criados eventos como o Festival de Dança Mário de Andrade, hoje denominado Festival Escolar Dança Catarina, criado em 1999; a Olimpíada Estudantil Catarinense, criada em 2001; Jogos Abertos Paradesportivos de SC (Parajasc), primeiro evento poliesportivo para deficientes no país, criado em 2005; os Jogos Abertos da Terceira Idade (Jasti), em 2007; os Jogos Escolares Paradesportivos de SC (Parajesc), em 2010; e os mais recentes, Jogos de Integração dos Servidores Estaduais de SC (Jisc), em 2019; Corrida da Ponte (2020) e Jogos de Verão (2020).

A atual marca da Fesporte foi criada em  2010 em comemoração aos 18 anos da instituição

Além desses, outros importantes eventos fizeram parte do calendário da Fesporte, como o Fórum Internacional de Esporte, Maratona Internacional de Santa Catarina, Jogos da Juventude Indígena e Amigos na Bola e na Escola. Também desenvolveu programas em parceria com o Ministério dos Esportes, como o Pintando a Liberdade, realizado em presídios do Estado, com a produção de materiais esportivos pelos detentos; o Projeto Navegar, com aulas de remo, canoagem e vela para alunos de escolas públicas; e o Projeto Segundo Tempo, que promovia a prática de esportes no contraturno escolar.

Além de seus eventos próprios, a Fesporte também estabelece parceria com eventos organizados por outras instituições, como a Olimpíada das Apaes, juntamente à Federação das Apaes de SC; o Circuito de Maratonas Aquáticas, à Federação Aquática de Santa Catarina (FASC); e os Jogos Universitários Catarinenses (JUCs), em parceria com a Federação Catarinense de Desporto Universitário FCDU).

Há ainda os eventos poliesportivos nacionais, para cujas participações a delegação catarinense tem a total promoção da Fesporte, como os Jogos Escolares da Juventude, nas faixas etárias de 12 a 14 e de 15 a 17 anos, e as Paralimpíadas Escolares, voltado a deficientes físicos, intelectuais e visuais. Em todos os representantes catarinenses estão entre os principais do país.

As mudanças no nome e no logotipo

Algumas mudanças também aconteceram na Fesporte. Com a reforma administrativa de 2007, ocorre a alteração do nome da instituição, especificamente da palavra “desportos” para “esporte”: passando a Fundação Catarinense de Esporte, porém mantendo a mesma sigla (Fesporte). Em 2010, em comemoração aos 18 anos da Fesporte, Adalir Pecos Borsatti promove um novo logotipo da instituição.

As honrarias

Honrarias também são anualmente entregues pela Fesporte. O Troféu Gustavo Kuerten de Excelência no Esporte, que passou a ser promovido pela Fesporte, quando pela Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte foi extinta, no início de 2019; e o Medalha Radialista Rodolfo Sestrem, prêmio dado ao melhor atleta e ao destaque de cada dos Jasc. Ambos os atos agruparam-se num único evento, organizado pela Fesporte, chamado Excelência Esportiva SC, em que se agregam também a Comenda do Mérito Esportivo, entregue pelo Conselho Estadual de Esporte, e a Medalha Marcílio César Remos Krieger, pelo Tribunal de Justiça Desportiva de SC.

Os números atuais

Atualmente calcula-se que a Fesporte mobilize perto de 300 mil atletas. No mínimo, 272 municípios catarinenses estão envolvidos em pelo menos um dos eventos anuais promovidos pela instituição, os quais somam hoje 265. Estima-se que, desde 1993, tenham passado pelos mais de 10 milhões de atletas. Dentre eles, nomes que se destacaram ou se destacam no cenário brasileiro e no mundial, como Fernando Scherer, Gustavo Kuerten, Rosamaria, Marquinhos Santos, André Santos, Felipe Luís, Eduardo Costa, Carlos Shwanke, Natália Zílio, Marcia Narlok, Sérgio Galdino, Darlan Romani, entre tantos outros.

Em seus primeiros anos, a Fesporte já aparecia como um dos principais órgãos do Estado em mídia espontânea. Com os recursos da modernidade, como site e redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram e YouTube) contabilizam-se cerca de 30 milhões de acessos, sendo só no site oficial cerca de 900 mil anuais. A mídia espontânea dá um retorno ao Estado mensurado em R$ 70 milhões. Para os municípios que sediam os eventos estaduais, ocorre um incremento de arrecadação que varia de R$ 5 milhões a R$ 15 milhões, o que pode totalizar quase R$ 100 milhões ao ano.

Texto: Heron Queiroz Ascom Fesporte

Em vídeo Adalir Pecos Borsatti diz como criou a Fesporte  - Parte 1 

 

 

Em vídeo Adalir Pecos Borsatti diz como criou a Fesporte  - Parte 2 (final) 

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