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Natação é um dos destaques da quinta-feira em Chapecó

Chapecó - A academia Aquatic Center foi o palco da natação dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc) nesta quinta-feira (29) em Chapecó. Na piscina 73 nadadores com objetivos distintos. Alguns  com o propósito de ganhar a medalha de ouro, outros apenas com a disposição e alegria de participar. Os Parajasc começaram na segunda-feira (26) e terminam neste sábado, dia 31. O evento é uma promoção do Governo de Santa Catarina por meio da Fesporte em parceria com a prefeitura de Chapecó.

No seleto grupo de atletas de pontas estiveram em ação na natação estão Júlia de Almeida Weiss, de São José, 26 anos, e Jonathan Eduardo de Farias, de Joinville, 20. Júlia foi ouro nos 100 metros e Jonathan estava confiante em no ouro em sua prova, os 100 metros peitos. Ambos são segundo lugar no ranking nacional em suas classes, a S9 (atletas com deficiência física) e têm no currículo inúmeras medalhas de ouro na história dos Parajasc. Júlia, 10, e Jonathan, 12.

 A história de Júlia na natação começou em 2008 após um acidente de carro na Avenida Beiramar Norte, em Florianópolis, em que teve amputada parte da perna esquerda, logo abaixo do joelho. A partir daquele dia tomou gosto pela modalidade nas aulas de natação do curso de educação física da Udesc, da qual era acadêmica.

Ela começou a se destacar nas competições internas da faculdade e quando de seu conta já estava participando de competições nacionais. “Hoje tenho 110 medalhas”, diz, enfatizando que a mais importante foi a medalha de ouro nos 50 metros livres conquistada na etapa nacional Circuito Caixa em 2011, em São Paulo. 

Júlia participa dos Parajasc defendendo as cores da Associação das Pessoas Com Deficiência de Santa Catarina (Apedesc), de São José, e nas etapas nacionais a cidade de Limeira, SP, com a Associação Paralímpica de Indaiatuba (Apin), entidade que também está presente em Limeira.

Jonathan, campeão pan-americano

O joinvilense Jonathan Eduardo de Farias já participou de cinco Parajasc vencendo todas as provas que disputou nos 100 metros peito, borboleta e nos 50 metros livres. Tem má formação congênita no braço direito, o que não impediu de ser campeão pan-americano em Bogotá, em 2009, nos 100 metros peito.

Outro que é exemplo de dedicação  ao esporte e que participa da natação dos Parajasc é Marcos Aurélio Gonçalves, de 64 anos, classe S8,  um ex-bombeiro de Lages. O atleta sofreu um acidente de moto em 2007 em sua cidade. “Como consequência perdi os movimentos do braço direito devido ao arrancamento de nervos”, diz.

Em Chapecó Marco Aurélio foi mal em sua prova, os 100 metros, estilo crawl e se justifica. “Sou atleta de maratonas aquáticas, que são realizadas em mar aberto com extensão de 1.500 a três mil metros. Já participei de 70 maratonas ao longo de minha carreira e já venci 30, então nos Parajasc venho aqui só participar, pois provas de piscina não são minha especialidade”. 

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Antonio Prado

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Integrantes do CPB elogiam nível técnico dos Parajasc 2014

Chapecó - A catarinense Elizabeth Albano, árbitra de bocha paralímpica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o carioca Alex Alonso, coordenador de arbitragem da Associação Nacional de Desporto Para Deficientes (Ande), entidade parceira do CPB nos grandes eventos esportivos nacionais, têm um pensamento em comum: o nível técnico dos Parajasc, que estão sendo realizados em Chapecó, é muito bom. Os dois estão trabalhando no torneio da bocha paralímpica dos Parajasc.

Elizabeth destaca que nos Parajasc estão atletas que participaram do Parajuvenil, no ano passado, na Argentina. “Cada evento que acontece percebemos que o nível técnico da competição tem se elevado. Isso é fruto de muito trabalho, dedicação e comprometimento”, avalia.

Para Alex Alonso o desporto catarinense vem crescendo de forma significativa nos últimos anos e isso pode ser creditado aos Parajasc. “É um evento excepcional. Qual o Estado brasileiro que tem uma competição com 2.500 atletas como os Parajasc?”, pergunta-se, para em seguida elogiar: “É um evento super organizado. Espetacular”.

Os Parajasc são uma promoção do Governo de Santa Catarina, por meio da Fesporte em parceria com a prefeitura de Chapecó.

Confira abaixo o vídeo com entrevistas dos integrantes do CPB

 

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Confira em vídeo o resumo do 2º dia de competições

Chapecó - Veja em vídeo alguns momentos desta quarta-feira (28), segundo dia de competições dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina, os 10º Parajasc, em Chapecó. Em destaque, o atletismo, a bocha paralímpica, o xadrez, basquete e o tênis de mesa. A principal competição do paradesporto catarinense prossegue até o próximo sábado, dia 31, na cidade do Oeste.

 

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Paratletas de Itajaí atuam de luto em Chapecó

Chapecó - Quem observou nesta quarta-feira (28) um paratleta de Itajaí, atual campeã e uma das maiores delegações dos Parajasc em 2014, em alguma das praças esportivas de Chapecó, notou uma curiosidade: uma tarja preta no uniforme de todos os participantes. A razão foi o luto pelo falecimento, na véspera, do vereador Elói Camilo da Costa, um incentivador durante muitos anos do esporte na cidade.

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Bocha paralímpica celebra o crescimento nos Parajasc

Chapecó - Torcida compenetrada, técnicos e atletas ansiosos. Foi com esta atmosfera que iniciou nesta quarta-feira (28) a bocha paralímpica dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), em Chapecó. A modalidade é destinada aos atletas com paralisia cerebral severa, e que utilizem cadeira de rodas, calhas e bolas específicas para a disputa da competição. O ginásio do Sesc praticamente tomado de gente era uma prova que a modalidade foi caindo no gosto popular de torcedores e esportistas.

“Antes eram apenas três atletas no início da modalidade nos Parajasc, em 2007, de Jaraguá do Sul”, disse Aline Barros, coordenadora do Programa Paradesportivo da Fundação Municipal de Esporte e Lazer de Itajaí, “Agora são 52”, completou. Durante todo o dia, o que se viu no ginásio do Sesc foram partidas com com muita estratégia e jogadas de efeito. A competição prossegue até sábado, dia 31, sempre no ginásio do Sesc.

Como a bocha convencional, a bocha paralímpica é um jogo de planejamento e estratégia. É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. A habilidade e a inteligência tornam-se fundamentais no desenvolvimento das jogadas, com aplicação de técnicas e táticas adequadas a cada superação das deficiências.

Fernando, de Itajaí, o maior destaque

A bocha paralímpica é divida em algumas classes. A BC1, destinada a atletas com paralisia cerebral que conseguem arremessar a bola. Podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola. Tem ainda a classe BC2, para jogadores com paralisia cerebral com mais facilidade para arremessar a bola do que os da classe BC1; e também BC3, para os participantes com paralisia cerebral que não conseguem arremessar sozinhos e utilizam uma rampa ou calha, com auxilio de um calheiro. Há ainda a classe BC4, composta por atletas com outras deficiências severas com dificuldade para arremessar. Quanto menor o número da classe, maior a limitação do competidor.

Entre os 52 atletas da bocha paralímpica que estão em Chapecó, o maior destaque é Fernando Wolfran, 33 anos, de Itajaí, que participou de todos os torneios da modalidade desde 2007. Tem no currículo quatro medalhas de ouro e três de prata na classe BC3. “Ele evoluiu muito em seu jogo”, atesta a mãe de Fernando, dona Marlete Wolfran, “tanto que conseguiu ser vice-campeão brasileiro em 2009”, complementou, a mãe toda orgulhosa.

“Este torneio aqui em Chapecó tem um nível técnico muito bom”, ressaltou Elizabeth Albano, árbitra de bocha paralímpica do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que está na organização da arbitragem dos Parajasc. “Santa Catarina está de parabéns por esse evento e é exemplo para o Brasil”, completou Alex Alonso, que veio do Rio Janeiro para trabalhar nos Parajasc, e é coordenador de arbitragem da Associação Nacional de Desporto Para Deficientes (Ande), parceira da CPB em competições nacionais.

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Jaime, 62 anos, é exemplo no tênis de mesa

Chapecó - O tênis de mesa dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc) começou na terça-feira (27) no ginásio Ivo Silveira, em Chapecó, com a participação de 130 atletas com deficiência física (DF), auditiva (DA) e Intelectual (DI). Entre todos, um atleta se destaca por ser o único da competição a ter as três deficiências juntas: Jaime Jair Agliarde, 62 anos, do município de Xaxim.

Competindo na categoria DI (pois é obrigado a optar por uma categoria), Jaime já disputou duas partidas, com uma vitória e uma derrota. Na estreia, na terça, revés por 3 a 0 para William Farias, de Lages, e nesta quarta, pela segunda rodada, venceu por 3 a 0 a Jean Matheus Dias, de Joaçaba. Para seguir adiante (a competição vai até sexta), necessita de mais uma vitória.

“Ele é um amante do tênis de mesa e pratica a modalidade há 16 anos”, revelou Izanete Zanco, professora e técnica na Apae de Xaxim. “Todos os anos ele diz que vai parar, mas, quando chega a hora de competição, ele intensifica os treinamentos e viaja com a delegação. E é essa determinação que faz dele um atleta vencedor, já que ele ganhou várias medalhas em diversos torneios que participamos”, disse Izanete. Jaime treina duas vezes por semana com uma hora de duração cada treinamento.

A treinadora explica que Jaime já nasceu com as deficiências e se comunica por meio de Libras, a língua de sinais dos surdos. A mão esquerda do atleta é atrofiada, tem afundamento no tórax e as pernas são disformes, o que dificulta o andar. Para chegar até a mesa de jogo é necessário ser carregado por amigos e usa uma bengala para se equilibrar. Com a raquete na mão, no entanto, deixa de lado todas as dificuldades e se transforma numa criança, em que deixa transparecer uma alegria indescritível, como se a raquete fosse o mais formoso brinquedo. E o talento aparece aplicando saques técnicos e bolas rápidas.

“Este senhor é um exemplo de amor ao esporte, pois sendo ele o atleta de tênis de mesa mais comprometido fisicamente e ainda sendo surdo e mudo, nos dá o prazer de competir de forma alegre e dinâmica”, destaca Ivon Shindler, coordenador do tênis de mesa dos Parajasc.

Os 10º Parajasc são uma promoção da Fesporte, em parceria com a prefeitura de Chapecó e Secretaria de Desenvolvimento Regional. Os Jogos terminam no sábado, dia 31.

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Coordenador dos Parajasc: "delegações estão motivadas"

Chapecó - Atendendo à imprensa na manhã desta quarta-feira na Comissão Central Organizadora (CCO) dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc) no  Centro de Eventos Plínio Arlindo de Ness, em Chapecó, o diretor de esporte da Fesporte e coordenador geral  dos Parajasc Marcelo Kowalski fez uma avaliação do primeiro dia de competição. Confira o áudio da entrevista.

Ouça aqui a entrevista

 

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Atletismo estreia nos Parajasc e alegra atleta com Down

Chapecó - A terça-feira (27) foi marcada pelo primeiro dia de competição do atletismo dos Jogos Abertos Paradesportivo de Santa Catarina (Parajasc) em Chapecó. Com a pista do Complexo Esportivo Verdão tendo um bom público a modalidade distribuiu na primeira etapa nove medalhas de ouro para atletas com deficiência auditiva (DA) e intelectual (DI), que inclui participantes de síndrome Down. Nesta quarta-feira (28) o atletismo prossegue com as disputas ainda no DA e DI e se encerra na quinta-feira (29) com  a participação dos atletas com deficiência física (DF) e visual (DV).

Veja um vídeo com alguns dos melhores momentos do primeiro dia do atletismo

Faça aqui o download dos boletins atualizados dos Parajasc

Entre os cerca dos 900 atletas que estavam na pista do Complexo Esportivo Verdão, nesta terça-feira, uma das mais animadas era Dinane Priscila Correa, 15 anos, de Rio Sul, que disputou a prova dos 100 metros para atletas com síndrome de Down. “Vou ganhar, vou ganhar”, dizia antes da largada de sua bateria com oito participantes – a prova era final por tempo dividida em três baterias. O árbitro deu o tiro de partida e Dinane disparou, mas chegou em quinto lugar em sua bateria e no final de todas as baterias terminou na 13ª posição na competição.

“Guanhei, guanhei!”

Apesar de distante do pódio dizia para si mesma: “eu ganhei, eu ganhei, não disse que eu ia ganhar”. O retrato era de felicidade. Antes da disputa Dinane era uma das mais animadas em sua bateria. Ria, brincava com as companheiras de prova e dizia: “eu vou ganhar, vou ganhar”. Vaidosa ao extremo era a única com batom nos lábios. Após o fim da prova foi abraçar sua técnica e professora da Apae de Rio do Sul Isabel Cristina. “Isabel, eu ganhei, ganhei”, contou com alegria. “Para ela, ela sempre ganha”, disse Isabel, que confessou conviver com uma Dinane vaidosa e alegre na Apae. “Lá ela gosta de dançar e desfilar, é uma figura”, atesta Isabel.

Além de Dinane, o primeiro dia do atletismo dos Parajasc revelou alguns destaques por conta da conquista da medalha de ouro em suas provas. Foi o caso de  Vaneza Wons, de Quilombo, no salto em distância DA e ainda os atletas de Palmitos Alexandre Staudt, no salto em altura DI, Simone Inês Ludke, no arremesso de peso DA, e Pauline Riese, no lançamento de disco DI.

Os Parajasc são uma promoção da Fesporte em parceria com  a prefeitura de Chapecó.

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Esportistas participam de curso de arbitragem de bocha paralímpica

Chapecó - Na manhã desta terça-feira (27), professores de educação física e dirigentes esportivos participaram de um curso de arbitragem de bocha paralímpica. O curso faz parte da programação da 10ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), que estão ocorrendo em Chapecó. O estudo, realizado no auditório do Centro de Eventos Arlindo de Nes, foi ministrado por Elizabeth Albano, árbitra do Comitê Paralímpico Brasileiro e coordenadora da modalidade nos Parajasc. 

A bocha paralímpica começa nesta quarta-feira e os participantes do curso realizarão a parte teórica do estudo arbitrando partidas dentro do torneio. No conteúdo programático do curso, regras do jogo e diversas simulações de partidas e formas de atuação do árbitro dentro da competição. 

Competem na bocha paralímpica paralisados cerebrais severos que utilizam cadeira de rodas. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de jack (conhecida no Brasil como bolim). É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. 

Entenda a bocha paralimpica

Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes.

Antes de começar a partida, o árbitro tira na moeda (cara ou coroa) o direito de escolher se quer competir com as bolas de couro vermelhas ou azuis. O lado que escolhe as vermelhas inicia a disputa, jogando primeiro o jack e uma bola vermelha. Depois, é a vez da bola azul entrar em ação. A partir de então, os adversários se revezam a cada lance para ver quem consegue posicionar as bolas o mais perto possível do jack. As partidas ocorrem em quadras cobertas, planas e com demarcações no piso. A área do jogo mede 6m de largura por 12,5m de comprimento.

Para ganhar um ponto, o atleta precisa jogar a bola o mais próximo do jack. Caso este mesmo jogador tenha colocado outras esferas mais próximas do alvo, cada uma delas também vale um ponto. Se duas bolas de cores diferentes ficam à mesma distância da esfera branca, os dois lados recebem um ponto. Vence quem acumula a maior pontuação.

As partidas são divididas em ends, que só terminam após todas as bolas serem lançadas. Um limite de tempo é estabelecido por end, de acordo com o tipo de disputa. A contagem começa quando o árbitro indica quem fará o lance até quando a bola para. Nas competições individuais, são quatro ends e os atletas jogam seis esferas em cada um deles. Nas duplas, os confrontos têm quatro partes e cada atleta tem direito a três bolas por período. Quando a disputa é por trios, seis ends compõem as partidas. Neste caso, todos os jogadores têm direito a duas esferas por parte do jogo.

A bocha paralimpica dispõe de algumas especificidades:

BC1: atletas com paralisia cerebral que conseguem arremessar a bola. Podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola.

BC2: atletas com paralisia cerebral com mais facilidade para arremessar a bola do que os da classe BC1. Não há assistência.

BC3: atletas com paralisia cerebral que não conseguem arremessar sozinhos e utilizam uma rampa (CALHA)  para isso.

BC4: atletas com outras deficiências severas com dificuldade para arremessar.

Quanto menor o número, maior a limitação do competidor.

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Antonio Prado

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Celebração e homenagens na abertura dos Parajasc

Chapecó – Uma noite de homenagens e celebração marcou a cerimônia de abertura da 10ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc). Com um grande público presente ao Ginásio do Sesc, Chapecó fez uma bonita festa para lembrar as origens da principal competição do paradesporto catarinense, que começou na cidade em 2005.

Veja o vídeo com alguns dos melhores momentos da cerimônia de abertura

Faça aqui o download dos boletins atualizados dos Parajasc 2014

As 63 delegações que participam dos 10º Parajasc foram citadas e fizeram muita festa, em especial os anfitriões de Chapecó. O diretor de esporte da Fesporte e coordenador-geral dos Parajasc, Marcelo Kowalski, citou a empolgação dos paratletas no discurso: “É um momento muito especial para todos nós e vocês são as grandes estrelas dessa noite e desses Jogos”, afirmou.

Um dos momentos marcantes da noite foi o acendimento do fogo simbólico, conduzida pelo paratleta Miguel Barbosa dos Santos, deficiente visual, que desceu uma tirolesa desde as arquibancadas até o palco, onde passou a tocha a outro paratleta de Chapecó, Albano Ivo Bock, que é deficiente auditivo e participa dos Parajasc desde a primeira edição. Na sequência, o juramento do atleta foi feito por Ademir Moro e seguido por todos os presentes.

Por fim, os Jogos foram oficialmente abertos em conjunto pelo prefeito de Chapecó, José Caramori, o diretor da Fesporte e coordenador-geral dos Parajasc, Marcelo Kowalski, e pelo secretário regional da 4ª SDR, Américo do Nascimento Júnior. 

A cerimônia teve ainda apresentações artísticas que emocionaram a platéia conduzidas por alunos do Capp e da Apae de Chapecó 

 

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Veja por que paratletas passam pela classificação funcional

Chapecó - As competições dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc) começam a partir desta terça-feira (27) em Chapecó. A segunda-feira (26) é reservada para a chegada das delegações, cerimônia de abertura e início da classificação funcional dos paratletas. Momento apropriado para explicarmos, afinal, do que se trata a classificação funcional (CF)?

Confira o Boletim 01 dos Parajasc 2014

A CF constitui-se em uma forma de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e competitiva, colocando as deficiências semelhantes em um grupo determinado de atletas. Isso permite oportunizar a competição entre indivíduos com vários graus de deficiência, pois o sistema de classificação eficiente é o pré-requisito para uma competição mais equiparada.

Cada esporte tem um próprio sistema de classificação funcional do atleta, realizado através de três avaliações. Primeiro, é feito um exame físico para verificar exatamente de qual patologia o competidor sofre. Depois, na avaliação funcional, são realizados testes de força muscular, amplitude de movimento articular, medição de membros e coordenação motora. A última etapa é o exame técnico, que consiste na demonstração da prova em si, com o atleta usando as adaptações necessárias. São observadas a realização do movimento, a técnica utilizada, assim como as próteses.

Avaliadores do Comitê Paralímpico Brasileiro

Nos Parajasc, a equipe de classificadores funcionais é formada por 25 profissionais entre médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, psicopedagogos e professores de educação física. Grande parte destes profissionais são oriundos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).  Antes da competição, os paratletas passam por estes profissionais que analisam o grau de deficiência de cada participante. São atletas com deficiência auditiva (DA), intelectual (DI), física (DF) e deficiência visual (DV).

Fazem parte da programação dos Parajasc o atletismo, tênis de mesa, xadrez, futsal, ciclismo, goalball, handebol em cadeira de rodas, natação, xadrez, basquete para cadeirantes, bocha e bocha paralímpica. E para cada modalidade há especificidades para a classificação funcional baseadas nas habilidades funcionais, identificando as áreas chaves que afetam o desempenho do atleta para a performance básica do esporte escolhido.

A habilidade funcional necessária independe do nível de habilidade ou treinamento adquirido. Um atleta que compete em mais de um esporte recebe uma classificação diferenciada para cada modalidade.

As deficiências correspondentes às modalidade são representadas por siglas, oficializadas pelo Comitê Paralímpico Internacional e fazem sempre referência ao nome da modalidade ou da deficiência em inglês, e os números indicam o grau de comprometimento de acordo com a lesão.

Atletismo

A letra “F” (de field, em inglês) é utilizada para provas de campo, como arremesso, lançamentos e saltos.

 A letra “T” (de track, em inglês) é utilizada para corridas de velocidade e fundo. Entenda a numeração:

 De 11 a 13: deficientes visuais.

20: deficientes intelectuais.

21: Síndrome de Down.

22: Deficiência Auditiva (Surdos)

31 a 38: paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes).

40: anões• 41 a 46: amputados e outros.

51 a 58: competem em cadeiras (sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação).

Basquete em cadeira de rodas

Os atletas recebem uma classificação funcional que varia de 1 a 4,5 pontos, de acordo com o comprometimento motor: quanto menor o comprometimento do atleta, maior a pontuação. Durante o jogo, a soma total dos cinco jogadores não pode ultrapassar os 14 pontos.

Bocha

BC1: atletas com paralisia cerebral que conseguem arremessar a bola. Podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola.

BC2: atletas com paralisia cerebral com mais facilidade para arremessar a bola do que os da classe BC1. Não há assistência.

BC3: atletas com paralisia cerebral que não conseguem arremessar sozinhos e utilizam uma rampa (CALHA)  para isso.

BC4: atletas com outras deficiências severas com dificuldade para arremessar.

Quanto menor o número, maior a limitação do competidor.

Ciclismo

B: atletas com deficiência visual que competem no tandem (bicicleta com dois assentos) com um ciclista sem deficiência no banco da frente.

H1-H4: atletas paraplégicos que utilizam a handbike (bicicleta especial em que o impulso é dado com as mãos).

T1-T2: atletas com deficiência que tenham o equilíbrio afetado e precisem competir usando um triciclo.

C1-C5: atletas com deficiência que afeta pernas, braços e/ou tronco, mas que competem usando uma bicicleta padrão.

Goalball

Todos os atletas usam vendas para que haja igualdade de condições.

 B1:  Cego total: nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos ou percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer formatos a qualquer distância ou em qualquer direção.

B2:  atletas com percepção de vultos.

B3:  atletas que conseguem definir imagens.

Natação

A letra “S” antes da classe representa provas de estilo livre, costas e borboleta. As letras “SB” refere-se ao nado peito, enquanto “SM” indica eventos medley individuais. Como o nado peito exige maior impulsão com a perna, é comum que o atleta esteja em uma classe diferente neste estilo em relação aos outros. O mesmo acontecer com as provas medley. Quanto menor o número, maior a deficiência.

1- 10: atletas com deficiências físicas.

11-13: atletas com deficiências visuais.

Os da classe 11 tem pouca ou nenhuma visão.

14: atletas com deficiências intelectuais

Tênis de mesa

Há 11 classes no tênis de mesa. Quanto maior o número, menor o comprometimento físico-motor.

TT1, TT2, TT3, TT4 e TT5 -  atletas cadeirantes

TT6, TT7, TT8, TT9, TT10 - atletas andantes

TT11 - atletas andantes com deficiência intelectual

Tênis em cadeira de rodas

Classe aberta: atletas com deficiência para se locomover (medula ou amputação), mas sem comprometimento de braços e mãos.

Classe “quad”: atletas com deficiências que afetem, além das pernas, o movimento dos braços, dificultando o domínio da raquete e da movimentação da cadeira de rodas. Nesta classe, homens e mulheres podem competir juntos.

Handebol em cadeira de rodas

A proposta do Handebol Adaptado em Cadeiras de Rodas é parecida com a modalidade do Handebol tradicional de salão, sua maior diferença está na redução da trave para 1,60m, através da colocação de uma espécie de placa 48 cm que possibilita a defesa do goleiro.

 Essa modalidade é dividida em duas categorias Handebol em Cadeiras de Rodas 4 (HCR4), que tem como base as regras do Handebol de Areia, que apresenta as seguintes características: a partida é disputada em quadra de basquete, a equipe é formada por 4 jogadores, mais 4 reservas onde o goleiro não é fixo, com dois tempos de 15 minutos e 5 minutos de intervalo, após o final de cada período o placar é zerado, persistindo empate e acrescentado mais 10 minutos para decidir o vencedor através de um gol de ouro.

Xadrez

Para deficientes visuais, as peças do xadrez possuem um pino de fixação embaixo e as pretas tem alguma característica que pode ser uma ranhura ou um preguinho sobre elas, para que as mesmas possam ser diferenciadas das brancas, com o tato. 

O tabuleiro possui 8 linhas e 8 colunas, formando assim 64 casas de cores alternadas, 32 brancas e 32 pretas. No tabuleiro adaptado as casas pretas são mais elevadas que as brancas e todas possuem um orifício para que a peça seja fixada. Usa-se a anotação algébrica das casas para sua identificação.

 As colunas representadas pelas letras de A até H e as linhas de 1 a 8, ouseja vai de A1 A H8. Para facilitar o entendimento da pronuncia da casa é utilizado nomes próprios para cada letra: A, Ana; B, Bela; C, Cézar; D, David; E Eva; F, Félix; G, Gustav; H, Hector.

Além de atletas com deficiência visual o xadrez é oferecido nos Parajasc aos participantes com deficiência física e auditiva.

Informações adicionais

Antonio Prado

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10ª edição começa nesta segunda-feira em Chapecó

Chapecó - Começa nesta segunda-feira (26) a 10ª edição dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina, os Parajasc. Até o próximo sábado, dia 31, cerca de 2,5 atletas com necessidades especiais vão representar 63 municípios catarinenses nas quadras, piscinas e pistas da cidade que tem uma ligação íntima com a competição: foi em Chapecó, em 2005, que os Parajasc nasceram. A cerimônia que celebra os 10 anos do evento que se tornou ícone do paradesporto catarinense e nacional será nesta segunda, às 19h, no Ginásio do Sesc, e promete muitas surpresas e homenagens.

Faça aqui o download da programação dos Parajasc 2014

Confira onde serão disputadas todas as modalidades em Chapecó

Ao todo, serão nove as modalidades disputadas - atletismo, natação, handebol, bocha, xadrez, tênis, goalball, futsal e ciclismo - divididos entre deficientes auditivos (DA), intelectuais (DI), físicos (DF) e visuais (DV). É a soma da pontuação em cada uma das modalidades que apontará o campeão-geral dos Parajasc em 2014.

Três delegações são apontadas como as favoritas ao título: justamente o trio que se dividiu nas conquistas das edições anteriores. A anfitriã Chapecó terá a maior delegação e quer a conquista em casa. Itajaí é a atual campeã e vai em busca do bi e Joinville, que viu sua sequência de conquistas quebradas no ano passado, quer voltar a vencer a competição.

"Independente do título-geral, o importante de uma competição como os Parajasc é o congraçamento dos paratletas, o sentimento de vitória e de superação dos próprios limites de cada um deles e a expansão importantíssima do paradesporto para mais e mais municípios do nosso Estado", destacou o diretor de Esporte da Fesporte, Marcelo Kowalski, que também é o coordenador-geral dos Jogos.

" A Feporte se orgulha demais de fazer parte da evolução do paradesporto catarinense nestes 10 anos de Parajasc, e seguiremos fazendo a nossa parte. Mas nada disso seria possível sem o espírito vencedor desses guerreiros que são os paratletas, verdadeiros exemplos para todos nós", disse o presidente da Fesporte, Erivaldo Caetano Junior, o Vadinho.

Os Jogos Abertos Paradesportivos são uma promoção do governo do Estado, por intermédio da Fesporte, com apoio da Prefeitura Municipal de Chapecó e da 4ª Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR).

Mais informações:

Rodrigo Braga

Ass. Comunicação Fesporte

48 8802-7742

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