A etapa nacional das Paralimpíadas Escolares, que está sendo realizada na cidade de São Paulo, maior evento esportivo para crianças e jovens com deficiência do mundo, reúne estudantes em fases diversas de formação esportiva. E os atletas catarinenses estão se destacando com conquistas de medalhas e quebra de recordes. 

Um exemplo vem do atleta João Vitor Diamantina, de 13 anos, da Escola municipal Prof. Antônio Rohden da cidade de Braço do Norte. Ele conquistou o novo recorde no Lançamento de peso nas Paralimpíadas Escolares, superando o seu próprio recorde ao arremessar 14m51cm. Segundo a sua técnica, professora Jane Neves Pereira, "Antônio já vinha se preparando muito para esta competição, e tudo este resultado foi fruto da sua obstinação e de muito treinamento".

Outra excelente marca vem de João Vitor Moreira dos Santos, que foi recordista escolar nos 75 metros (classe T43) com o tempo de 12s38 na categoria sub16. É aluno da Escola de Educação Básica Professor Hermínio Heusi da Silva, da cidade de Romelândia (SC). O professor Elisandro afirma que esta é a primeira vez que o João Vitor participa das Paralimpíadas Escolares. "Já na fase regional ele bateu o recorde de 2019, nos 75 metros rasos. E além disso, foi campeão brasileiro no salto em distância e ainda tem chance de outro ouro nos 250 metros".

Para muitos, as Paralimpíadas Escolares são a porta de entrada para atletas que estão descobrindo o movimento paralímpico e participam de uma grande competição pela primeira vez. Ao mesmo tempo, estudantes que competem há anos neste evento chegam ao momento de se despedir dele para passar às provas de alto-rendimento.

 

Dando continuidade ao Bolsa Atleta, a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte) comunica que, nesta quinta (dia 30/11), foi realizado o pagamento da segunda parcela do benefício firmado pelo Governo de Santa Catarina. Assim como no pagamento anterior, os atletas terão até 30 dias para sacar a quantia. Vale lembrar também que os benefícios serão depositados em contas bancárias. 

O programa Bolsa Atleta SC, instituído pela Lei 18.335 de 6 de janeiro de 2022, é uma importante iniciativa do Governo Estadual, por intermédio da Fesporte, para apoiar, incentivar e fomentar o desenvolvimento desportivo em nosso Estado. O presidente Paulão ressalta que "o Governo do Estado, através da Fesporte, está realizando o pagamento rigorosamente em dia de mais uma parcela desse programa que beneficia os desportistas catarinenses. O Bolsa Atleta é mais um compromisso firmado que vem contribuindo no crescimento do segmento aqui no Estado".

O programa Bolsa Atleta tem por objetivo a manutenção pessoal e esportiva e contempla atletas do educacional, rendimento e paraolímpicos residentes nos municípios e que participam de modalidades que fazem parte dos Programas Olímpicos, Paraolímpico e Não-Olímpico, filiados e regulamentados por federações, confederações e ligas desportivas. E para isso, os atletas devem cumprir e estarem aptos de acordo com as determinações do edital do programa. 

 

A Fesporte (Fundação Catarinense de Esporte) informa que a etapa Estadual do Campeonato Catarinense Escolar de Futebol (CCEF), após aprovação pelo Conselho Estadual de Esporte, sobre mudança de data. Assim, o novo período para a competição que envolvem jovens (no feminino e no masculino) de 15 a 17 anos será entre os dias 11 e 17 de dezembro no município de Xanxerê.

As alterações foram aprovadas durante a reunião do CED, e a decisão foi tomada após a análise do pedido feito pela prefeitura de Xanxerê, devido as mudanças nas programações dos Jogos Abertos. Para que nenhuma das competições e os atletas possam ter suas performances prejudicadas, as mudanças de datas foram ratificadas.

 

Ainda não foi desta vez que o recorde de Evaldo Rosa da Silva, na prova dos 400 metros rasos foi superado durante a 62ª edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina. O atual técnico da equipe de atletismo de São Bento do Sul, antes da prova da modalidade que está sendo disputada em Timbó, tinha certeza que o atleta Douglas Mendes da Silva, de Balneário Camboriú, que em sua opinião atravessa uma grande fase, poderia quebrar a marca de 47s38 mantida por Evaldo desde o seu período de atleta. Esta é a marca mais antiga da competição: 43 anos. E nos anos que foram se passando, ele repetia a mesma frase: “Acredito que do ano que vem não vai passar”.

A história de Evaldo no atletismo catarinense é antiga. Ele tem no seu currículo uma participação nos Jogos Pan-americanos, na Venezuela, garantindo vaga para as Olimpíadas, em Los Angeles (EUA), no ano de 1983. Mas tudo começos aos 17 anos de idade, após o seu ingresso na Marinha do Brasil e lá se tornou um atleta das pistas. Ainda nas Forças Armadas venceu várias provas, mas depois foi para Jaraguá do Sul. Lá seguiu treinando e, em 1980, conseguiu estabelecer o recorde nos Jogos Abertos, que ele ainda detém. Já se passaram 43 anos e Evaldo ainda mantém o título de recordista.

“Eu fui campeão das Forças Armadas em 1980, na cidade de São Paulo no Estádio do Ibirapuera, e lá eu bati o recorde das Forças Armadas. Uma semana depois eu voltei para Santa Catarina para disputar os JASC, em Jaraguá do Sul, onde quebrei o recorde pela primeira vem com a marca de 47seg38”. A partir daí foram sequencias de competições, mas Evaldo fez questão de traçar um paralelo entra entre os anos. “Recordo que o piso era de carvão, bem diferente que é usado hoje aqui em Timbó, que é o sintético. Além disso, lembro que a sequência de competições que consegui depois de 1981 foi muito boa, pois consegui treinar cada vez mais”, disse. 

E completa lembrando a boa fase: “Realmente foi tão boa que consegui índice para disputar o Pan-americano. Porém, eu podia imaginar que tinha conseguido pegar o índice direto para às Olimpíadas, onde conquistei a medalha de prata no 4x400. Já na Olimpíada não consegui medalha, no Íbero Americano fui terceiro nos 200 metros, segundo lugar nos 400 metros. Já no Sul-americano conquistei a medalha de prata, ouro nos 4x400, e também fui prata nos 400 rasos”, finalizando com tom de saudades.

 

Acontecem entre os dias 10 a 12 de novembro, no município de Timbó as disputas de duas modalidades da Fase Estadual dos 62º Jogos Abertos de Santa Catarina, o Bolão 16 Masculino que será disputado no Clube Ginástico Guairacás e o Atletismo, que será realizado na pista sintética de Atletismo do Complexo Esportivo.

O público que prestigiar o atletismo poderá estar perto de atletas como de Letícia Oro, recordista dos JASC salto em distância; Matheus Correa, atleta olímpico e do Pan-americano na Marcha Atlética; Vinícius de Brito, recordista sul-americano dos 110 mts com barreira; Ana Cláudia Lemos, velocista dos 100 e 200 mts rasos; além de Liliane Parrela, destaque nos 400 mts com barreiras; além de outros destaques, estarão competindo nesta edição dos JASC.

Para o presidente da Federação Catarinense de Atletismo, Deraldo Ferreira Oppa, que neste ano completa 45 anos de participação nos Jogos Abertos, esta será uma grande oportunidade de ver, torcer e vibrar com as performances de nossos melhores atletas. "Vale lembrar que Santa Catarina, atualmente, vem apresentando ao Brasil atletas de ponta e que já se destacam em competições dentro e fora do Brasil", destacou. 

Rivalidades no Bolão

A modalidade de Bolão 16 masculino será neste final de semana, nas canchas da Sociedade Guairacás em Timbó. O presidente da Federação Catarinense de Bocha e Bolão, Adalberto José Bilíbio, aponta as equipes da casa, no caso Timbó e Indaial como fortes candidatas ao título dos JASC. Porém, ele destacou que as equipes de Florianópolis, Blumenau e Itajaí, por tradição, estão entre os favoritos ao título. As demais cidades participantes são: Pomerode, Brusque, Rio do Sul, Camboriú e Caçador. 

“Itajaí conta com atletas muito experientes, mas outros municípios também têm grandes nomes. Mas, com certeza, teremos ótimos confrontos com muitas disputas ponto-a-ponto. Tudo pode acontecer”, prevê. No total são dez municípios que disputam um troféu no Bolão 16. Os confrontos estão marcados a partir das 15 horas com: Itajaí x Timbó, Florianópolis x Camboriú, Pomerode x Indaial, Caçador x Brusque, Blumenau x Timbó e Rio do Sul x Camboriú.

Os Jogos Abertos de Santa Catarina voltam a sua plenitude após um cancelamento e uma edição com restrições. O evento, cancelado em 2020 por conta da pandemia, foi realizado em São José no ano passado. Porém, precisou ter várias modalidades espalhadas por outros sete municípios para evitar aglomerações, além dos cuidados básicos e regras impostam pela pandemia. Este ano, o evento esportivo será sediado por Rio do Sul, com a participação de mais de cinco mil atletas. 

Competição que revela

Os Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC) são a maior competição de esporte amador de Santa Catarina e uma das mais importantes e antigas do país. Ao longo de mais de 60 anos de existência, a competição já revelou inúmeros talentos como Gustavo Kuerten, o Guga (tênis), Luisa Matsuo (ginástica rítmica), Tiago Splitter (basquete), Ana Moser e Nathália Zílio (vôlei), Fabiana Beltrame (remo), Fernando Scherer, o Xuxa (natação), Ivan Mazziero, o Macarrão (handebol) entre tantos outros. As velocistas Tamires de Liz e Ana Cláudia Lemos, ambas atletas olímpicas, são dois dos últimos destaques.

 

O Campeonato Catarinense Escolar de Futebol (CCEF) já tem a sua história, tanto nas competições quanto na criação de fatos que os anos vão registrando. Uma delas vem da cidade de Biguaçu, município muito próximo da capital Florianópolis. E vem da Escola Incentivo que é muito ligada ao esporte e ao cuidado ‘familiar’. E quatro pessoas parte desta narrativa. A primeira é João Francisco Alcântara da Silva e sua esposa Marinete Vieira, proprietários da Escola Incentivo. Depois Paulo Ricardo de Faria e Ricardo de Faria, técnico e auxiliar da equipe, além de serem pai e filho.

Sobre a história da escola no campeonato escolar de futebol, o técnico Paulo Ricardo conta que a escola já tem tradição na competição. “Em 2003 foi o primeiro ano do projeto do colégio nesta competição. Já no ano seguinte montamos um projeto e começamos a reforçar a equipe. Em 2005 conquistamos o nosso primeiro título estadual, e depois vieram novos títulos em 2016, 2019 e 2022”, lembrou.

“Desde a criação do projeto, aproximadamente sete atletas já foram atuar em clubes profissionais. Mas além desses meninos que se destacam no futebol ou que a gente coloca em clubes, é o CCEF que dá uma grande visibilidade. Mas nosso real objetivo é dar uma bolsa de estudos para esses garotos o que acreditamos ser o mais necessário para eles. Todos eles têm o sonho de ser jogador, mas nem todos possuem condições de chegar lá. Por isso é que acreditamos na bolsa de estudos oferecida, que vai até o 3º ano do segundo grau, desde que não sejam reprovados em nenhum ano”, explicou o técnico Ricardo.

Mas João Francisco, criador da escola, diz que há 34 anos é proprietário da Escola Incentivo, de Biguaçu. “Grande parte dos 20 anos que eu e minha esposa acompanhamos essa garotada, em apenas dois campeonatos não conseguimos a classificação. Além do trabalho feito com atletas de 11 a 14 anos, já iniciamos também o mesmo trabalho com os jovens da categoria sub 17. A Fesporte criou esta categoria há dois anos, e em ambos conseguimos a classificação para o estadual. Eu e a minha esposa já estamos acompanhando essa meninada nos campeonatos há bastante tempo, mas temos que destacar a ação da Fesporte em dar uma boa estrutura para as delegações. Principalmente a questão dos hotéis e alimentação”, destacou.

João Francisco e sua esposa fazem questão de acompanhar as competições, de forma aventureira. Juntos, viajando com o seu motorhome, faz questão de lembrar: “Quem está do outro lado, a essa valorização aos atletas, fica muito satisfeito. Digo isso, porque em anos anteriores, quando ainda era chamado de Moleque Bom de Bola, os alunos ficavam em escolas sem nenhuma estrutura para isso. Trazer esses jovens, tirando eles do conforto de seus lares, para dormir num colchão apenas, às vezes até molhado pelo próprio suor, é muito ruim. Sem falar da alimentação, pois eles não se sustentam com um café da manhã simples, um almoço e um jantar. Eles querem e precisam de mais. E nós trazíamos frutas, pães, leite e sucos, para complementar a alimentação deles. Sempre damos autonomia ao técnico Ricardo para comprar o que fosse necessário para eles, mas hoje já não é mais necessário e isso é digno de elogios pela valorização. Afinal esses são jogos para integralizar os jovens dos municípios, sem fazer com que eles sofram ou tenham necessidades. E hoje, sobre esse assunto, só temos que elogiar”.

E sobre uma mensagem para a juventude, João Francisco ainda disse: “Temos muitos alunos que são carentes. E o nosso objetivo é tirar esses jovens do ostracismo dando oportunidade a eles. Porque, a gente sabe, quando eles estão focados no esporte e nos estudos, não ficam pensando em drogas. Todos nós sabemos que esse problema está em qualquer lugar. E uma das nossas políticas dentro do colégio é a ‘participação em ajudar um aluno’, por que isso vale à pena. Financeiramente tem resultado? Confesso que não... mas nosso real objetivo é gerar oportunidades para esses jovens. A gente sabe que os que estão focados no esporte, não irá se perder na vida”, concluiu.

 

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