Depois de 25 anos de uma carreira repleta de êxitos, com medalhas olímpicas, pan-americanas e passagens de destaque pela Seleção, Andréia dos Santos, a Maicon, encerra a carreira nos Jasc 2017. Em casa, diante da família e dos amigos. Comanda o time de Lages, atuando como técnica e jogadora.
A participação nos Jogos Abertos de Santa Catarina tem contornos inéditos. Pela primeira, vez Maicon joga diante de sua torcida, defendendo a cidade natal; marca a transição definitiva de atleta à técnica; e representa o final da carreira como jogadora.
“Estou muito feliz por estar em casa, perto da família, que pode me assistir jogando ao vivo. Quanto a aposentadoria, já vinha me preparando há um tempo. Está tudo certo”, explica, com largo sorriso e a tranquilidade de quem está convicto em ter tomado a decisão certa.
As constantes contusões abreviaram a carreira dentro de campo. Obrigaram Maicon, há alguns anos, pensar em parar. Facilitaram o projeto da aposentadoria. “Foi mais fácil, porque sempre as lesões me diziam para parar. Eu pensava: está na hora. E rompia alguma coisa”, destaca a filha de dona Leondina. “Melhorei e resolvi parar, porque tem a idade também. Não é fácil...”, brinca, com um sorriso maroto. Maicon completou 40 anos em abril passado.
Êxtase no Pan do Rio-2007
Ao longo dos 25 de carreira, Maicon teve destaque internacional com a Seleção Brasileira. Entre as principais conquistas com a camisa verde e amarela, estão as duas medalhas de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e Pequim-2008, e o ouro nos Pan-americanos de Santo Domingo-2003 e no Rio-2007. No Rio de Janeiro, um dos melhores momentos no esporte: “Maracanã lotado, a torcida aplaudindo e a medalha de ouro. É inesquecível”.
Realizada no esporte como atleta, Maicon agora segue em casa, a frente do time de Lages. Seu maior desafio, a partir de agora, é conseguir espaço maior para o futebol feminino no país: “Falta tudo, estrutura, patrocínio...”. Antes de se concentrar, definitivamente, na guerra pelo maior reconhecimento do esporte, Maicon quer vencer batalha menor: erguer a taça do futebol feminino dos Jasc 2017, nesta quarta-feira, dia 8.
Olavo Moraes
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Seguimos com a nossa programação, agora com Joinville x Blumenau pelo voleibol feminino.
Voleibol feminino - Joinville x Blumenau
Narração de Thomé Granemann e Nicolas Quadro.
Handebol feminino - Segunda parte Itajaí x Blumenau
Hadebol feminino - Primeira parte Itajaí x Blumenau
Futsal Feminino - Videira x Concórdia
Final do Basquete feminino - Blumenau (CAMPEÃ) x Chapecó
Locução de Marcos Assmann e Lucas Miranda.
Hoje, para participar dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), muitos atletas se hospedam em hotéis. Mas, nas primeiras edições, nos anos 60, a maioria das delegações ficavam em alojamentos. E era obrigação dos municípios sedes disponibilizar os colchões aos participantes. Na época, colchões de espuma eram raros e custavam caro.
Por isso a alternativa dos organizadores era disponibilizar pessoas a entrar na mata e colher crina de butiá para forrar os colchões. Consta que se chegou a forrar até 700 peças nos anos 70. Imagina-se o trabalho extra que era fazer esta ação pela Comissão Central Organizadora (CCO) dos Jogos.
Mas não só os butiás eram peculiaridades das primeiras edições dos Jasc. Em 1960, por exemplo, há uma foto famosa que mostra jogadoras do voleibol praticando a modalidade de saia.
A etapa estadual dos Jasc é uma promoção do Governo de Santa Catarina, por intermédio da Fesporte, em parceria com Agencia de Desenvolvimento Regional e prefeitura de Lages.
Texto: Antonio Prado
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Superar desafios é uma constante nos Jogos Abertos de Santa Catarina. E foi o espírito esportivo que motivou José Ferreira da Silva a superar desafios, e dar a volta ao mundo de lambreta há 50 anos. Em busca da valorização do esporte no Estado, a Fesporte homenageou nesta segunda-feira, 6, o jornalista radicado em Lages, com medalha dos Jasc 2017.
Honrado com a valorização, e o reconhecimento da Fesporte, o autor do livro O Aventureiro destacou a importância do maior evento poliesportivo do Sul do País. “Os Jogos Abertos mostram aos jovens que é preciso tomar iniciativa, em busca da superação de desafios para alcançar seus sonhos”.
Percurso de 85 mil quilômetros por terra, ar e mar
José Ferreira da Silva deu a volta ao mundo em exatos 359 dias. Em 1969, enquanto o homem ia à lua, um jovem decidia explorar a terra: conhecer novos costumes, história e cultura. Em cima de uma Lambreta modelo L.I 150, ano 1968. Passou por 54 países, 3 ilhas e 2 estados independentes. Percorreu em torno de 85 mil quilômetros, por terra, ar e mar.
O percurso foi estabelecido apenas com o mapa mundial de base. “Só nos países é que conseguia traçar o itinerário, com mapas ganhos em postos de combustível, doados, ou comprados nas livrarias das primeiras cidades onde chegava.”
O roteiro da viagem, que se transformou em livro, teve América do Sul, Central e Norte, Europa, Ásia até a Índia, Norte da África, até Marrocos. De volta a Europa, retornou de navio, fazendo escalas nas ilhas da Madeira, Cabo Verde, depois Dakar capital do Senegal e, no Brasil, a primeira escala em Recife. A obra Aventureiro tem 594 páginas, foi produzido em oito anos, e lançado em 2007.
Olavo de Moraes
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A última participação foi na Copa Sul-Brasileira de 2003
Somente os Jogos Abertos de Santa Catarina poderiam proporcionar fatos como uma sucessão de reencontros ocorridos no Ginásio Ivo Silveira na noite desta segunda-feira, 6. Depois de 14 anos, uma seleção de basquete masculino adulta volta a jogar uma partida oficial no histórico ginásio Ivo Silveira. Em 2003, após ter sido bi campeão dos JASC (Lages 2002 e Blumenau 2003), o time lageano disputou a Copa Sul-Brasileira representando Santa Catarina contra times do Paraná e do Rio Grande do Sul, sendo eliminado na primeira fase.
Agora, 14 anos depois, o Ivo Silveira volta a receber jogos do time da casa, e a 57ª edição dos JASC reuniu de novo, nomes como Rigoni, Max, Felipe e tantos outros que venceram em 2002 e 2003. O time de agora veteranos, venceu Joaçaba por 69 a 60, tendo como principal pontuador, Antonio com 19 pontos.
Rigoni, que teve participação importante na vitória, foi capitão do time medalha de ouro nos JASC de 2003, comemorou o resultado dizendo que o sentimento é de despedida, “fiquei três anos parado e agora volto para encerrar a carreira, mas lembrando que podemos ainda reviver os bons tempos do basquete lageano com mais apoio para formar novos atletas,” comenta.
A próxima partida de Lages será na quarta-feira, 8, também no Ivo Silveira contra Blumenau, às 20 horas
Quatro gerações do basquete lageano na torcida
Em meio a multidão, propositalmente sentados lado a lado, uma formação histórica assistiu à vitória de Lages frente a Joaçaba. Quatro representantes do basquete lageano de outras épocas posaram para a foto, e em tom de brincadeira falavam: “Essa vai pro museu?”.
Marcão, atleta nos anos 90, Cristian Kochinski, medalha de ouro em 2002, Edinho Hoog, árbitro de basquete, Alemão, jogador e técnico (filho de um dos primeiros atletas de basquete de Lages, Álvaro Muniz), Guilherme Brandão, jogou por Lages nos anos 80 e agora é professor de educação física, Vierão, que fez parte dos times nos anos 60, e por fim, o medalha de ouro nos JASC de 1981 em Lages, Paulo Cesar da Costa, o Costinha formaram esse grande time da arquibancada.
Texto: Fabrício Furtado
Confira a pontuação geral dos Jogos Abertos de Santa Catarina e também como está a disputa no quadro geral de medalhas.
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO 00H25- 7/11 (TERÇA)
