Prado

Nesta semana esteve na sede da Fesporte o servidor público João Victor Bernardes. Ele é sobrinho das gêmeas Vera Lúcia e Vera Regina, que brilharam das décadas de 70 e 80 nos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) disputando atletismo por Florianópolis.

O acervo tem um total de nove medalhas, de oito edições, distribuídas em ouro e prata entre centenas que foram conquistadas ao longo da carreira das duas Veras. Observar  o design das medalhas é uma viagem no tempo e na história dos Jasc.
   
Nesta pequena amostra há medalhas da 13ª edição dos Jasc de Itajaí, 1972; 14ª  em São Bento do Sul, 1973; 18ª em Florianópolis, 1977; 19ª em Caçador, 1978; 15ª em Criciúma, 1974; 21ª em Jaraguá do Sul, 1980;  22ª em Lages, 1981; 23ª em Itajaí, 1982 e 24ª edição dos Jasc em Concórdia no ano de 1984.

Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho, é um dos objetivos de sua gestão fazer o resgate histórico do esporte catarinense. “Já estamos concluindo o novo site da Fesporte e nele haverá espaço para a história do nosso esporte. Desde que a Fesporte foi criada, em 1993, foram revelados grandes atletas, vivenciamos grandes momentos de emoção, drama e superação. Este vídeo com medalhas antigas dos Jasc e outros fatos históricos vamos preservar para que as gerações futuras conheçam todo o legado do esporte catarinense”.
 
Agora clica no vídeo e conheça um pouco da história dos Jasc.

Texto: Antonio Prado

No final 2019 integrantes da Fesporte se reuniram com objetivo de discutir ações que melhorassem o sistema esportivo de Santa Catarina. Na ocasião o presidente da Fesporte, Rui Godinho, sugeriu que se criassem canais de comunicação com as universidades. A idéia central era trazer o pensamento, a ação acadêmica, a ciência, enfim, a universidade para dentro da Fesporte  com o objetivo de fomentar discussões e gerenciamento do sistema esportivo catarinense com o propósito de melhorar qualitativamente o setor já que a Fesporte tem por finalidade: planejar, formular e normatizar as políticas de esporte e estabelecer parcerias com órgãos.

Em 2020, o que era apenas idéias no ano passado começou a tomar forma por meio de parcerias entre Fesporte, Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udec). Os acordos não implicaram qualquer repasse de recursos por parte da Fesporte.

A primeira parceria de cooperação técnica foi assinada dia 7 de abril  

com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (Ipie), coordenado pelo professor Dr. Fernando Marinho Mezzadri. O termo visa viabilizar uma cooperação acadêmica e científica entre as partes, no que tange o desenvolvimento do projeto “Estrutura e Governança do Esporte em Santa Catarina”.

Análise do setor esportivo

O projeto visa ainda levantar, catalogar e analisar os dados do setor esportivo catarinense, apontando as principais carências e necessidades do segmento. A iniciativa chega a todos os municípios catarinenses por intermédio do Sistema de Gestão Esportiva da Fesporte, em que os dirigentes municipais acessam um tutorial e serão redirecionados ao site da pesquisa (http://www.inteligenciaesportiva.ufpr.br/) . Ou seja: a, pesquisa ocorre de forma totalmente on-line para a coleta de informações, dispensando possíveis custos de diárias, hospedagens, transporte e alimentação dos pesquisadores. Assim que concluída a pesquisa, os dados estarão disponíveis para consulta no próprio site.

No vídeo o presidente da Fesporte, Rui Godinho, fala da importância da parceria entre Fesporte, UFPR e Udesc para melhorar o esporte

As pesquisas começaram efetivamente dia 23 de abril com técnicos da Fesporte e da UFPR explicando, posteriormente, via lives, como os integrantes da comunidade esportiva poderiam participar do estudo.

 O presidente da Fesporte, Rui Godinho, destaca que a importância da parceria, já que trará informações científicas e diagnósticos essenciais para o setor. “A parceria entre Fesporte e UFPR será fundamental para a boa atuação do Governo na promoção e no desenvolvimento esportivo. Neste sentido, a formalização do acordo de cooperação técnica é de grande importância, pois visa levantar, catalogar e analisar os dados, apontando as principais carências e necessidades do segmento em Santa Catarina”. 

A gerente de Políticas Públicas e Projetos Esportivos da Fesporte, Aline Floss destaca que esta ação entre a instituição estadual e universidades tem uma importância significativa, pois tem a participação de cada município para o desenvolvimento do projeto que refletirá a realidade sobre a gestão de governança nos municípios catarinenses, envolvendo programas desenvolvidos, modalidades praticadas, leis esportivas municipais, conselhos esportivos, leis de fomento, características do órgão gestor, entre outros.

Parceria com a Udesc

E para participar do projeto, juntamente com a UFPR, a Fesporte assinou dia 27 de maio a parceria de cooperação técnica com o Núcleo de Estudos em Gestão e Marketing Esportivo da Universidade do Estado de Santa Catarina (Nepegem/Udesc).

O Nepegem/Udesc produz, aglutina, sistematiza, analisa e difundi informações sobre a gestão e as políticas para esporte no estado e, com destaque, desenvolve parcerias colaborativas com organizações e entidades de administração do esporte que sejam referências nas mais diversas áreas que compõem o sistema esportivo do País.

Ao participar do projeto juntamente com Fesporte e UFPR a Udesc colaborará no mapeamento de informações a respeito da realidade esportiva nos municípios de Santa Catarina, a fim de que os dados coletados possam subsidiar a tomada de decisões mais precisas no que tange às políticas de esporte e lazer.

Caminho importante para pesquisa

Para Rui Godinho da Mota, presidente da Fesporte, o termo de cooperação com a Udesc é um ganho muito importante para as pesquisas. “É fundamental, para esse tipo de pesquisa, que possamos agregar valores. É um ganho muito grande não só para o nosso trabalho, mas para cada organização envolvida, para os profissionais e para os acadêmicos que serão parte significante nesse processo de construção e troca de conhecimento, sobretudo para a formação de cada um”, disse Godinho.

A tendência das pesquisas promovidas pela UFPR/Ipie é atingir todo o território nacional, e a parceria permitirá à Udesc ser um importante braço do Inteligência Esportiva em Santa Catarina, na capacidade de produzir, aglutinar, sistematizar, analisar e difundir informações sobre a gestão e as políticas para esporte no estado.

Texto: Antonio Prado e Heron Queiroz

 

Santa Catarina é uma potência esportiva, tanto que nos últimos anos vem se destacando nacionalmente nos Jogos Escolares da Juventude, Paralimpíadas Escolares e Jogos Universitários Brasileiros, eventos assinados por instituições como Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Comitê Paralímpico Brasileiro, que contam com estados do quilate de São Paulo e Rio de Janeiro. E nestas competições os catarinenses sempre têm brigado pelos primeiros lugares.

Muito deste sucesso advém de atletas de alta performance que são contemplados por governos nas esferas municipal e estadual, com recursos financeiros da bolsa-atleta (valores que variam entre 2.500 a 3.000 reais). Muitos admitem que, sem o auxílio da bolsa-atleta, não iriam longe.

Mas para disputarem os eventos nacionais e serem beneficiados com os recursos financeiros públicos, os competidores de alto rendimento têm, é claro, um início de caminhada. E este início de carreira passa invariavelmente pelos eventos da Fesporte como os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), Joguinhos, Olesc ou Parajasc, só para citar alguns.

No vídeo esportistas e pres. da Fesporte falam do impacto da bolsa-atleta em tempos de Covid-19

 

 Feporte busca retorno aos atletas

Entretanto, em tempos de pandemia pelo coronavírus, os eventos da Fesporte foram suspensos e muitos dos atletas ficaram em dificuldades, já que, sem competição, alguns perderam bolsas. Outros, que já contavam com os jogos da Fesporte para conseguir índice técnico e angariar uma bolsa, tiveram os planos frustrados.

Mas, se depender da Fesporte, essa frustração em breve se transformará em alegria para a comunidade esportiva, já que a instituição não ficou parada durante este período de crise sanitária, e elaborou quatro calendários alternativos para serem analisados entre o governo estadual e esportistas e serem colocados em prática a partir do segundo semestre. 

Enquanto o calendário não se inicia, a reflexão que se faz nestes tempos de dificuldade é a reflexão: qual o significado da bolsa-atleta na vida do esportista?

“A bolsa-atleta é tudo para mim, pois nesta pandemia minha esposa teve que fechar o salão que administrava e hoje a bolsa é o único recurso que tenho para sustentar a família”. A frase é de Moacir Zimmermann, 36 anos, marchador olímpico de Blumenau, pai de um menino de 5 anos, que recebe a bolsa-atleta da prefeitura de Blumenau.

Presente na Olimpíada Rio 2016 e no mundial do Catar e Jogos Pan-Americanos no Peru, ambos em 2019, além de 10 medalhas de ouro nos Jasc, e duas de bronze em Universíade, Zimmermann já estava bem encaminhado para uma vaga nas olimpíadas de Tóquio, quando a pandemia freou os planos.

Benefício é valorizado pelos competidores

Com a marca de 1h22min21s estabelecida nos 20 quilômetros em 2019 na Espanha, acima de sua marca na olimpíada do Rio (1h22min23s), bastava o catarinense manter a média nas duas competições seguintes para garantir mais um lugar na próxima olimpíada. “Agora não sabemos quais os critérios a serem adotados pela Federação Internacional e nem quais as próximas provas classificatórias”, esclarece o marchador catarinense, que continua treinando. 

Quem também valoriza de forma significativa o impacto da bolsa atleta em sua carreira, principalmente neste período de Covid 19 é o atleta Flávio Reitz, de Itajaí, que participou das Paralimpíadas do Rio em 2016, no salto em altura. Amputado da perna esquerda e beneficiado pelo bolsa-atleta pela prefeitura de Itajaí e Governo Federal ele agradece.

Bolsa dá tranquilidade

 “Neste momento de incerteza é fundamental a tranquilidade proporcionada pelo bolsa-atleta, pois, neste momento de dificuldade, sem competição, acabamos sobrevivendo do valor que é pago para alimentação da família, enfim, das despesas gerais”, atesta o itajaiense.

Reitz destaca que vinha treinando forte há sete meses visando às paralimpíadas de Tóquio, mas, assim como Moacir Zimermann, foi obrigado a dar uma pausa. “Agora desaceleramos um pouco. Estamos realizando treinamentos leves, tratando micro-lesões e aguardando a definição do calendário e depois treinar de forma forte para garantir mais uma participação em paralimpíadas”. 

Para o bicampeão de caratê Douglas Brose, de Florianópolis, o Programa Bolsa Atleta tem sido fundamental. "A bolsa tem me ajudado a me manter em treinamento nesta pandemia. Ela é muito importante, tendo em vista que muitos atletas estão com falta de recursos já que cessaram as competições e alguns tiveram seus contratos cancelados". 

Para se manter em forma, visando uma vaga para as próximas olimpíadas, o catarinense montou um tatame improvisado em sua casa. "Não é o ideal, mas dá para manter a parte técnica e quem sabe conseguir uma vaga olímpica no pré-olímpico de caratê em em junho de 2021", frisa.

 Bolsa é o sonho de esportistas 

Quem tem o benefício da bolsa agradece, mas quem não tem? Para a professora Marilei Oliveira, 42 anos, treinadora de futebol e futsal feminino do projeto Renascer Através do Esporte, da Escola Estadual Padre Antônio Vieira, de Anita Garibaldi, seria um sonho poder um dia ter o bolsa-atleta. “Recebemos apoio da prefeitura de Anita Garibaldi, mas por sermos um município pequeno, precisamos de mais ajuda”, pede. 

O projeto, pioneiro na cidade, tem 18 anos de existência e atende cerca de 100 meninas com idades entre 6 a 17 anos, em vulnerabilidade social. Objetivo, segundo Marilei, é a inclusão social por meio do esporte. “Nosso projeto serve como ferramenta somatória no processo educativo de nossas alunas buscando elevar a autoestima delas e afastá-las das drogas e consequentemente dos grupos de riscos”.

Por isso, segundo a professora, ter um dia uma bolsa-atleta dentro do projeto seria fortalecer todo este trabalho de inclusão social. “A bolsa-atleta seria muito importante para comprarmos material esportivo e ajudar na alimentação das meninas e até mesmo na elevação do nível técnico dos treinamentos. O beneficio do bolsa-atleta seria relevante, pois fortaleceria nossa estrutura e ajudaria as nossas estudantes  a concretizarem o sonho de ser atleta profissional, destaca”.

Projeto com 200 crianças e adolescentes parado

Quem também compartilha com o pensamento da professora Marilei é o professor Douglas Freitas, 35 anos, conhecido como Dodi, que trabalha há quase 10 anos com projetos sociais de jiu-jítsu e luta olímpica.  Até abril recebia, há três anos, o bolsa-técnico para desenvolver os projetos em Blumenau e Gaspar pelas respectivas prefeituras. Os seis pólos nos dois municípios atendiam cerca de 200 crianças e adolescentes com idade a partir de quatro anos. O foco era o esporte escolar como forma de inclusão social e preparação dos estudantes nas disputas dos Jogos Escolares de Santa Catarina. Com o fim do bolsa-atleta ele teve que parar os trabalhos. 

“Nós estávamos tendo ótimos resultados. Em Blumenau conseguimos que dois alunos nossos conseguissem bolsa-atleta federal e um em Gaspar por conta dos ótimos resultados em competições nacionais e estadual. Em 2018 conseguimos um inédito oitavo lugar no jiu-jítsu nos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) à frente Blumenau. Espero que este benefício volte o mais rápido possível", diz o treinador.

Apesar da extinção da bolsa-técnico entre o governo blumenauense e o professor Douglas, segundo a prefeitura de Blumenau o trabalho social com crianças e adolescentes do núcleo do educador continua, assim como os demais projetos que atendem cerca de 600 crianças de outras modalidades.

Presidente da Fesporte defende bolsa aos atletas

Para o presidente da Fesporte, Rui Godinho, o benefício da bolsa-atleta é algo essencial para a vida do esportista. O dirigente destaca que com a extinção do Fudesporte, em 2017 o Governo de Santa Catarina cessou o benefício. Entretanto, neste ano de 2020 a Fesporte iniciou a construção de um anteprojeto de lei que determina a volta da bolsa-atleta a competidores, principalmente aos atletas que se destacarem nos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc) e ainda os vencedores dos Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina (Parajesc). O texto está sendo construído pela assessoria jurídica da Fesporte e ao ser concluído será encaminhado como proposta ao governo estadual.

“A Lei 13.719 é destinada para atletas de rendimento, e agora queremos criar uma lei que priorize o esporte escolar. Queremos que o governo estadual distribua bolsa para atletas que estão na escola. Queremos também contemplar atletas da Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc) e dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina, já que estes eventos também contemplam crianças e atletas de base”, destaca Godinho. 

Faixa preta em jiu-jítsu, judô e ex-atleta, o presidente da Fesporte, Rui Godinho, defende que as prefeituras não interrompam as ações de incentivo aos atletas por meio da bolsa-atleta. “Fui beneficiário de bolsa e sei o quanto ela é importante e em época de pandemia ela representa a sobrevivência do atleta, representa entre outras coisas, a entrada em uma faculdade”, finaliza Godinho.

Texto: Antonio Prado

O governador Carlos Moisés assinou digitalmente nesta segunda-feira, 1º, um decreto que permitirá a regionalização das decisões para o enfrentamento à pandemia de Covid-19 a partir de 8 de junho. Com a ação, prefeituras e o Governo do Estado passam a tomar decisões compartilhadas para adotar medidas específicas de acordo com a realidade de cada região. Todas as deliberações serão norteadas por critérios técnicos e científicos, balizados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Na área esportiva o decreto normatiza que o calendário esportivo da Fesporte também está suspenso até 5 de julho e, posteriormente, a realização de eventos, caso liberada, deve ocorrer sem a presença de público.O presidente da Fesporte, Rui Godinho, destaca que o prazo governamental e as condições condizem com as estratégias de retorno das atividades esportivas propostas pela instituição.

“Para nós da Fesporte está dentro do previsto, pois fizemos propostas de calendários alternativos que vão ao encontro do que pensa o governo. Datas em agosto, setembro e até outubro estão dentro de nossa proposta da volta do calendário da Fesporte, sempre ressaltando a parceria com as federações esportivas e com a Secretaria Estadual de Saúde para que se volte com segurança sanitária”, finalizou Godinho.

Texto Antonio Prado     

 

Dia 18 de março o governo estadual baixou o Decreto 509/2020, que, dentre outras medidas de prevenção e combate ao contágio do coronavírus (Covid-19), suspendeu por tempo indeterminado os eventos esportivos do calendário da Fesporte. Deste então a entidade esportiva manteve o trabalho de gerenciamento do esporte catarinense no sistema home-office por meio de seus colaboradores.

Agora, desde o dia 18 de maio, a Fesporte iniciou um processo gradual de atendimento presencial. “Estamos com 50% do atendimento presencial. Para manter a segurança dos nossos colaboradores foi organizado um sistema de escala para evitar aglomeração na sede em Florianópolis”, explica Rui Godinho, presidente da Fesporte.

Ou seja, a cada dia da semana comparece um número seguro de servidores para trabalhar. A outra metade fica em casa trabalhando em home-office. E neste processo o uso de máscara e álcool em gel é obrigatório. Alguns espaços, como a recepção, por exemplo, foram demarcados com fitas de segurança.

Trabalho não parou

Desde que saiu o decreto do Governo de Santa Catarina limitando os serviços estaduais devido a pandemia do Coronovirus a Fesporte se manteve firme no processo de seguir todas as diretrizes das autoridades de saúde para se evitar a propagação do vírus

No sistema home-office muitas ações foram feitas, entre as quais: proposta de readequação do calendário esportivo 2020 com a participação de dirigentes esportivos; Assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre Fesporte e Univesidade Federal do Paraná (UFPR), visando desenvolver o  projeto “Estrutura e Governança do Esporte em Santa Catarina, que visa, entre outras coisas, por meio da  cooperação acadêmica e científica, levantar, catalogar,  analisar os dados, apontando as principais carências e necessidades do segmento esportivo catarinense.

Ainda no estágio home-office a Fesporte esteve em contato permanente com dirigentes esportivos, colaboradores e demais instituições, por intermédio das lives, em que o debate sobre soluções, gerenciamento e realização de eventos esportivos em tempos de pandemia esteve no centro das discussões.

A Fesporte também colaborou, por meio de seus canais de comunicação, na divulgação da portaria estadual que libera os treinamentos esportivos com restrições. Além disso, voltou a firmar parceria com a Fundação Catarinense do Desporto Universitário (FCDU) para a realização do Jogos Universitários Catarinenses assim que a pandemia passar.

Texto: Antonio Prado

O Governo de Santa Catarina publicou no Diário Oficial do Estado, nesta segunda-feira, 11, uma portaria liberando algumas atividades esportivas. A liberação é destinada a atletas profissionais e amadores a partir de 12 anos para que possam manter seu condicionamento físico.
A medida não permite a realização de eventos esportivos, treinos coletivos, jogos e qualquer outra atividade que gere aglomeração nas dependências de clubes, ginásios, associações, quadras, campos, canchas ou outros espaços destinados ao desporto.

O presidente da Fesporte, Rui Godinho, destaca que o documento impõe várias restrições, incluindo o contato físico. "É de extrema importância que os treinamentos se façam de maneira responsável para que se evite a propagação do Covid-19", destaca Godinho.

Sobre o calendário esportivo da Fesporte o dirigente afirma que está estudando todas as formas possíveis para por em prática os eventos a partir do segundo semestre deste ano. "Estamos acompanhando com atenção todas a variáveis do Covid-19 em Santa Catarina e com base nas diretrizes da Secretaria Estadual da Saúde queremos proporcionar um calendário responsável e seguro para todos", destaca Rui Godinho.

Eis alguns tópicos da portaria

* O atleta deve comunicar imediatamente ao médico do clube o surgimento de qualquer um dos seguintes sintomas: tosse, febre, dor de cabeça, dores no corpo, falta de ar, fraqueza generalizada, perda no olfato e paladar, problemas gastrointestinais
* Se alguma pessoa que reside com o atleta apresentar os sintomas acima, ele também deve comunicar o médico
* Treinos liberados somente para atletas maiores de 12 anos
* Equipamentos de treino como raquete, bola, entre outros, devem ser individuais, identificados e higienizados a cada uso
* Fica expressamente proibido o compartilhamento de objetos de uso pessoal, como garrafa de água
* Banhos somente em box individualizado e higienizado a cada uso
* Rodas de confraternização e aquecimentos coletivos ficam suspensos
* Reuniões e palestras somente por videoconferência
* O atleta deverá passar por avaliação médica antes de cada treino com medição de temperatura e obrigatoriedade de afastamento diante da menor suspeita de Covid-19
* Obrigatoriedade do uso de máscara e manutenção de distância entre os presentes
* Todas as instalações dos clubes devem disponibilizar álcool 70%
* Colocar avisos sobre higienização e outras regras em todas as áreas do clube
* Ambientes devem estar sempre arejados e periodicamente higienizados
* Jogos coletivos e outros eventos que resultem em aglomeração estão suspensos
A fiscalização fica a cargo das equipes de Vigilância Sanitária e equipes de segurança pública.

Confira a portaria na íntegra

PORTARIA nº. 272 – 11/05/2020

O SECRETÁRIO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso das atribuições conferidas pelo art. 41, V, da Lei Complementar Estadual nº741, de 12 de junho de 2019, e art. 32 do  Decreto n. 562, de 17 de abril de 2020;

CONSIDERANDO a declaração de emergência em saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 30 de janeiro de 2020, em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19);

CONSIDERANDO a Portaria n. 188/GM/MS, de 04 de fevereiro de 2020, que declara Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19);

CONSIDERANDO que a situação demanda o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública, a fim de evitar a disseminação da doença no Estado de Santa Catarina, conforme Decreto nº562/2020;

CONSIDERANDO as análises realizadas pelo Governo do Estado de Santa Catarina em relação à evolução da pandemia no estado, combinadas com a disponibilidade de leitos e da estrutura de saúde existentes, neste momento, e sua evolução programada para enfrentamento da COVID-19:

RESOLVE:

Art. 1º Ficam autorizadas as atividades para treino do desporto profissional e amador no território catarinense desde que atendam aos seguintes requisitos:
I - No caso de sintomas (tosse, febre, cefaléias, dores no corpo, dispnéia, fraqueza generalizada, perda do olfato ou paladar, sintomas gastrointestinais, etc.) ou de pessoas com as quais residam, os atletas deverão comunicar imediatamente ao responsável médico do clube;

II - Recomenda-se que somente participem de atividades de treinamentos atletas amadores com idade superior a 12 (doze) anos;

III - Em caso de alguma pessoa apresentar sintomas de contaminação pelo COVID-19, buscar orientação médica, bem como afastar do trabalho por um período mínimo de 14 (quatorze) dias ou conforme determinação médica, e informar às autoridades sanitárias imediatamente dessa condição;

IV - Cada atleta treina com a sua bola, raquete ou outro equipamento identificado e higienizado previamente;

V - Cada atleta trará sua garrafa de irrigação com identificação, ficando expressamente proibida a troca ou compartilhamento da mesma;

VI - Banhos no clube só poderão ocorrer em box individualizados, com desinfecção após cada uso. Deve-se realizar uma distribuição do banho por sequenciamento para evitar a aglomeração e contatos físicos desnecessários;

VII - Atividades de recuperação devem ser realizadas individualmente e respeitando os procedimentos estritos de higiene e limpeza pré e pós-utilização.;
VIII - Suspensão da roda pré e pós-jogo de confraternização e aquecimento;

IX - Reuniões internas e externas devem ser realizadas por videoconferência. Palestras/vídeos devem ser realizadas em espaços amplos, arejados (preferencialmente no ambiente exterior), por setores ou individualmente e, se possível, utilizar sistemas de videoconferência;

X - Suspensão temporária de atividades sociais e de lazer, entre outras;

XI - Os atletas deverão ser avaliados antes de cada treino, com medição diária de temperatura (termografia ou termômetro digital de infravermelho), nas instalações do clube, com uso de máscara e em sala preparada para o feito, sendo que se houver qualquer suspeita ou sintoma sugestivo para a Covid-19, o atleta deve ser afastado imediatamente e encaminhado para avaliação;

XII - Os atletas treinarão isoladamente com a presença do treinador e elemento do departamento médico que devem estar a uma distância de segurança de, no mínimo, 1,5m, e de máscara;

XIII - Durante o tratamento médico ou fisioterapia, utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) como luvas e máscaras entre profissionais e atletas;

XIV - Higienizar o equipamento do tratamento médico ou de fisioterapia após cada uso;

XV - Disponibilização de álcool 70% em todas as instalações do Clube e do estádio/campo de treino para higienização das mãos;

XVI - Programar a utilização dos vestiários, refeitórios e áreas comuns a fim de evitar aglomeração;

XVII - Intensificar a lavação dos uniformes, toalhas e outras vestimentas;

XVII - Os equipamentos de uso coletivo devem ser higienizados com álcool 70%, preparações antissépticas ou sanitizantes de efeito similar respeitando a característica do material quanto à escolha do produto após cada uso individual;

XIX - Limitar o uso de áreas comuns como refeitório, vestiários, consultórios médicos, lavatórios, chuveiros entre outros;

XX - Colocação de avisos e sensibilização de todos os funcionários e atletas para a necessidade de lavar as mãos e higienizá-la com álcool 70% regularmente;

XXI - Manter o máximo de portas abertas de modo a evitar o contato com puxadores;

XXII - Praticar a etiqueta respiratória (como tossir para a dobra do cotovelo);

XXIII - As equipes de limpeza devem utilizar máscara e lavar as mãos regularmente e não se cruzarem com os restantes elementos da sociedade desportiva;
XXIV - Intensificar a higienização de locais, utensílios, equipamentos e superfícies com álcool 70%, preparações antissépticas ou sanitizantes de efeito similar.

Art. 2º Em relação às atividades administrativas

I - Recomendar que os trabalhadores não retornem às suas casas diariamente com as roupas de trabalho;

II - Priorização de trabalho remoto para os setores administrativos, quando possível;

III - Intensificar a utilização de ventilação natural, quando possível;

IV - Quando o local possuir exclusivamente ventilação por ar condicionado, os filtros devem ser higienizados diariamente;

V - Adotar medidas internas relacionadas à saúde do trabalhador, necessárias para evitar a transmissão do Coronavírus no ambiente de trabalho, priorizando o afastamento, sem prejuízo de salários, dos trabalhadores pertencentes a grupos de risco, tais como pessoas com idade acima de 60 (sessenta) anos, hipertensos, diabéticos, gestantes e imunodeprimidos ou portadores de doenças crônicas que também justifiquem o afastamento;

VI - Informar toda a equipe envolvida com o retorno aos treinamentos sobre as regras de funcionamento autorizadas e as instruções sanitárias adotadas;

VII - Poderá ser utilizado fretamento de veículos para transporte de trabalhadores, ficando a ocupação de cada veículo limitada a 50% (cinquenta por cento) da capacidade de passageiros sentados;

VIII - Em caso de alguma pessoa apresentar sintomas de contaminação pela COVID-19, buscar orientação médica, bem como afastar do trabalho por um período mínimo de 14 (quatorze) dias ou conforme determinação médica, e informar às autoridades sanitárias imediatamente desta condição;

IX - Durante o período em que não houver retorno das competições esportivas, orienta-se que o treinamento, neste momento de pandemia, seja pautado em técnicas de movimento e condicionamento físico em geral, evitando a inclusão de jogos (coletivos), onde pode existir grande contato físico.

Art. 3º A fiscalização dos estabelecimentos ficará a cargo das equipes de Vigilância Sanitária e das equipes de Segurança Pública.

Art. 4º As autorizações previstas nesta Portaria poderão ser revogadas a qualquer tempo diante da evolução da pandemia e seu impacto na rede de atenção à saúde.

Art. 5º Esta Portaria não revoga outras normas sanitárias vigentes que se aplicam a atividade.

Art.6º O descumprimento do disposto nesta Portaria constitui infração sanitária nos termos da Lei Estadual 6.320/1983.

Art. 7º Esta Portaria entra em vigor em de de 2020 e tem vigência limitada ao disposto no art. 1º do Decreto Estadual n. 562, de 17 de abril de 2020.

ANDRÉ MOTTA RIBEIRO
Secretário de Estado da Saúde

Pagina 3 de 236