Prado

Ao completar 27 anos de fundação da Fesporte o esportista Adalir Pecos Borsatti lembra em vídeo como criou a entidade em 1993. As primeiras reuniões, a estrutura, a primeira logomarca, enfim, confira a primeira parte de uma entrevista inédita com todas as nuances da criação da Fesporte.  Natural de Presidente Castelo Branco, Pecos, aos 71 anos, foi o primeiro presidente da entidade, em 1993, e também no período de 2011 a 2013. Como atleta praticou vôlei, atletismo, handebol, basquete, punhobol e paddel. Confira a entrevista. Ela está imperdível.

Dando continuidade a semana de festejos pelo aniversário da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), 27 anos, segunda-feira, dia 6, postamos a primeira parte de um video em que personalidades esportivas de Santa Catarina parabenizam a instituição, que foi fundada em 1993.

O esporte catarinense perdeu nesta terça-feira, 7, no Hospital São Miguel, em Joaçaba, uma das grandes figuras do esporte catarinense:  morreu aos 90 anos Ruddy José Nodari, que em 1960 auxiliou Arthur Schlösser na implantação dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) em Brusque. Natural de Herval d' Oeste, seu Nodari, até terça, era última lenda viva da tríade fundamental da criação dos Jasc composta por Artur, Rubens Faccnini e ele. De acordo com familiares, Ruddy estava em casa até o meio-dia e foi ao hospital para cuidados paliativos quando passou mal.

O corpo está sendo velado  na Funerária Frei Bruno de Joaçaba e acontecerá das 08h às 15h, em função da pandemia será restrito aos familiares e amigos próximos. O enterro será no Cemitério Nossa Senhora da Glória em Herval d' Oeste, sua cidade natal.

O presidente da Fesporte, Rui Godinho, lamentou o falecimento de seu Nodari. “Perdemos uma lenda do nosso esporte. Seu Rudy deixa um grande legado ao esporte catarinense. Em vida foi um exemplo de caráter, de amor incondicional ao esporte. Vai fazer falta. Descanse em paz seu Rudy e muito obrigado por tudo”, agradece Rui Godinho.

Ruddy Nodari nos Jasc de 2018 em Caçador (Foto: Antonio Prado/Fesporte)

Em 1960, logo no início dos trabalhos da primeira edição dos Jasc, em Brusque, o criador da competição, Arthur Schlösser, estava montando sua equipe para organizar o evento e soube, por peio de seu auxiliar, Rubens Faccnini, que Nodari tinha experiência em eventos esportivos, já que em 1958 havia organizado e campeonato estadual de basquete. Assim o 'pai dos Jasc' convidou Nodari para fazer parte da equipe organizadora da primeira edição dos Jogos Abertos. E para isso Nodari largou a função de dirigente de Joaçaba para se dedicar exclusivamente aos Jasc.

"Antes de assumir como dirigente dos Jasc eu estava na competição como dirigente joaçabense comandando nossa delegação composta pelos times de basquete e voleibol, ambos no masculino, que vieram em duas kombis e uma rural, que baita delegação, hein?", relembrou Nodari, em 2014, ao blog Memória Esportiva de Santa Catarina.

Deste então seu Ruddy foi uma espécie de faz-tudo nos Jasc. Foi árbitro auxiliar de atletismo e natação, além de integrante do Tribunal de Justiça durante as competições. Foi ainda instrutor de cronometristas de basquete, atletismo, natação, entre outras modalidades e preparava os colaboradores a criar as súmulas dos jogos. 

Ruddy José Nodari nasceu em 17 de novembro de 1929 em Herval d'Oeste, SC, e formou-se em filosofia na cidade de São Paulo. Na atividade esportiva foi presidente da Liga Esportiva do Meio Oeste Catarinense (Leoc) de 1954 a 1964 e colaborador direto de Arthur Schlosser, na criação dos Jogos Abertos de Santa Catarina em 1960, tendo participado ativamente em todas as edições.

 A sua importância para os Jogos Abertos rendeu a Ruddy José Nodari uma homenagem. Em 1995 recebeu a Comenda do Mérito Esportivo, título concedido pelo Conselho Estadual de Esporte a pessoas que tenham se destacado ou prestado relevantes serviços ao esporte catarinense ou nacional.

Por 20 anos Nodari foi executivo da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), coordenador regional do Sesi da região do Vale do Rio do Peixe, com a formação de Técnico em Planejamento. Foi sócio fundador do Rotary Club em 1968.

Ruddy José Nodari foi vereador na cidade de Herval d’Oeste de 1972 a 1977 e eleito prefeito em 1976, exercendo esta função até o ano de 1983, período no qual lutou pela instalação de uma unidade de Bombeiro Militar na cidade, conseguindo em 1980. Foi presidente da Associação dos Municípios do Meio-Oeste Catarinense (Ammoc) por duas gestões.

Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte

Abaixo, em vídeo, Ruddy Nodari fala ao site Memória Esportiva de SC como auxiliou na implantação dos Jasc em 1960

 

Não perca. A partir desta quinta-feira, dia 9, assista neste site um vídeo/entrevista  com o professor e esportista Adalir Pecos Borsati,  que em 1993 foi o idealizador da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte). O documento faz parte das comemorações pelos 27 anos da Fesporte, ocorridos na segunda-feira, dia 6. A segunda parte da entrevista vai ao ar na sexta-feira, dia 10.

A Fesporte foi criada por meio da Lei Criada em 1993 por meio da Lei 9.131. Na entrevista Pecos relembrará  as primeiras reuniões, a estrutura, a primeira logomarca, a parceria com a imprensa, a adesão do governo e deputados, enfim, todas as nuances da criação da Fesporte. Imperdível!  

 

Na próxima segunda-feira, dia 6, a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), completará 27 anos de fundação. Ao longo dos anos mais de 10 milhões de atletas passaram pelos 10 eventos esportivos da instituições como Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc), Olesc, Joguinhos, Moleque Bom de Bola, Dança Catarina, entre outros.

Nomes como o atleta da seleção brasileira e Flamengo, Felipe Luis, Guga, no tênis,  Natalia Zilo, campeã olímpica de voleibol, são apenas alguns das centenas de nomes que brilharam e brilham no mundo que foram revelados pelos eventos da Fesporte.

Segundo dirigentes do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) a Fesporte chega aos 27 anos sendo uma das grandes instituições públicas esportivas do Brasil. Prova disso é que nos últimos anos Santa Catarina figura entre as primeiras colocações em eventos nacionais como Jogos Escolares da Juventude, organizados pelo COB, e Paralimpíadas Escolares, que levam a assinatura do CPB. As delegações de ambas competições são gerenciadas pela Fesporte.

Na data especial, Adalir Pecos Borssatti, fundador da Fesporte, em 1993, só tem a parabenizar a instituição. “Quero transmitir meus cumprimentos a todos os integrantes que dirigem a Fesporte, em especial aos educadores esportivos. É uma data importante e eu espero  que se tenham sempre recursos e melhores condições para o esporte catarinense”. Pecos dirigiu a Fesporte em 1993, sendo o primeiro presidente, e voltou ao cargo em no período de 2011 a 2013.

Texto: Antonio Prado/Ascom Fesporte

NOSSA MEMÓRIA

Dando prosseguimento à sessão Nossa Memória o site da Fesporte relembra o grande campeão do atletismo: José Maria Nunes, o Zé Maria, o maior medalhista dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc). Ele soma 29 medalhas de ouro distribuídas em provas como os 5.000, 10.000 e 1.500 mil metros. Natural de Campos Novos, atuou como atleta e técnico por Porto União, Blumenau e Florianópolis.

A história das provas de resistência do atletismo em Santa Catarina pode ser dividida em duas etapas. Na primeira, até o início da década de 1990, brilhou um homem franzino, filho de uma família humilde do município de Campos Novos, no Meio-Oeste de Santa Catarina. José Maria Nunes, o Zé Maria, conquistou por 11 anos seguidos a medalha de ouro na prova dos 10.000 metros, prova em que também chegou ao título do Troféu Brasil de Atletismo, com direito a recorde. Venceu ainda por nove vezes consecutivas os 5.000 metros nos Jasc. Aposentou as sapatilhas de corredor fundista em 1982, mas ainda seguiu colecionando conquistas nos Jogos Abertos, como treinador das equipes de Blumenau e Florianópolis. Revelou para as pistas nomes como Silvana Pereira, Evaldo Rosa, Márcia Narloch e Alexandre Vaz.

Eternizado em provas de longa distância

Nossa olimpíada barriga-verde, os Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) forjaram também seus mitos. Eternizado nas provas de longa distância, o ex-lavrador José Maria Nunes habita este universo. Franzino, filho de numerosa família de Campos Novos, foi “peão de fazenda” – como ele diz – até aos 18 anos de idade quando se transferiu para Porto União, a fim de cumprir o serviço militar.

No quartel, em 1968, teve o primeiro contato com o atletismo, ganhou uma prova do Batalhão e começou uma trajetória de conquistas e glorias.

Nos Jogos Abertos de Mafra, naquele mesmo ano, vieram as duas primeiras vitórias, nos 5 mil e 10 mil metros rasos, representando a sua base, Porto União. No início, ele costumava correr descalço. Certo dia, deram-lhe um tênis novo. “Depois de algumas voltas na pista, meus pés começaram a sangrar; acho que era um daqueles calçados tipo Conga da época”, lembra, achando graça da sua ingenuidade. “Ganhei a prova, mas esta é a pior recordação dos Jogos Abertos”.

Sapatilha com pregos

Tão dura quanto essa é a lembrança de 1974, nos Jogos de Criciúma. Um atleta, por acidente, afundou os pregos da sapatilha no calcanhar de José Maria . “Ainda assim, com risco de infecção, dores horríveis e tudo mais, corri os 10 mil, os 5 mil e os 1.500 metros e o revezamento 4x400, ganhando as quatro provas”, conta.

Até 1981, defendendo as cores de Blumenau e de Florianópolis, foram 11 títulos consecutivos na prova dos 5 mil metros e muitos outros nas demais provas de resistência. Zé Maria, como é conhecido, ganhou também destaque nacional quando se tornou campeão do Troféu Brasil, em 1980 – prova de dez quilômetros.

Já nos anos de 1973 e 1974, ele mostrava ser um fundista fora de série, quando se tornou recordista brasileiro universitário dos 5 mil e 10 mil metros rasos. Esteve entre os melhores fundistas do mundo, com excelentes resultados na São Silvestre e na corrida de Angola. Foi campeão na Argentina e ficou em quarto lugar no México em 1982, ano em que deixou definitivamente as competições.

Rei das pistas

Nas estatísticas dos Jogos Abertos, o “Rei das Pistas” figura como o maior medalhista de todos os tempos no atletismo, com 28 medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze – segundo levantamenteo feito pelo professor Deraldo Oppa, presidente da Federação Catarinense de Atletismo.

O feito de Zé Maria é impressionante em todos os sentidos. Primeiro por ser um atleta que começou a correr aos 19 anos. Segundo, por conta da sua especialidade, as provas de longa distância. E, terceiro, pelo fato de que já faz quase três décadas que Zé Maria parou de competir e ainda não apareceu ninguém que conseguisse igualar a sua marca.

E olha que ele até ajudou. Transmitiu sua experiência treinando grandes atletas catarinenses como Evaldo Rosa da Silva, Paulo César Zimmer, Silvana Pereira, também multimedalhistas dos Jasc, além de Márcia Narloch, Maria Andrade e Alexandre Vaz.

Técnico da seleção brasileira

Durante dois anos, Zé Maria Nunes foi técnico da Seleção Brasileira Juvenil de Atletismo e, por quase 10 anos, das equipes masculina e feminina de atletismo de Florianópolis.

Campeão nas pistas, depois de uma vida sofrida – “mas digna”, ressalta – José Maria Nunes alcançaria também o sonho de se tornar professor. Tarefa nada fácil para quem aos 19 anos tinha apenas o 2º primário. Determinado, aos 24 anos, concluiu o ensino médio, prestou vestibular e foi aprovado no curso de Educação Física. Mesmo após interromper os estudos para trabalhar e sustentar a família, Zé Maria se formaria e, mais tarde, concluiria também a pós-graduação em fisiologia do treinamento.

“Nunca ganhei salário para competir, estudava, trabalhava e treinava”, diz o campeão. “O que mais valeu foi o exemplo, pois, graças ao esporte mostrei para as pessoas que era possível e ajudei a tirar dez dos meus 14 irmãos da miséria e do analfabetismo”, lembra o ex-atleta.

Com informações do livro "Jasc 50 anos - História de vencedores" 

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